terça-feira, 10 de março de 2009

NOSSA MUSA



Dormimos e acordamos pensando nessas formas e curvas. Nosso sonho maior é tê-la em nossos braços, mostrá-la pra todo mundo. Conquistá-la é algo que está em nossa mente de modo incessante. Seu brilho ilumina nosso árduo caminho e nosso passos seguem o impulso dessa obsessão.

O time pode estar sem confiança e o comandante despreparado, mesmo assim não desistiremos de possuí-la. Nosso desejo não tem limites.

“Vamo tricolor”, com ou sem o Roth, “queremos a copa”...

quinta-feira, 5 de março de 2009

A culpa não é SÓ dele.

Me desculpem repetir o assunto da postagem passada, mas também tenho que expressar minha indignação. Como estou exilado na Austrália, minha análise se baseia no que leio na Internet e no jogo de estréia da Libertadores.

Os canais de TV australianos somente transmitem jogos de taco-bola, digo cricket, rugby e futebol inglês na madrugada. Assim, para assistir a estréia do tricolor na Libertadores, entrei em contato com o Valter, cônsul do Grêmio em Sydney, que me disse que a Libertadores passava de vez em quando num canal de esportes. Fucei na Internet e estava lá na programação, Grêmio x Universidad 11:45 da manhã de quinta (com 1 hora de atraso). Liguei pro Valter e nos tocamos para um pub para ver a partida (sem áudio).

Apesar de ter sido o primeiro (e único) jogo do Grêmio que assisti no ano, ouso dizer que não mudou nada. Parecia que estava assitindo ao campeonato brasileiro no ano passado. O time continua sem jogadas, sem criatividade, sem tranquilidade, em suma, é um bando correndo atrás de um bola, a cara do seu treinador. Como de costume, diante do empate iminente, o Professor Roth fez as suas alterações desastrosas somente aos 30 minutos do segundo tempo. Tira lateral-esquerdo e coloca atacante, zagueiro por meio-campo, depois, para recompor time que ele desarrumou, troca um atacante por outro lateral-esquerdo. Até o vendedor de amendoins do Olímpico sabe que empilhar atacantes não torna um time ofensivo, tem que existir alguém que crie as jogadas.

O pior de tudo é que leio no outro dia que o Grêmio jogou bem e que o Roth ousou ao lançar o time para o ataque. Escuto que só não ganhamos do time limitado do Universidad porque havia um sapo enterrado nas goleiras. Não sejamos ingênuos, o sapo está lá bem visível, sentado na casamata. Como todo incompetente, o Roth tem azar.

A culpa é só dele? Claro que não. Ele pediu um valorização profissional após ter entregue o campeonato brasileiro de bandeja pro São Paulo, num dos maiores fiascos da história gremista. Fez a dele, o choro é livre. A direção mesmo alegando a falta de recursos para contratar, surpreendentemente aceitou pagar R$ 250 mil para um cara que não vale 1 REAL. Como o Amarante escreveu propriamente num ato falho, "um treinador que sucumbiu frente a vitória ".

Os dirigentes gremistas ignoram a racionalidade e cometem os mesmos erros sucessivamente. Venderam a revelação do time do campeonato, Rafael Carioca. Sei que não tinha como segurar, porém é inaceitável contratar um guri do rebaixado Figueirense para assumir a posição. Ficaram só com um homem de contenção como titular, William Magrão, que se lesionou. Aí eles tentam contratar desperadamente um jogador as vésperas do Carnaval, sem sucesso, obviamente. Por que não tentaram contratar no início do ano, quando havia tempo e disponibilidade no mercado? Isso já havia acontecido na janela de agosto do ano passado, protelaram a contratação de um atacante e acabaram trazendo o Morales, a tal cereja do bolo.

Para me tranquilizar, o presidente vem a público declarar que segundo o seu filho, um profundo conhecedor de futebol, o Maxi Lopez é um baita jogador. Por acaso, alguém acompanhou o seu futebol na Rússia, Ucrânia ou onde quer que ele estava. Duvido. Essa é mais uma das contratações através dos vídeos dos empresários. Mais um Orteman, contratado com base nas atuações de 6 anos atrás no Olímpia Não quero secar o cara, mas não tenho grandes expectativas. Vai ser mais um dos Amorosos, Luizões e Rogers da vida. Ainda mais quando ele declara que quer fazer uma boa Libertadores para voltar a jogar na Europa. Nem pisou no campo e já quer ir embora. Já vi esse filme. Até o técnico do River Plate, que amarga uma das piores campanhas na história do argentino, recusou a sua volta. Será que os dirigentes não lêem os jornais. Além disso, não há sincronia entre a direção e o treinador, de que adianta empilhar atacantes no Olímpico se o técnico joga com 1 atacante num GREnal decisivo.

