
Antes do jogo de ontem contra o Ipatinga, me ocorria uma grande preocupação. Não era muito com a adversário, mas em relação ao próprio Grêmio. Acreditando na vitória, meu temor maior no jogo contra o lanterna era que ocorresse uma goleada. Isso mesmo! Penso que isso poderia fazer mal ao Grêmio, pois daí derivaria uma euforia capaz de pôr em risco a concentração do grupo. Acho que o jogo nos proporcionou muitas aprendizagem e isso tudo associado aos três pontos, ou seja, não foi necessário perder ou empatar pra atingir a consciência de que o time precisa jogar sempre muito concentrado em todo e qualquer compromisso nesse brasileiro. Isso dá uma baixada na bola e permite a manutenção do mesmo espírito de doação e coletividade para o início do 2º turno. O fraco desempenho e o conseqüente risco que corremos no jogo de ontem devem ser utilizados para retomada do futebol de pegada e solidariedade que é nossa marca nesse campeonato. Ontem tivemos mais uma lição para o crescente amadurecimento do time. Assim como na vida, no futebol não é necessário apanhar para aprender.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Lição de 3 pontos.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Base Sólida
Antigamente os torcedores pagavam o que hoje corresponde a 5 pilas por um lugar na arquibancada e a receita dos jogos era a principal fonte de renda dos clubes. Hoje, com a globalização do futebol, cobra-se de 30 a 100 reais um ingresso e todo esse montante é uma parcela modesta da receita do clube. Nesse contexto, a revelação de novos talentos e sua conseqüente transferência para o futebol estrangeiro tornou-se condição sine qua non para a saúde financeira dos clubes de futebol. Depois de algum tempo, o Grêmio consolida suas categorias de base que no passado haviam sido negligenciadas. A conquista da taça BH de juniores é demonstração de que nosso clube tem tratado com a devida importância essa questão. Com a crescente depravação monetária pela qual passa o futebol, investimentos na base são fundamentais para se fazer time e dinheiro. Sem querer ser oficialista mas reconhecendo as ações positivas, conquistas como a de Belo Horizonte nos fazem acreditar que o Gremio está consolidando seu trabalho na base. Políticas adequadas nesse setor são condição para uma gestão capaz de levar o Gremio a grandes conquistas. É isso que queremos.
domingo, 3 de agosto de 2008
Sonho e realidade
O jogo contra o Vitória mostrou que o Grêmio está evoluindo como time. Enfrentamos, na minha opinião, o melhor adversário até agora no campeonato. O Vitória jogou como deve jogar um time visitante, marcando, peleando, mas atacando e com perigo sempre que tinha a bola. Pena para eles que do outro lado tinham 40 mil gremistas alentando, e um time bem organizado e disposto a ganhar o jogo, jogando no ritmo da arquibancada. Poderia falar do homem de gelo Vitor, da grande partida do Rever, dos passes do Tcheco, da estréia do Souza, ou do impressionante preparo físico do time, mas não vou comentar o jogo, porque já tem comentarista ruim demais por aí. O que importa é que garantimos mais três pontos.
Hoje quero falar da torcida. Conversando com os gremistas, na arquibancada ou na rua, o que se vê é uma mistura de descrença com esperança. Ninguém quer admitir, com medo da enorme flauta que pode vir depois, mas dentro de cada um, ao menos dos que estavam no estádio hoje, começa a brotar aquele sonho do título, coisa que parecia impossível desde que inventaram este aborto da natureza que é o campeonato por pontos corridos, e muito menos depois dos fracassos do primeiro semestre. Impossível não se arrepiar quando 40 mil vozes cantam "O Grêmio vai sair campeão", mesmo que a liderança seja somente circustancial como diria o professor.
É claro que a fria lógica diz que ainda faltam 21 rodadas, que o grupo do Grêmio ainda é limitado, que times como o São Paulo e o Palmeiras estão crescendo, que o Roth ainda está ali esperando para nos matar do coração, mas pelo menos hoje sei que vamos dormir embalados com este sonho.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Osama é Tricolor !
Tcheco deu consistência ao Grêmio.

