O post mal começou a esfriar e a nossa gloriosa direção concedeu, de forma gratuita, mais munição para a artilharia pesada desta gente oportunista e descriteriosa.
Só que desta vez, diferentemente do caso do Alex Mineiro (cujas críticas, ao meu ver, somente devem ser feitas após a análise de suas primeiras atuações), não há como defender a direção tricolor.
A perda do Rodrigo Caetano, além de lástimavel, afigura-se inadmissível, seja pela comprovada competência deste profssional, seja pelo belo trabalho que realizou perante o nosso glorioso tricolor.
Lendo os noticiários, as informações dão conta de que a saída do nosso diretor executivo ocorreu por motivos de desafio profissional, nada tendo a ver com questões finaceiras e/ou problemas de ordem política.
Custo a acreditar no que leio. Não sejamos ingênuos! Há algo de errado no reino! Desafio profissional? Ora, esta história de pegar o time grande na série B e levá-lo de volta à elite do futebol brasileiro vem se repetindo ano após ano. Foi assim com Palmeiras, Botafogo, Grêmio e, no ano passado, com o Corinthians. Em virtude disto, tal tarefa não se constitui mais em um diferenciado desafio profissional. Novidade mesmo, em termos de desafio profissional, é pegar um clube com parcos recursos financeiros e, com base na criatividade e superação, montar um grupo capaz de levá-lo à conquista da América e, quicá, do Mundo.
Portanto, como dizem os fronteiriços, "não me atochem"". A saída do Rodrigo Caetano não guarda qualquer relação com desafio profissional. Restam, portanto, duas hipóteses: questões financeiras ou problemas políticos.
Perder um profissional deste gabarito por dinheiro e/ou questões políticas é permitir o "apequenamento" da instituição.
A torcida do Grêmio, nestes últimos anos, vem tolerando a crise financeira que assola nosso clube, por mais que a paixão deponha contra sentimentos de tolerância racional. Somos cientes de que no atual momento não há como exigir grandes gastos ou contratações de valores extratosféricos.
No entanto, não podemos confundir "TEMPORÁRIA crise financeira" com "perda da noção de gandeza do clube". Isto nunca! É sabido que não temos, na atual situação, condições de disputar profissionais com times europeus ou até mesmo com o São Paulo, cuja estrutura e situação financeira mostra-se diferenciada em termos de Brasil.
Todavia, perder profissionais para o Vasco é demais! É inadmissível! No Vasco o mês não tem trinta dias. Além disso, o time recém foi rebaixado. Por outro lado, o Grêmio mostra-se um clube que vem se organizando do ponto de vista financeiro, tendo pela frente a disputa de uma Libertadores, o que, por si só, é garantia do ingresso de vultuosos valores. Assim, não podemos aceitar perder sequer o nosso roupeiro para o clube cruzmaltino.
Diante da ocorrência de qualquer uma das hipóteses ($$$ ou política), não há como negar a fragilidade da nova direção. Ou pior: a omissão da nosso comando executivo!
Deste jeito, querem quebrar a banca, valorizado os criticistas em detrimento daqueles que verdadeiramente defendem o Grêmio.
Ao Mauro Galvão, que vem com a árdua tarefa de substituir o Rodrigo Caetano, desejo sorte, sabedor de que o clássico ex-zagueiro nada tem a ver com as trapalhadas iniciais da nossa direção.

