quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sorte e Competência

Ouvi uma entrevista do Celso Roth onde ele reclamou de quem disse que o Grêmio teve sorte no jogo contra o Goiás e afirmou que ele e o time tiveram foi competência.

Eu diria para o nosso eventual comanandante não desprezar a boa sorte, porque ela pode mudar de lado. Acho que o time teve muita sorte sim, até porque a sorte acompanha os competentes, basta ver o que o Fluminense está fazendo na Libertadores. De mais a mais, não vi um Grêmio tão soberano assim em campo e sim um time do Goiás completamente desorganizado, com jogadores ruins e que mesmo assim poderia ter complicado bastante o jogo se soubesse aproveitar as três ou quatro situações na cara do nosso goleiro que teve.

Mas quebramos o tabu do Serra Dourada (graças ao Valtinho parece) e temos um começo de campeonato que nem o mais enlouquecido gremista esperaria. E temos um grande goleiro, eficiente e discreto, mas que salvou a pátria tricolor quando foi preciso. A partir do goleiro e da zaga começa a surgir um esboço de time, com Leo, Pereira e Rever, Helder, Magrão, Rafael Carioca, Roger e Perea e algumas posições onde ainda podemos melhorar bastante.

Mas aí eu olho pro banco e vejo o Roth com aquela cara de quem não está entendendo nada e isso me dá calafrios. ...

Mas agora é hora de apoiar ainda mais e enfrentar a chuva e o frio e ir ao Olímpico empurrar o time contra o Atlético paraguaio e torcer para que a sorte continue acompanhando o tricolor.

quinta-feira, 12 de junho de 2008


Os Ídolos Imortais Tricolores.

No final de semana passado, o nosso maior ídolo vivo esteve nos visitando no Monumental. Renato Portalupi sentiu-se mais uma vez na sua casa com a recepção calorosa da torcida tricolor que sabe identificar e cultivar seus ídolos.

Não é por acaso que sua face encontra-se estampada em “trapo” da Geral do Grêmio, assim como o rosto de outros, dentre os quais o Artilheiro de Deus: “Baltazar Maria de Morais Junior”, o homem que abriu os caminhos para a projeção mundial que o Grêmio possui desde o início da década de 80.

A delegação do Grêmio seguiu hoje para Goiânia e, eu, como “seguidor do Grêmio a toda parte”, representarei o BLOGREMISTAS no centro-oeste, em busca da quebra de mais um tabu: “Vencer a maldição do Serra Dourada”.

Falando em Baltazar e aproveitando a viagem a Goiânia, entrei em contato, via e-mail com o Artilheiro de Deus e ele prontamente me respondeu mediante texto que transcrevo a seguir, o qual confirma a imagem que temos do ídolo tricolor, pela sua educação e presteza:

Oi Valter!
Será um prazer tirar uma foto com você. Obrigado pelos elogios. Tenho também muito carinho pela torcida do Grêmio, pois fui muito bem tratado por ela e por todos aí no Sul.
Meu telefone é: 62-99XXXXXX . Quando chegar me ligue e eu verei a melhor hora e local para nos encontrarmos. Talvez no hotel em que o Grêmio estiver, pois devo fazer uma visita aos diretores.
Um abraço
Baltazar”

Depois Luizão e Ronaldo de Assis Traíra Moreira não sabem a razão pela qual não possuem seus rostos estampados em “trapos” da Geral...

Quanto ao Serra Dourada tenham fé que: “Deus está reservando algo melhor para o Grêmio”.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Grêmio: campeão de tudo!