A saída de Roger no início do mês de julho deixou todos os gremistas apreensivos. O prognóstico de todos era de que o mês de julho seria muito complicado. No primeiro jogo sem Roger perdemos para o botafogo e parecia que a casa tava desmoronando. Como agravante tínhamos o fato de iniciar a fase com jogos quarta e domingo, ou seja, teríamos que achar uma reposição para o Roger e não havia tempo pra treinamentos. Contra todas as previsões, o desempenho do Grêmio nos 7 jogos que se sucederam foi notável (como diria Ruy Osterman), principalmente fora de casa nos jogos contra Santos, Sport, Figueirense e Coritiba. Esses dois empates e duas vitórias contra adversários difíceis de serem batidos em seus domínios demonstraram consistência do time e do grupo. Destaco a entrada de Tcheco como o fator fundamental de consistência e equilíbrio do Grêmio. Tcheco entrou e fez com que todos os demais jogadores jogassem mais do que estavam jogando. Embora a falsa lentidão, ele participa ativamente dos combates no meio e na hora da armação distribui muito bem o jogo. Tcheco tem feito nossos alas participarem mais das jogadas o que, por conseqüência, aproximou o meio e o ataque. Essa aproximação retirou Perea e Marcel do isolamento, fazendo com que estes jogadores tivessem participação ativa nos jogos, inclusive marcando muitos gols. Além disso, o estilo de jogo de Tcheco é muito mais a cara do Grêmio do que nosso antigo camisa 10. Agora, temos dois jogos em casa contra vitória e Ipatinga e os seis pontos são obrigatórios para encerrarmos o primeiro turno na liderança.
domingo, 27 de julho de 2008
Há 25 anos atrás...
Porto Alegre, 28 de julho de 1983, uma noite inesquecível para todos os gremistas.
Era da saudosa Libertadores não televisionada, dos pontas, dos beques, do sangue no futebol, do unfair play, dos carrinhos por trás, do campo embarrado, da cerveja e do foguete dentro do estádio.
O Grêmio disputava a final da Libertadores contra o então Campeão da América e do Mundo, o copeiro Peñarol. Primeira partida, empate heróico em 1 x 1 no estádio Centenário.
O time do Grêmio entrou em campo com: Mazaropi; Paulo Roberto, Hugo De León, Baidek e Casemiro Mior; China, Osvaldo e Tita; Renato, Caio e Tarcísio. Técnico: Valdir Espinosa.

O Grêmio iniciou o jogo pressionando o Peñarol e conseguiu o gol logo aos 11 minutos de jogo. Cruzamento de Casemiro da esquerda e Caio de carrinho, claro, empurrou para as redes.
O Peñarol empatou com Morena aos 25 minutos do segundo tempo. A decisão se encaminhava para o terceiro jogo em Buenos Aires, território uruguaio, quando ocorreu o imponderável. 31 minutos, lateral despretensioso na ponta direita, Renato Portaluppi chama a responsabilidade, recebe a bola, faz uma embaixadinha junto à bandeira de córner e dá um balão para a área. Pôs a bola lá no fedor. Naqueles milésimos de segundo intermináveis, os olhos de todos os gremistas viajaram com a bola. Ninguém acreditaria naquela jogada. Eis que surge César, centroavante que havia entrado a recém, e se lança em direção à bola que estufou as redes uruguaias. O Olímpico veio abaixo.

Na comemoração, nada de dedos evangélicos para o céu, vejam a garra nos olhos do nosso centroavante.
O meio-campo Tita leva as mãos à cabeça e não acredita, pois havia sonhado que César seria o autor do gol do título.
O Grêmio colocou os onze jogadores na defesa e segurou o placar. Antes do final da partida, houve tempo para mais um lance espetacular de Renato. Ao ser expulso, desferiu um soco na cara de um jogador do Peñarol e saiu de campo sinalizando o placar de 2 x 1.
Na entrega da taça a cena que entrou para a história, o capitão Hugo De León, o Che Guevara azul, sangrando ergue o troféu. Nada de autoridades, palanques, confete e serpentina, patrocinadores ou medalhas. Naquela época, quem ganhava ia lá e simplesmente pegava a taça.

Até o flamenguista Tita incorporou a alma gremista e saiu sangrando de campo.
Mazaropi, o herói do jogo contra o América de Cali.
Renato, teu craque imortal.
Um título inesquecível, que ficará guardado na mente de todos os gremistas. Parabéns aos eternos campeões de uma Libertadores da América que não existe mais.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Muita calma e muito trabalho nessa hora!

Muito boa a jornada do tricolor em Floripa, nossa colônia e lugar que arrendamos aos catarina. Mesmo assim acho que devemos manter a cautela. Esse negócio de liderança não quer dizer muita coisa nessa altura do campeonato. O caminho é longo e nosso grupo não é lá essas coisas, tanto em qualidade como em quantidade. O que temos é camisa. É indispensável que a direção contrate imediatamente, pois Eduardo Costa e Rodrigo Mendes foram embora e o Léo está de partida. Em agosto teremos duas competições e vamos precisar de jogadores que pelo menos mantenham a campanha. É muito bom ganhar, principalmente jogando bem, mas fazer histeria por causa de goleadas circunstanciais é coisa de quem não está acostumado às glórias e façanhas, vide o último campeonato gaúcho. Evidente que a vitória foi histórica pois nenhum time visitante ganhou com uma diferença tão grande em campeonatos brasileiros. Mas tratando-se de Grêmio não há muita surpresa pois é do nosso feitio fazer história também fora de nossos domínios. Vale lembrar que conquistamos muitos títulos como visitante e, até mesmo, vencemos uma final com seis jogadores e um goleiro na casa do adversário. Penso que a goleada sobre o figueirense tem que ser tratada como uma nota de rodapé de mais um capítulo importante da história do Grêmio. E esse capítulo tem que ser concluído com a conquista do campeonato. Tem muita coisa pra acontecer e temos uma outra competição importante pra participar. Por isso, muita concentração, pés no chão e contratações. Enquanto isso a torcida vai fazendo sua parte. Vamo Grêmio!!!!!!!!!
