sexta-feira, 17 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Novo colaborador blogremista



Se este blog tivesse que apresentar referenciais teóricos, certamente a obra tricolor de Eduardo Bueno, o Peninha, seria a principal. A partir da autorização do próprio Eduardo Bueno, volta e meia colocaremos no blogremistas alguns de seus textos que ajudam ilustrar nossa filosofia.

Na foto acima, Eduardo bueno autografa, a este blogremista, seu livro Gremio, nada Pode ser maior. Nesta obra prima, o autor comenta, entre muitas outras coisas, algumas atuações suspeitas de um arbitro gaúcho.

O texto provocou polêmica (imagina!), uma delas comentada na coluna de Wianey Carlet, publicada na zero hora do último sábado, dia 11 de abril. Abaixo a resposta de nosso pensador. Eduardo Bueno dà voz a todos os gremistas, recorrentemente vitimados pelas atuações do Sr. Carlos Simon.

"Meu caro Wianey:

É ainda sob forte impacto emocional e talvez até “distorcido pela paixão” que passo a responder tua comovedora coluna de sábado último, na qual me fizeste elogios tão generosos quanto desproporcionais, e que me levaram às lágrimas pois evocaste os belos momentos que compartilhamos em exíguos quartos de hotel de todo esse planeta-bola – atrás da qual tanto corremos. Mas, mesmo sob forte emoção, não posso deixar de fazer pequenas ressalvas ao que escreveste. Vamos a elas:

1) Não chamei Carlos Simon de “ladrão”. Escrevi, isso sim, que ele fazia parte da “infame extirpe dos juizes que surrupiaram o Grêmio” (Ih será que não podia repetir isso? Bom, foi só a título de exemplo). De qualquer sorte, independentemente da decisão da juíza, posso assegurar que essa é a opinião de 99,9% da torcida do Grêmio e que processo algum irá modificá-la. Pode abrir votação,

2) Não disse que “a paixão envolvida permite visões distorcidamente parciais”. Foram meus advogados que disseram. Os mesmos que solicitaram que eu não me manifestasse sobre o caso até seu desfecho. Tomada a decisão da juíza, embora ainda caiba recurso, julgo ter chegado a hora de falar e o faço através da tua coluna,

3) Não sou em quem terei que “desembolsar quase 15 mil”. Tal quantia será dividida entre mim e a Ediouro, que publicou a obra. A um pedido meu, creio que a editora arcaria sozinha com esse elevadíssimo custo. Mas não pretende fazê-lo. Faço questão de “desembolsar” o dinheiro já que, para mim, o próprio título de tua coluna, “Condenação”, soa quase como “Condecoração”, pois considero um galhardão, um prêmio, um presente ser processado por alguém da estatura de Carlos Simon.

Por vários motivos:

1) Porque tenho a esperança de que o referido profissional use o dinheiro para fazer cursinhos de atualização em arbitragem, de forma que passe a errar menos, em especial contra o Grêmio,

2) Porque me inspirou para escrever o livro “Os erros de Carlos Simon”, que será lançado em breve com a disposição altruísta de que a rememoração do extenso rol de suas falhas o leve aprimorar-se em sua profissão,

3) Porque descobri que Ricardo Teixeira e a Comissão de Arbitragem da CBF– que eu desconhecia serem letrados – leram meu livro Grêmio: Nada pode ser maior. Como costumo tratar bem meus leitores, vou enviar-lhes um exemplar da nova obra . Enviarei um também para a Confederação de Futebol de Gana,

4) Porque o caso me inspirou a criar um site, errosdesimon.com. aberto à atualizações do público em geral, já que o livro não conseguirá acompanhar a rapidez com que o panorama se modifica,

5) Porque vou reescrever o livro Grêmio: Nada pode ser maior, extraindo a frase capada pela justiça e, no lugar dela, acrescentar um apêndice com todos os erros do supracitado árbitro contra o Grêmio – sempre na tentativa de que ele se aprimore. O livro já vendeu 23 mil exemplares, mas sei que a torcida do Grêmio comprará muito mais da nova edição,

6) Porque disposto a ajudá-lo a se aprimorar também na profissão de jornalista – que diz exercer, embora eu nunca tenha lido nem mesmo a frase “Ivo viu a uva” escrita por ele -, venho lançar de público, através de tua prestigiosa coluna, um desafio: ele escreve um livro e eu apito um Grenal e veremos quem erra menos. (Desde criança, meu sonho sempre foi apitar um Grenal...). Se o desafio for considerado despropositado, sugiro então um debate público sobre o tema: “O que leva uma criança a decidir ser juiz de futebol?”