Ontem realizou-se, na cidade de Buenos Aires, o sorteio dos primeiros confrontos da Copa Sul-Americana. Contrariando as expectivas, não será adotada a fórmula da Copa Libertadores, mantendo-se, desde o início do certame, a disputa por meio de mata-mata.
Nosso primeiro adversário é o tradicional co-irmão. Caso consigamos passar de fase, pegaremos, ao que tudo indica, o Boca Juniors.
Não é preciso referir que o início da caminhada é árduo.
No entanto, a dificuldade é marca registrada das conquistas, as quais, salvo raras exceções, sempre exigiram sangue, suor e lágrimas.
Os clubes brasileiros, em uma conduta típica e prepotente, nunca conferiram importância a esta Copa.
Cabe ao Grêmio, pois, modificar esta história. Sempre fomos pioneiros, desbravando os caminhos das vitórias. Basta lembrar que fomos o primeiro clube a entender a importância da Copa do Brasil, e não a toa somos tetracampeões desta competição. De igual forma, fomos um dos primeiros clubes brasileiros a valorizar a conquista da América, o que nos rende, até hoje, um invejável respeito no plano internacional (perdôe-me a palvara).
Nossas características de clube "copero" e pioneiro devem entrar em campo, em busca de mais este título.
Pouco se me dá se a crônica ou os clubes brasileiro não consideram a Copa Sul-Americana como um título importante. A história poderá desmenti-los, quem sabe até conferindo ao campeão deste certame o direito de disputar o título Mundial no Japão (isso já foi cogitado). Mas aí, quando se derem conta, o tricolor gaúcho, cancheiro e peleador, já estará na frente, sabendo como poucos disputar mais este torneio.
Não esqueçamos que, embora nos acusem de prepotentes, nunca desmerecemos nenhum título, diversamente de outras várias instituições que só valorizam as coisas após conquistalá-las. Para nós, até campenato de botão tem valor inestimável.
Portanto a sorte está lançada. Boa sorte, Grêmio.
E não esqueça do teu lema: Grêmio, campeão de tudo!!!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Gremio vence o provável campeão da libertadores.

A maior homenagem que o Grêmio poderia dar a Renato era uma vitória do seu clube do coração. E isso aconteceu. Foi uma vitória importante do Grêmio. Corremos alguns riscos, mas jogamos contra um fluminense muito bem estruturado e recheado de jogadores de qualidade. O time esteve bem e é momento de admitir o mérito do comando. Com a bola o Grêmio fez boas jogadas, sempre com a participação de Roger. Sem a bola o Grêmio mostrou ser um time concentrado e com pegada, o que parece ser um predicado do grupo. Sinto também que o ambiente do grupo é bom, o que é fundamental para a conquistas de bons resultados.
Além das afirmações dos jovens Helder e Rafael carioca, presenciamos também uma bela apresentação do Felipe Mattioni. Acho que o Grêmio ainda deve manter o Paulo Sérgio na direita, mas Mattioni explicitou qualidade suficiente pra disputar um lugar no time titular. Ouso dizer que a qualidade do garoto pode levá-lo a disputar um lugar no meio, podendo em breve ser alternativa para a articulação tricolor.
Não se pode falar do jogo de ontem sem mencionar o atacante Peréa. Esse jogador fez uma boa apresentação com gols de centroavante, demonstrando que o ataque do Grêmio deve ser ele e mais um.
Embora o bom resultado, não podemos perder o foco de que há muito por fazer. As vitórias do Grêmio no brasileiro não foram obtidas com naturalidade, foram sim resultados de muito esforço e superação. Isso significa que o grupo ainda apresenta carências e muitas coisas devem ser feitas para alcançarmos algum título neste ano.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Pela dignidade clubística


