
Como disse o Jaba, um de nossos colaboradores, o Grêmio teve a cara do técnico nesse domingo. Desculpem a redundância, mas ninguém agüenta mais “essa” cara e “esse” cara. A direção trata de imputar o descontentamento geral à intolerância da torcida.
Não vou me alongar nesse assunto que é enfadonho e causador de úlceras em nós gremistas. Mas temos que repetir o que todo mundo já sabe.
O grande erro foi ter renovado com Roth! Vejam algum acontecimentos com Roth no comando do Gremio:
- No gauchão podíamos perder por até um gol para o juventude no estádio olímpico – Roth não conseguiu.
- Na copa do brasil bastava ganhar de mísero 1 a 0 contra o pé rapado do atletico goianiense – Roth não conseguiu.
- Na sul americana bastava empatar em zero a zero em casa com os coloridos xexelentos - não conseguiu.
- No brasileiro o time sucumbiu frente a vitória, portuguesa, goias, figuerense. Na hora decisivas Roth falhou novamente.
- Retrospecto em Grenais: prefiro não comentar.
- Primeiro jogo da libertadores em casa, contra um time desfalcado e limitadíssimo: zero a zero. Tudo bem que o time jogou bem, mas era obrigação ganhar. Além de burro é azarado.
Como negar esses fatos?
Esse desempenho é incompatível com a história do Grêmio. Aceitar isso é desfazer da capacidade de indignação que sempre caracterizou nossa essência.
Durante todo esse tempo em que estamos na mão de Roth, nosso time falhou em todas as decisões. Deus do céu!!! Em libertadores todo jogo é decisivo.
Haja imortalidade para carregar esse urubu.
domingo, 1 de março de 2009
Essa cara diz tudo.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Até quem recém chegou já sabe....

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Acabou a brincadeira!
Ontem encerrou-se o ciclo de diversão, com uma partida para lá de amistosa, onde nosso time misto não fez força para vencer o Brasil de Pelotas. O gol de Herrera foi o ponto alto da noite, acompanhado de alguns lampejos de talento de Orteman, que provou que, em algum dia, em um passado distante, jogou muita bola, sim senhor. O castelhano conhece a técnica e tem boa visão de jogo, mas, até prova em contrário, parece um cavalo cansado, inapto à disputa da Copa.
Por falar nela, estamos a uma semana da estréia e a dois dias do término das inscrições (que seriam até segunda-feira, mas para o Brasil é até sexta, tendo em vista a relação CBF x carnaval).
Diante disto, faz-se necessária a contratação URGENTE de um voltante, que desembarque, vista a camisa e jogue. A infelicidade do W. Magrão (que uruca!!!!) alertou para a necessidade de um grupo mais qualificado, para enfrentar os desafios deste primeiro semestre.
Imperiosa, ainda, a utilização de critérios inteligentes à formação do grupo que será inscrito na Copa de San Martin. Todo o cuidado é pouco!
A partir de agora, só jogos decisivos! É a hora da verdade, de mostrar que tem bala na agulha e quem é mero fogo de palha.
Que os deuses do futebol impeçam que o Roth pratique suas invenções! Para isto, além da ajuda divina, é necessário muito trabalho, para que o "homi" não tenha o ócio "criativo".
Boa sorte, tricolor!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Pra jogar libertadores não basta futebol!
Libertadores!!! Essa palavras não sai das nossas cabeças. Todo gremista que se preze dorme e acorda pensando nos jogos peleados e enfumaçados dessa que é a maior competição do futebol.
As teses sobre o significado peculiar da libertadores são capazes de formar uma biblioteca. Nelas certamente seriam abordados temas como raça, força, qualidade, catimba, grupo fechado, planejamento, cancha, superação, etc. Dentre tantos enfoques, acho que em um os teóricos da competição concordariam: pra jogar e ganhar uma libertadores tem que ter culhão.
O jogo deste domingo em Erexim serviu pra reiterar que nosso capitão e dono da camisa 10 tricolor não tem culhão suficiente pra ser o líder do Grêmio em campo. Não farei análise do jogo, já que todo mundo percebeu a superioridade sem efetividade do Grêmio.
O que nos importa agora é libertadores, nossa obsessão. As duas vezes em que ganhamos a América tínhamos lideranças que cresciam na dificuldade. De Leon, Dinho e Adilson conduziram com dignamente a braçadeira de capitão do Grêmio.
