domingo, 20 de julho de 2008

É hora da ousadia!


O resultado de ontem não expressa a grande superioridade que Gremio impôs ao Cruzeiro.. Precisávamos da vitória e ela veio de forma convincente. O 1 a 0 foi injusto pela produção do tricolor. O grande destaque foi o coletivo, que permitiu que jogadores médios como Paulo Sérgio, William Magrão e André Luís tivessem grandes participações. A torcida estava desconfiada com os jogos precários que se sucederam desde o Grenal. O jogo de ontem reacendeu a confiança entre torcedores e jogadores. Os acréscimos de Souza e Ortemam podem consolidar o time como real postulante ao título. Entretanto, se quisermos de fato buscar o brasileiro temos que encontrar alternativas para o ataque. Não é possível perdermos tantas oportunidades como no jogo contra o Cruzeiro. Falta efetividade ao ataque gremista ou, em outras palavras, nossos atacantes carecem de qualidade. Não podemos parar de trabalhar em busca de reforços. O Grêmio é grande e é o momento da direção demonstrar essa grandeza trazendo um atacante diferenciado.
Se isso acontecer, poderemos pensar no título.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Campanha.

É indubitável que a campanha do time é muito melhor do que as atuações apresentadas até então. O jogo de domingo, contra a Lusa, valeu apenas pelos três pontos, eis que, no primeiro tempo, fomos totalmente envolvidos pela equipe paulista, que perdeu, no mínimo, três chances claras de gol. A fragilidade da marcação no meio-campo expôs demasiadamente a defesa, que, por sua vez, se mostrou insegura e totalmente desorganizada. A ressaltar, novamente, a atuação do goleiro Vitor, que vem se transformando em uma das maiores contratações dos últimos tempos, sob a ótica da relação custo-benefício.
Os próximos dois jogos (Sport e Cruzeiro) serão testes fortes para analisarmos as reais condições da nossa equipe. Se seguirmos apresentando o futebol das últimas partidas, corremos o risco de sofrermos dois fiascos.
Enfrentar o Sport na Ilha do Retiro sempre foi uma árdua tarefa. Neste ano, em face do retrospecto do Leão nos jogos em casa, em especial na Copa do Brasil, a missão tormou-se ainda mais difícil.
A denominada BombonIlha (que convenhamos, não chega aos pés do verdadeiro caldeirão deste país) vem se tornando o calvário de vários times que lá chegam na condição de favorito.
Por isso, é imprescindível que o Grêmio se reorganize e apresente um futebol mais qualificado, para que possamos almejar um resultado positivo.
É noite de conferir como Tcheco e Rodrigo Mendes se comportarão jogando nas suas verdadeiras posições. É noite também de reencontrarmos o bravo Sandro Goiano, cujo futebol sério e aguerrido será sempre saudado pela nação tricolor.
Oxalá tenhamos sorte e competência, para voltarmos para Porto Alegre com ao menos um ponto na bagagem. Depois, é só se concentrar para o jogo de sábado, oportunidade imperdível de assumirmos a segunda colocação na tabela, dando um passo importante à conquista de uma vaga na Libertadores.

sábado, 12 de julho de 2008

Após a tempestade vem a bonança?

Os últimos jogos trouxeram grande preocupação à nação tricolor. Após o nó tatico que levamos no GRE-nal e a atuação apática diante do rídiculo time do Botafogo, fomos obrigados a assitir a uma equipe completamente desorganizada diante do deseperado time do Santos. Mas, a par da desorganização tática, o que mais me chamou a atenção foi a péssima qualidade técnica do futebol apresentado. A bola parecia queimar nos pés dos nossos jogadores, que mal conseguiam trocar passes de dois metros.
Longe de mim exigir um futebol de pedaladas, firulas, toques de letras e outras "frescuras" que os "cariocas" tanto adoram. Mas futebol não é feito apenas de vontade, pois se assim fosse o Nunes seria um dos maiores jogadores de todos os tempos, com diria o velho Jabba. A técnica sozinha não faz um grande time, mas ela é imprescindível para o surgimento de uma equipe vencedora.
Diante deste quadro, a chegada de Souza e Orteman (ou Ortemann) e a reestréia de Tcheco trazem esperança ao nosso povo.
Sinceramente não lembro de grande partidas do Souza, mas, por esperança e fanatismo, filio-me à corrente que afirma ser ele um reforço de peso. Ademais, pior que aqueles que estão jogando ele não é.
Quanto ao Orteman, recordo-me que era uma grande jogador. Não sei como está hoje, com 30 anos de idade. Se não tiver descuidado da parte física, acrescerá muito na meia-cancha do Grêmio.
O Tcheco, por sua vez, não é o jogador dos meus sonhos. Acho que ele se esconde quando a coisa aperta. No entanto, não posso negar que é um atleta de grande técnica e que exerce um liderança positiva no grupo, de sorte que seu retorno possui mais contornos positivos que negativos.
Resta-nos manter a esperança de que o time se reencontre, para que possamos sonhar com uma vaga na Libertadores. Quem sabe, após a tempestade venha a tão sonhada bonança.
Enfim, que novos e bons ventos soprem para os lados do Olímpico e que a retomada das vitórias se inicie neste domingo, contra a Portuguesa do saudoso e injustiçado Gavilán e do velho e nada bom Patrício.