O problema do Grêmio não se limita ao treinador. Falta alguém que chute a porta do vestiário, que faça esse time jogar. Que não fique tomando água tônica no lobby do hotel em Salvador após um sacode do Vitória. Basta analisar os discursos da direção, sempre minimizando tropeços, desvalorizando campeonatos, um discurso derrotista. Está escancarado, falta profissionalismo no comando do clube.

Enfim, claro que o Roth tem que ralar peito, mas o responsável por essa renovação de contrato absurda tem que ir junto. Brabo vai ser pagar o "seguro-desemprego" para esse quadrúpede.
Participe da campanha: http://www.fora-roth.blogspot.com/

P.S. Felipão tá dando sopa no mercado.

domingo, 1 de março de 2009

Essa cara diz tudo.



Como disse o Jaba, um de nossos colaboradores, o Grêmio teve a cara do técnico nesse domingo. Desculpem a redundância, mas ninguém agüenta mais “essa” cara e “esse” cara. A direção trata de imputar o descontentamento geral à intolerância da torcida.
Não vou me alongar nesse assunto que é enfadonho e causador de úlceras em nós gremistas. Mas temos que repetir o que todo mundo já sabe.

O grande erro foi ter renovado com Roth! Vejam algum acontecimentos com Roth no comando do Gremio:

- No gauchão podíamos perder por até um gol para o juventude no estádio olímpico – Roth não conseguiu.
- Na copa do brasil bastava ganhar de mísero 1 a 0 contra o pé rapado do atletico goianiense – Roth não conseguiu.
- Na sul americana bastava empatar em zero a zero em casa com os coloridos xexelentos - não conseguiu.
- No brasileiro o time sucumbiu frente a vitória, portuguesa, goias, figuerense. Na hora decisivas Roth falhou novamente.
- Retrospecto em Grenais: prefiro não comentar.
- Primeiro jogo da libertadores em casa, contra um time desfalcado e limitadíssimo: zero a zero. Tudo bem que o time jogou bem, mas era obrigação ganhar. Além de burro é azarado.

Como negar esses fatos?

Esse desempenho é incompatível com a história do Grêmio. Aceitar isso é desfazer da capacidade de indignação que sempre caracterizou nossa essência.
Durante todo esse tempo em que estamos na mão de Roth, nosso time falhou em todas as decisões. Deus do céu!!! Em libertadores todo jogo é decisivo.
Haja imortalidade para carregar esse urubu.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Até quem recém chegou já sabe....

Vejam o que o Maxi Lopez respondeu quando eu indaguei se o Grêmio precisava contratar um volante e trocar de treinador para a LIBERTADORES....







quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Acabou a brincadeira!


Primeiramente, peço desculpas aos nossos leitores pela desatualização do blog. Cumpre esclarecer que este blog não é atualizado desde a derrota no GRE-nada. O motivo é simples: protestar contra o Sr. Roth - leitor assíduo deste espaço -, que estava tentando promover mais uma de suas invenções táticas nada convencionais (desculpa mais fraca que o ataque formado por Marcel e Tuta!!!). Porém, após três vitórias seguidas, faz bem retomar os trabalhos.

Ontem encerrou-se o ciclo de diversão, com uma partida para lá de amistosa, onde nosso time misto não fez força para vencer o Brasil de Pelotas. O gol de Herrera foi o ponto alto da noite, acompanhado de alguns lampejos de talento de Orteman, que provou que, em algum dia, em um passado distante, jogou muita bola, sim senhor. O castelhano conhece a técnica e tem boa visão de jogo, mas, até prova em contrário, parece um cavalo cansado, inapto à disputa da Copa.

Por falar nela, estamos a uma semana da estréia e a dois dias do término das inscrições (que seriam até segunda-feira, mas para o Brasil é até sexta, tendo em vista a relação CBF x carnaval).

Diante disto, faz-se necessária a contratação URGENTE de um voltante, que desembarque, vista a camisa e jogue. A infelicidade do W. Magrão (que uruca!!!!) alertou para a necessidade de um grupo mais qualificado, para enfrentar os desafios deste primeiro semestre.