7) Por fim, porque tal processo com certeza unirá nossas trajetórias profissionais por um bom tempo e haverá de servir de estímulo para que nos aprimorarmos no exercício de nossas atividades – levando mais longe o nome do Rio Grande. E, se, por ventura, as obras que pretendo escrever sobre o referido árbitro – sempre, repito, no intuito de aprimorá-lo no exercício de sua dura faina – vierem, por algum motivo, a ser censuradas, os processos daí decorrentes certamente irão deflagrar estimulante debate sobre os limites da liberdade de expressão. Tenho certeza de que tu, caro Wianey, e a prestigiosa Zero Hora, na qual tanto labutei, não vão querer ficar fora dessa".


Atenciosamente,

EDUARDO BUENO

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Três pontos!




1º Ponto - O clima.

Como é bom ver o Monumental novamente alegre, cantanto e alentando sem parar. Como é bom não ter que dar de cara com o mal humor do Roth e com suas frases enigmáticas e desprovidas de conteúdo. Como é bom ver que certas coisas tem uma razão de ser e que não são, simplesmente, "coisas do futebol".
Ontem, após um longo e duradouro inverno, o Olímpico voltou a ter o clima da Copa de San Martin e Simon Bolívar.
A torcida fazia fila em frente ao bar da Beth, querendo mais cerveja, numa espécie de comemoração à volta dos bons tempos.
Não sei se "os bons tempos" estão de volta, mas o primeiro passo inegavelmente foi dado.
Que a saída do Sr. Roth acarrete o retorno da velha liga entre o time e a torcida, que sempre pautou nossas conquistas.

2º ponto - o jogo.

O resultado foi bom, o jogo nem tanto. Novamente perdemos gols, só que desta vez também fizemos! "Coisas do futebol", diria um sujeito a ser esquecido!
Souza abusou da "arte" de prender a bola, não permitindo um placar mais elástico. Tcheco pareceu, novamente, meio-quase-que-totalmente cansado. Jadilson entrou no segundo tempo e provou que merece a vaga de titular da ala esquerda.
Mas a grande notícia da noite foi o castelhano conquistador de modelos, Maxi López . Fez um belo gol de cabeça, combateu a saída de bola do Aurora, fez parede para os companheiros e, ao final do jogo, proferiu a seguinte frase (não adianta: o pessoal do Rio da Prata tem cultura copera):

"– Eu venho de um país onde perder um clássico é importante também, sei o que gera. Temos que pensar em conseguir uma vitória no próximo Gre-Nal – declara ele, dizendo que o Grêmio tem uma dívida com a torcida."

Parabéns, castelhano! Pelo jogo e pela declaração.

3º ponto - o novo técnico.

Após a vitória que praticamente garantiu nossa classificação à próxima fase, apenas uma pergunta rondava o Olímpico: quem será o novo treinador? Renato ou Paulo Autuori?
A maioria da torcida, pela manifestação ao término do jogo, prefere o inesquecível Portaluppi, dos dribles desconcertantes e das provocações incendiárias.
Todavia, acreditando em Nélson Rodrigues, para quem toda a unanimidade é burra, torço pela vinda do Autuori.
Em primeiro lugar, porque é um técnico que, atualmente, está mais preparado que o Renato.
Em segundo lugar, e aqui vai uma boa dose de conservadorismo pessoal, porque acho que lugar de ídolo - e o Renato é maior deles - é na história do clube e não na pressão do vestiário, onde eventuais derrotas poderão manchar seu vitorioso currículo tricolor. Deixemos o Renato vir a Porto Alegre com outros times, para ser aplaudido no Olímpico ou para ganhar deles no aterro.
Todavia, seja que for o novo comandante, que seja bem-vindo e que tenha sorte e competência para buscar aquilo que a "a banda mais louca" deseja incansavelmente: a Copa!!!!


domingo, 5 de abril de 2009

Até quando?