VAmos Grêmio, vamos!!!!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Bons tempos!!



Faz 25 anos do jogo Histórico Grêmio e Estudiantes, em La Plata. Guerra, violência e futebol marcaram uma das partidas mais emocionantes da história. Abaixo depoimento de Valdir Espinosa sobre a partida (fonte www.clicrbs.com.br).


"Na Libertadores de 83, um dos jogos mais difíceis foi em La Plata, jogando contra o Estudiantes. Muito mais do que as dificuldades de campo, o clima de guerra que envolveu aquela partida, nos fazia temer por nossas vidas, receando não sairmos sãos e salvos de lá!
O jogo, só para lembrar, estava 3x0 para nós e o Estudiantes com apenas 7 jogadores, conseguiu empatar. Mas isto é assunto para outro dia, pois o que quero é relatar os acontecimentos do intervalo do jogo.
Terminado o primeiro tempo, as 2 equipes foram para os vestiários. Este caminho era tão estreito que obrigava-nos a andar em fila indiana. Do campo até o vestiário, muitos gritos e xingamentos. Entramos, fechamos a porta e o nosso segurança encostado nela ,disse:
-"Fiquem tranquilos, que aqui ninguém entra"
Enquanto os jogadores tomavam água, lavavam-se e trocavam o material molhado, a porta parecia que viria abaixo com pancadas de socos e pontapés. E o nosso segurança, encostado na porta já com os braços abertos, continuava afirmando:
-"Tranqüilos! Aqui ninguém entra"!
Jogadores sentados para ouvirem as instruções do intervalo. Começo, então, a falar e quando vou corrigir o ataque, pergunto:
-"Cadê o Caio"?
Todo mundo se olha ,observa o vestiário e...nada do Caio! Então, imediatamente olhamos para o segurança e eu grito:
-"Abre esta porta"!!!
Nosso Super-Homem abre e quem entra? O Caio! Chorando, com o tornozelo inchado e cheio de hematomas pelo corpo. Ele havia ficado para trás, e durante todo aquele tempo em que batia na porta, estava apanhando dos argentinos! Seu tornozelo estava tão inchado, que tive que substituí-lo no intervalo.
Como voces podem ver, nosso segurança realmente não deixou ninguém entrar, nem mesmo o Caio!"

Bons tempos! Nessa época para ser campeão da libertadores não bastava ser o melhor, era necessário ser o mais forte.

sábado, 5 de julho de 2008

Vai te embora mercenário !!!!!




Estava estranho, o Roger fazendo juras de amor ao Grêmio, que o time havia recuperado a sua forma física e sua vontade de jogar... De uma hora para outra a fogueira da paixão se apagou e o amor pelas verdinhas falou mais alto. Sinceramente, o cara jogou bem, mas nunca engoli a idéia de vê-lo vestindo a camisa do Grêmio. Ele é muito sorridente, dava entrevista antes dos jogos desejando um bom espetáculo ao telespectador, posava com a namorada na ilha de Caras, abraçava os adversários. Enfim, vai te Catar.

Depois de casos como de Luizão e dos filhos da véia Miguelina, caímos de novo nesse conto de amor eterno ao clube. A diretoria fica se lamentando e lemos que um aspone vêm a público dizer que não tiveram cautela na hora de fimar o contrato e lamenta que vamos receber meia dúzia de mil-réis pela saída do jogador. Bando de incompetentes. Estão há 100 anos administrando o clube e não aprenderam a redigir um contrato? Ou será que estão levando por fora? Pelo menos proibiram o uso da sala de imprensa na coletiva de despedida. Por mim, não dava entrevista nem no estacionamento do estádio, mas no Preliminar e mandava a Geral bater o brim dele e currá-lo à Secco.