A contra gosto vou mencionar neste espaço um outro clube, mas o faço por acreditar que isso pode servir para algumas reflexões sobre o Grêmio. No domingo a noite o programa 3º tempo, do asqueroso Milton Neves, contou com a participação de um jogador do corintihians, o qual vestia uma camisa do clube. Questionado sobre o uso da camisa, o jogador revelou que em seu contrato havia uma cláusula que o obrigava a usá-la em entrevistas. Utilizo esse fato por simpatizar com esse tipo de medida e penso que o Grêmio deveria adotar regras dessa natureza. Vivemos um tempo de profissionalismo radical no qual jogador diminui cada vez mais seu envolvimento com o clube. Seu trabalho e esforço, na maioria das vezes, visa conquistas pessoais: seleção, contrato com clube do exterior, etc. Quando surge um jogador que se identifica com a torcida, logo vira ídolo tamanha a carência do torcedor em ver em campo um sentimento semelhante ao seu. Se não é possível tornar todos os jogadores em torcedores, pelo menos pode-se criar medidas que o vinculem permanentemente ao clube. Além do uso obrigatório da camisa tricolor em eventos midiáticos, defendo, também, a aplicação de multa ao jogador que trocar a camisa do Grêmio com o adversário após o jogo. É um desrespeito com o torcedor que ama sua camisa e odeia todas as demais. Na minha opinião jogador do Grêmio não deveria nem cumprimentar adversário, nem antes nem depois do jogo. Essas “desportividades” restringem a utilização de cotovelada, pisão no tornozelo, tostão, cusparada e outros recursos tão importantes na busca da vitória. É o maldito fair play que tanto combatemos aqui. Devemos buscar meios de amenizar o mal que a era do politicamente correto tem causado ao verdadeiro futebol. Se os tempos nos impelem à hipocresia do espírito esportivo, então lancemos mão de medidas legais que visem preservar a dignidade e identidade clubística.
Ah, a foto é pra ilustrar o que entendemos por 'verdadeiro futebol'.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Pede pra sair

Sábado ficaram visíveis a falta de qualidade do plantel do Grêmio e principalmente a incapacidade do Roth de mudar o esquema para se adaptar a uma situação diferente. Parece que ele não consegue ver o jogo de dentro do campo, ou não tem capacidade de tomar uma decisão na hora, no calor do jogo.

O Grêmio dominou o jogo no primeiro tempo, ficou com a bola no meio e matava sempre os ataques com uma boa cobertura do Pereirão e conseguiu fazer um bol numa das boas jogadas do Roger.
Parecia que ia ser outra vitória fora de casa. Mas no intervalo o técnico Krust do Vasco fez o que um técnico deve fazer, viu que o seu esquema não estava bem e mudou. Colocou três atacantes e o esquema de três zagueiros com uma sobra começou a vazar e ao invés de mudar o posicionamento, o técnico novamente empilhou volantes e pagou o preço da covardia.

Sei que vários jogadores são limitados, mas se o time (o técnico) tivesse tido um pouco mais de ousadia, de coragem, teria saido com os três pontos, porque o time do Vasco é muito ruim. Mas essa será a realidade do Grêmio esse ano, ao menos até que a direção se convença que o Roth não pode nunca treinar um time do tamanho do Grêmio.

domingo, 1 de junho de 2008

Frustração.


As derrotas fazem parte da competição. Entretanto, frustram profundamente o torcedor derrotas como a que o Grêmio esforçou-se pra conseguir contra o Vasco. Começou bem, dominando o primeiro tempo inteiro, saiu na frente e parecia ter o controle da partida. No segundo tempo, entretanto, sucumbiu diante de um Vasco limitado e um estádio praticamente vazio. Isso é que torna o resultado difícil de engolir. Mostramos não ter qualidade nem maturidade pra administrar 45 minutos de um jogo praticamente ganho. São 3 pontos perdidos que fazem brotar com força a desconfiança no time e no seu comando. Ficou evidente, também, que o Grêmio esteve bem enquanto Roger foi participativo. No segundo tempo Roger sumiu e o time desmoronou. Isso reforça o que todo mundo já sabe: a carência do time nas meias. Saiu Roger, entrou Makelele (Julio dos Santos, jogador da função, sequer foi relacionado). Celso Roth confiou a Makelele a função de fazer o time jogar, e o time não jogou. Temos que resolver urgentemente a falta articuladores, caso contrário ficaremos sempre a mercê da inspiração ou vontade do Roger.