Até quando teremos que:

- perder Grenais e sermos chamados de freguês;
- sofrer para ganhar de times medíocres e levar goleadas de times piores;
- entregar campeonatos depois de estarmos a 9 pontos do vice-líder;
- comemorar subidas para a primeira divisão, se borrando para ganhar do Nautico e ainda gravarmos DVD e escrevermos livros;
- ficar orgulhosos por termos o melhor site, sermos o time Top of Mind da ADVB e eleitos a camisa mais bonita do futebol mundial;
- celebrar a aquisição de estrelas no céu e nenhuma estrela nova na camisa;
- vibrar pela construção da Arena tricolor, sem se preocupar com os nomes dos administradores do Consórcio, clausulas contratuais que excluem direitos dos sócios e acertos nebulosos;
- tomar 5 x 0 numa final de Libertadores e ainda bater palmas porque o time foi longe demais;
- ir a jantares comemorativos de títulos dos anos 80;
- esperar pela cereja do bolo ou por atacantes bala e receber no aeroporto uma uva que não jogaria nem na seleção do condomínio;
- aguentar dirigentes incompetentes com discursos derrotistas, que estão no Grêmio apenas advogando em causa própria;
- pagar salário milionário a um treinador emburrado que não indica um jogador sequer e ter que escutar que não existe ninguém melhor no mercado;
- ser eliminados em primeiras fases de Copa do Brasil e Gauchão;
- atender a cada apelo da direção, lotar o estádio e apoiar incondicionalmente jogadores sem sangue "correndo" com a camisa tricolor;
- chegar a triste conclusão que nós nos tornamos eles.
Coisas do futebol é a puta que o pariu...
Não dá para continuar do jeito que está.

A direção gremista é uma produção interminável de auto-flautas.
Sejamos realistas. Não podemos ver a grandeza do Grêmio se esvaindo pelo ralo e ficarmos contemplando de braços cruzados.
Fiquem a vontade para adicionar mais itens a lista nos comentários.
P.S: Acabo de saber da demissão do Roth. Isso não apaga uma palavra do que escrevi acima. Quanto vai nos custar o seguro-desemprego dele? Estou esperando o sujeito que o contratou a peso de ouro pedir demissão. Vou me deitar para não me cansar sentado.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Comentário com base nos melhores (???) momentos!

Em primeiro lugar, o time era reserva. Em segundo lugar, o Presidente-piada da FGF não poderia, em hipótese alguma, sugerir ao Grêmio a utilização da equipe juvenil para enfrentar o Aurora, na próxima terça-feira, sob pena de, além de demonstrar ainda mais sua paixão clubística pelo eterno rival, desvalorizar o seu filiado que disputa a competição mais importante das Américas. Por fim, é sabido que o Gauchão não é prioridade.

Agora pare, respire e me responda, desconsiderando todas as questões (desculpas) acima levantadas: é admissível levarmos quatro do Caxias? É óbvio que não!

Os gringos da Festa da Uva que me perdoem, mas a diferença de grandeza é tão grande que não podemos admitir que sequer nossos meninos da escolinha levem goleada da equipe grená.

Vou me abster de discutir o Roth novamente, até porque já é sabido que ele detém boa parte da culpa por estes resultados. Também não vou adentrar nos aspectos peculiares da partida, uma vez que, tal qual a esmagadora maioria da nação tricolor, não tive a oportunidade de assistir, ao vivo, ao jogo de hoje, realizado em um horário tão absurdo quanto a organização deste campeonato. Minha apreciação limitou-se aos melhores momentos (se é que o Grêmio teve algum bom momento neste jogo!).

Esta derrota e a classificação em quarto lugar, num grupo recheado de medíocres, somente evidenciam a fragilidade da nossa direção.

A mesma fragilidade que bancou a manutenção do Sr. Roth. A mesma fragilidade que afirmou categoricamente que o Grêmio possuía um bom grupo de jogadores para encarar todas as competições que disputaria este ano. A mesma fragilidade demonstrada ao trazer, a peso de ouro, Herrera e M. Lopes, ao invés de investir a grana em um nome mais garantido (o Fred, por exemplo).

Faz alguns anos que estamos sofrendo com a falta de planejamento, de convicção e de atitude. Tudo parece ser normal! Tudo parece fazer parte de um processo evolutivo que, num passe de mágica, nos levará novamente às conquistas e às glórias.

Eu não questiono a lealdade e a honestidade da atual direção, mas apenas sua aptidão e competência para gerir o futebol de uma instituição que possui milhões de seguidores por todo o mundo.

Oxalá que estes equívocos não nos custem a Libertadores e que, lá pelo meio do ano, possamos , em meio a entusiásticas comemorações pelo tri, rir das derrotas nos grenais e da acachapante derrota de hoje a tarde (se é que isso é possível para pessoas apaixonadas pelo Grêmio!).

Por enquanto, resta-nos lamber as feridas, decidir se vamos para o Gre-nada com time reserva ou titular e torcer para que domingo as coisas possam ser diferentes. A minha fé e minha paixão ainda me fazer acreditar, absurdamente, que tudo vai dar certo, subestimando todo o meu pensamento lógico-racional.

Força, Grêmio!