É difícil admitir isso, mas Tcheco, nosso líder em campo, desaparece em jogos decisivos. Ontem, em um jogo pegado, Tcheco sumiu mais uma vez. Estamos no início de fevereiro e ainda há tempo de buscar um meio de campo (articulador) que vibre em jogo encardido, que deseje jogar pedreira, que se sobressaia na dificuldade. Esse perfil não é o de Tcheco. Futebol até que ele tem, mas falta-lhe culhão. Sem esse predicado, fica difícil ganhar a libertadores.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
A primeira função!!

Por estas bandas até que é comum um significativo apreço por volantes. Não acho forçoso explicar essa tendência pela cultura militarizada do povo gaúcho. Por ter sido historicamente um espaço de disputa entre espanhóis e portugueses, o Rio Grande passou todo seu período de formação com a arma na mão. Depois disso, tivemos ainda que proteger o pampa dos desaforos dos brasileiros. Em nossa circunstância histórica, a prioridade sempre foi defender a terra e não deixar o inimigo entrar.
Acho que o futebol é um pouco guerra e por isso é natural o uso de tom beligerante nas análises. O Grêmio, enquanto escola de futebol que representa de forma autêntica a cultura gaúcha, se caracterizou por dar primazia à defesa. Primeiro nos preocupamos em proteger a “casa”, depois tentamos derrubar o inimigo. Dessa forma nos tornamos uma escola de volantes.
O termo volante é um pouco amplo, e nisso já se fez a distinção entre 1º e 2º volante. Hoje me refiro a essa posição/função que é mágica e talvez, pelo menos pra nós gremistas, a mais importante do time: o 1º volante, o de contenção.
Não posso imaginar o Grêmio sem um cabeça de área, um centro-médio, um homem que fique a frente dos zagueiros, sejam eles 2, 3 ou 4. Temos uma tradição a honrar e isso nos obriga a ter no time um genuíno camisa 5. Se souber jogar, melhor.
Nesse sentido, acho importante a entrada do Diogo no time do Grêmio, mesmo que esse ainda não supra a perda do Rafael carioca. Tem que haver alguém que dê cobertura à Magrão, Tcheco e Souza. A possibilidade de colocar William Magrão de primeiro homem faz com que ele, Tcheco e Souza joguem menos.
Acho que a montagem perfeita de um time é aquela que começa pela escolha do primeiro homem do meio de campo. Nessa utopia, a defesa e o ataque são montados depois e em função do clássico “camisa 5”. No caso do Grêmio, seja no 3-5-2, 4-4-2 ou 3-6-1, é fundamental a presença do 1º volante característico. Mesmo que, por enquanto, ele seja o Diogo e jogue com a 7.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Meu lado criticista!
No entanto, assim como não dá para fazer terra arrasada ante algumas derrotas, cumpre não supervalorizar esta vitória.
Em primeiro lugar, não deveriam permitir que um time de futebol entrasse em campo com aquele uniforme. Em especial se este time for um representante tradicional do interior do Estado. BAh, aquilo é cor de personagem de desenho infantil!
Em segundo lugar, sejamos francos: defesinha amiga! Acho que se colocassem aqueles bonecos infláveis de posto de gasolina, que ficam "voando" de um lado para o outro, teríamos mais dificuldades em entrar na área adversária.
Em terceiro lugar, cumpre referir o desespero do adversário, cuja maioria dos jogadores estava mais preocupada em NÃO receber a bola, do que tentar criar ou desarmar alguma jogada.
Assim, é inegável que fizemos a nossa obrigação, goleando uma equipe que, ao menos no jogo deste sábado, demonstrou que "chora de ruim".
Mas ainda temos muito a fazer.
O Alex Mineiro precisa de um companheiro, URGENTEMENTE! O Jonas é esforçado, mas não pode ser titular! Aliás, quem perde gol contra aquela defesa da gringada italiana, não pode pensar em titularidade em ano de Libertadores. O Reinaldo, por sua vez, até tem qualidade, mas raramente consegue jogar mais de três partidas sem se contundir. Portanto, espera-se o desembraque de um ou dois bons atacantes.
O W. MAgrão não pode jogar na primeira do meio. Não é a dele. É notória a falta de naturalidade com que ele tenta desenvolver esta função.