Basta !!!!!! Vamos montar um time calcado na filosofia do clube. Não basta jogar bola, também tem que correr, comer grama e morrer pelo clube. Pênalti se bate com uma bomba no meio do gol, sem essa viadagem de paradinha. Título se comemora com sangue na testa, não confete e serpentina. Gol se comemora batendo no peito e gritando "Eu sou foda...", não erguendo os dedos para o céu. Chega de fazer do clube uma vitrine para empresários e jogadores descompromissados. Vamos montar categorias de base descentes e buscar valores lá na campanha. Jogador acostumado a jogar de pé descalço com unha encravada, desviando da bosta seca e devolvendo os coices nos cavalos.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Escatologia futebolística


“Escatologia é uma parte da teologia e da filosofia que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final do gênero humano, comumente denominado como fim do mundo” (wikipedia).
Convenço-me, cada vez mais, de que estamos próximo do fim. É o fim dos tempos no futebol. Um dos principais responsáveis por essa iminência apocalíptica é o Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
O fato de Roger ser denunciado pelo STJD por tentar esconder rádio no Gre-Nal é mais uma prova da tentativa recorrente de descaracterização do verdadeiro futebol. Esse tal de Paulo Schmidt é o príncipe das trevas travestido de procurador do STJD. Suas ações, somadas às regulamentações da FIFA, são artimanhas malignas que visam destruir a alegria humana advinda do futebol. As crescentes restrições, seja dentro ou fora de campo, afeta a essência do mundo da bola. Querem criar um outro esporte: sem catimba, ser cusparada, sem cotovelada, sem carrinho, sem palavrão e, nas arquibancadas, sem cerveja de verdade.
Se as coisa continuarem desse jeito, não haverá salvação!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Entrevista concedida por Baltazar Maria de Morais Júnior (o Artilheiro de Deus) para o BLOGREMISTAS


Gremistada: Publico a seguir a entrevista obtida por ocasião da minha ida a Goiânia...


Idade: 48 anos, até 17de julho

Filhos (S/N) ? Quantos ?
R: 2 filhos. Mateus, 14 anos e Michelle, 12 anos.

Qual a sua atividade atual ?
R: Atualmente sou empresário de jogadores, sou um agente CBF/FIFA

Qual o 2º gol mais bonito da sua carreira e o 2º gol mais importante da sua carreira ? (Obs: Perguntamos o 2º pois o primeiro em todos estes quesitos nós GREMISTAS já sabemos !!!)
R: Curiosamente creio que o 2º gol mais bonito meu foi justamente contra o Grêmio, em 83
jogando a Libertadores pelo Flamengo no Estádio Olímpico.
Talvez o 2º gol mais importante foi pela Seleção Brasileira contra a Espanha em 81, foi 1x0 , fiz o gol de cabeça num escanteio batido pelo Eder.

Qual a sua maior decepção ou qual o seu maior arrependimento no futebol ?
R: Não tive uma grande decepção, mas gostaria de ter ido a uma Copa do Mundo. Não tive um grande arrependimento no futebol, pois em minha vida sempre orei e pedi a direção a Deus em tudo o que fosse fazer, e assim creio que tudo que Deus me deu e permitiu fazer foi o melhor pra mim.

Qual o conselho que você daria para o teu sucessor, o artilheiro Jardel, para que ele volte a trilhar sua carreira de sucesso no Grêmio ?
R: Conselho para um atacante como Jardel, é que ele se cuide devidamente fora do campo, como um atleta profissional, e dentro faça o melhor, treinando, se aperfeiçoando, corrigindo os erros, e principalmente afinando muito bem a pontaria para o gol em todas as situações possíveis, ´pé, cabeça, como for para fazer os gols.

Qual o segredo do time de 1981 para bater o SPFC (que era a base da seleção brasileira) em pleno Morumbi, naquela histórica final, visto que na fase classificatória levamos 3 a 0 em SP ?
R: O segredo do time de 81 pra conseguir a vitória sobre o São Paulo, que era a base da Seleção Brasileira, foi um grupo muito unido, de muita qualidade técnica e de força, tendo uma mescla bem dosada de jogadores experientes e também de jovens. E muito bem orientada pelo Enio Andrade, um técnico muito experiente em decisões de campeonatos brasileiros. Tínhamos também uma diretoria que dava todo o apoio.

Qual a receita para o Grêmio voltar a conquistar os títulos de sua grandeza ?
R: O Grêmio para voltar às grandes conquistas deve se estruturar bem, tendo condições de pagar seus atletas em dia, ter sempre uma boa base de jovens talentos e saber escolher bem as contratações de atletas mais experientes para dar mais consistência à equipe.

Qual o recado que tu mandas para a torcida do Grêmio ?
R: Meu recado para a torcida do Grêmio, é de que eu continuo admirando toda esta torcida, sou eternamente grato pelo carinho que demonstram por mim até hoje. E meu desejo mais profundo do coração é de que cada um de vocês possa ter a alegria maior de conhecer a Jesus Cristo, aquele que veio para te dar vida, e vida em abundância. Só Ele nos faz verdadeiramente felizes. Que Deus os abençoe.