Imperiosa, ainda, a utilização de critérios inteligentes à formação do grupo que será inscrito na Copa de San Martin. Todo o cuidado é pouco!

A partir de agora, só jogos decisivos! É a hora da verdade, de mostrar que tem bala na agulha e quem é mero fogo de palha.

Que os deuses do futebol impeçam que o Roth pratique suas invenções! Para isto, além da ajuda divina, é necessário muito trabalho, para que o "homi" não tenha o ócio "criativo".

Boa sorte, tricolor!





segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Pra jogar libertadores não basta futebol!

Libertadores!!! Essa palavras não sai das nossas cabeças. Todo gremista que se preze dorme e acorda pensando nos jogos peleados e enfumaçados dessa que é a maior competição do futebol.

As teses sobre o significado peculiar da libertadores são capazes de formar uma biblioteca. Nelas certamente seriam abordados temas como raça, força, qualidade, catimba, grupo fechado, planejamento, cancha, superação, etc. Dentre tantos enfoques, acho que em um os teóricos da competição concordariam: pra jogar e ganhar uma libertadores tem que ter culhão.

O jogo deste domingo em Erexim serviu pra reiterar que nosso capitão e dono da camisa 10 tricolor não tem culhão suficiente pra ser o líder do Grêmio em campo. Não farei análise do jogo, já que todo mundo percebeu a superioridade sem efetividade do Grêmio.

O que nos importa agora é libertadores, nossa obsessão. As duas vezes em que ganhamos a América tínhamos lideranças que cresciam na dificuldade. De Leon, Dinho e Adilson conduziram com dignamente a braçadeira de capitão do Grêmio.

É difícil admitir isso, mas Tcheco, nosso líder em campo, desaparece em jogos decisivos. Ontem, em um jogo pegado, Tcheco sumiu mais uma vez. Estamos no início de fevereiro e ainda há tempo de buscar um meio de campo (articulador) que vibre em jogo encardido, que deseje jogar pedreira, que se sobressaia na dificuldade. Esse perfil não é o de Tcheco. Futebol até que ele tem, mas falta-lhe culhão. Sem esse predicado, fica difícil ganhar a libertadores.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A primeira função!!


Por estas bandas até que é comum um significativo apreço por volantes. Não acho forçoso explicar essa tendência pela cultura militarizada do povo gaúcho. Por ter sido historicamente um espaço de disputa entre espanhóis e portugueses, o Rio Grande passou todo seu período de formação com a arma na mão. Depois disso, tivemos ainda que proteger o pampa dos desaforos dos brasileiros. Em nossa circunstância histórica, a prioridade sempre foi defender a terra e não deixar o inimigo entrar.

Acho que o futebol é um pouco guerra e por isso é natural o uso de tom beligerante nas análises. O Grêmio, enquanto escola de futebol que representa de forma autêntica a cultura gaúcha, se caracterizou por dar primazia à defesa. Primeiro nos preocupamos em proteger a “casa”, depois tentamos derrubar o inimigo. Dessa forma nos tornamos uma escola de volantes.

O termo volante é um pouco amplo, e nisso já se fez a distinção entre 1º e 2º volante. Hoje me refiro a essa posição/função que é mágica e talvez, pelo menos pra nós gremistas, a mais importante do time: o 1º volante, o de contenção.

Não posso imaginar o Grêmio sem um cabeça de área, um centro-médio, um homem que fique a frente dos zagueiros, sejam eles 2, 3 ou 4. Temos uma tradição a honrar e isso nos obriga a ter no time um genuíno camisa 5. Se souber jogar, melhor.

Nesse sentido, acho importante a entrada do Diogo no time do Grêmio, mesmo que esse ainda não supra a perda do Rafael carioca. Tem que haver alguém que dê cobertura à Magrão, Tcheco e Souza. A possibilidade de colocar William Magrão de primeiro homem faz com que ele, Tcheco e Souza joguem menos.

Acho que a montagem perfeita de um time é aquela que começa pela escolha do primeiro homem do meio de campo. Nessa utopia, a defesa e o ataque são montados depois e em função do clássico “camisa 5”. No caso do Grêmio, seja no 3-5-2, 4-4-2 ou 3-6-1, é fundamental a presença do 1º volante característico. Mesmo que, por enquanto, ele seja o Diogo e jogue com a 7.