Por fim, precisamos de mais uma bom meia, para compor o grupo, e de um lateral direito para esquentar o banco.
Foi o que percebi do jogo deste sábado. É um relato meio amargo, quiçá criticista, em face da contundente vitória. Vai ver que peguei o vírus que circula ali na social, na turma do amendoim, que gosta de ver o jogo atrás do reservado tricolor.
Alguma coisa boa? Sim, o fato da direção e dos jogadores terem entendido que a vitória, ainda que justa, não pode ser tomada como parâmetro para muita coisa.
A Libertadores está próxima de começar, e não podemos cair nesta armadilha da imprensa (em especial daquele comentarista cujas iniciais - WC - são bem apropriadas para o teor dos seus comentários), que tenta nos iludir com resultados obtidos no Gauchão, contra equipes montadas às pressas e, em sua maioria, desprovidas de uma razoável qualidade técnica.
Dá-lhe, copero. A Copa de San Martin e Simón Bolívar te espera logo ali! "Despassito", chegaremos lá!
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Querem quebrar a banca!
O post mal começou a esfriar e a nossa gloriosa direção concedeu, de forma gratuita, mais munição para a artilharia pesada desta gente oportunista e descriteriosa.
Só que desta vez, diferentemente do caso do Alex Mineiro (cujas críticas, ao meu ver, somente devem ser feitas após a análise de suas primeiras atuações), não há como defender a direção tricolor.
A perda do Rodrigo Caetano, além de lástimavel, afigura-se inadmissível, seja pela comprovada competência deste profssional, seja pelo belo trabalho que realizou perante o nosso glorioso tricolor.
Lendo os noticiários, as informações dão conta de que a saída do nosso diretor executivo ocorreu por motivos de desafio profissional, nada tendo a ver com questões finaceiras e/ou problemas de ordem política.
Custo a acreditar no que leio. Não sejamos ingênuos! Há algo de errado no reino! Desafio profissional? Ora, esta história de pegar o time grande na série B e levá-lo de volta à elite do futebol brasileiro vem se repetindo ano após ano. Foi assim com Palmeiras, Botafogo, Grêmio e, no ano passado, com o Corinthians. Em virtude disto, tal tarefa não se constitui mais em um diferenciado desafio profissional. Novidade mesmo, em termos de desafio profissional, é pegar um clube com parcos recursos financeiros e, com base na criatividade e superação, montar um grupo capaz de levá-lo à conquista da América e, quicá, do Mundo.
Portanto, como dizem os fronteiriços, "não me atochem"". A saída do Rodrigo Caetano não guarda qualquer relação com desafio profissional. Restam, portanto, duas hipóteses: questões financeiras ou problemas políticos.
Perder um profissional deste gabarito por dinheiro e/ou questões políticas é permitir o "apequenamento" da instituição.
A torcida do Grêmio, nestes últimos anos, vem tolerando a crise financeira que assola nosso clube, por mais que a paixão deponha contra sentimentos de tolerância racional. Somos cientes de que no atual momento não há como exigir grandes gastos ou contratações de valores extratosféricos.
No entanto, não podemos confundir "TEMPORÁRIA crise financeira" com "perda da noção de gandeza do clube". Isto nunca! É sabido que não temos, na atual situação, condições de disputar profissionais com times europeus ou até mesmo com o São Paulo, cuja estrutura e situação financeira mostra-se diferenciada em termos de Brasil.
Todavia, perder profissionais para o Vasco é demais! É inadmissível! No Vasco o mês não tem trinta dias. Além disso, o time recém foi rebaixado. Por outro lado, o Grêmio mostra-se um clube que vem se organizando do ponto de vista financeiro, tendo pela frente a disputa de uma Libertadores, o que, por si só, é garantia do ingresso de vultuosos valores. Assim, não podemos aceitar perder sequer o nosso roupeiro para o clube cruzmaltino.
Diante da ocorrência de qualquer uma das hipóteses ($$$ ou política), não há como negar a fragilidade da nova direção. Ou pior: a omissão da nosso comando executivo!
Deste jeito, querem quebrar a banca, valorizado os criticistas em detrimento daqueles que verdadeiramente defendem o Grêmio.
Ao Mauro Galvão, que vem com a árdua tarefa de substituir o Rodrigo Caetano, desejo sorte, sabedor de que o clássico ex-zagueiro nada tem a ver com as trapalhadas iniciais da nossa direção.
