sábado, 13 de junho de 2009
O dilema na lateral-direita.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Base gremista.

O caso Souza suscita várias preocupações entre nós tricolores. Sua perda acarretaria conseqüências profundas na criatividade do time. A permanência deste jogador é problema imediato e, segundo nosso presidente, O Grêmio já admite cometer uma “pequena loucura” para mantê-lo no olímpico. Aliás, para um clube cujas finanças estão há tempos esgualepadas, qualquer ação um pouco mais ousada é considerada loucura.
Essa pendenga nos faz pensar em alternativas vindas da base... Fico mais preocupado. Paulo Autuori foi contratado para fazer uma gestão verticalizada no futebol do Grêmio, ou seja, comandar o time principal e as categorias de base de modo interligado. Imagino que ainda não tenha tido tempo pra pensar na base gremista em virtude do extenso trabalho que tem por fazer no time principal. Acredito que quando fizer isso se dará conta do imenso desafio que tem pela frente.
A saída de Rodrigo Caetano parece ter desorganizado aquilo que parecia estar sendo recuperado para este setor. Alem disso, Julio Camargo também deixou o olímpico sem ninguém entender bem o porquê. Concomitante, nosso desempenho que foi muito bom nos últimos anos (Campeão brasileiro sub-20 e campeão da taça BH, uma das mais importantes do país, além das revelações de Lucas, Carlos Eduardo, Rafael carioca, William Magrão, Léo, Felipe Mattione, Douglas Costa) está sendo desastroso neste ano. Conseguimos ser eliminados do gauchão pelo Cerâmica de Gravataí. Nossa categoria infantil não conseguiu chegar à final do torneio de Roca Sales. Na Holanda foi enviado o time de juniores para disputar um torneio com oito equipes e o Grêmio ficou em sétimo lugar.
Em tempos de lei Pelé e do neoliberalismo futebolístico, é fundamental um clube da América do Sul ter uma base forte e bem estruturada para equacionar finanças e disputar títulos na categoria principal.
Torço para que Paulo Autuori realize bom trabalho no futebol do grêmio, na base e no profissional, mas desconfio que o clube deveria ter alguém talentoso e com foco exclusivo na formação de jogadores e em tudo o que isso envolve. Espero que a direção saiba que a nomeação de P. A. por si só não fará qualificada as nossas categorias de base.
Se os comandantes do clube descuidarem do futebol que vai da escolinha até os juniores, estaremos sempre ameaçados de cometer “pequenas ou grandes loucuras” para ter jogadores de qualidade no time principal.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
A hora da direção.
A maioria das pessoas com quem falo condena a imprensa pela divulgação de um fato que, segundo eles, não ocorreu. Outros, por sua vez, afirmam que o Souza fala demais e que não dá para aguentar o cara.
Sinceramente, a causa pouco me importa. Quero me ater às conseqüências! É indubitável que parte da imprensa tenta, de forma constante, desestabilizar o Grêmio. De outro lado, é inegável que Souza fala tanto quando joga.
A questão é que a notícia - verdadeira ou não - está lançada e, em cima dela, é que a direção tem que evitar ou minorar eventuais conseqüências nefastas.
O imortal é acostumado com isso. Renato falava proporcionalmente aos jogos que decidia. Com Paulo Nunes, guardada as devidas proporções de língua e de bola, ocorria a mesma coisa. E assim poderíamos enumerar "n" exemplos de jogadores tagarelas que vestiram a camisa tricolor.
Jogador polêmico é prato cheio para a imprensa, em especial para aquela parcela que detesta reconhecer que o Grêmio, mesmo quando na parte de baixo da gangorra, é o clube gaúcho mais prestigiado internacionalmente.
Pois esta é a hora da direção. Se o cara resolve em campo, cabe aos dirigentes contornar os exessos da sua verborréia atômica. O que não se pode permitir é que, diante de um fato cuja veracidade é amplamante duvidosa, se crie uma crise entre torcida e o jogador. É hora da presidência vir aos microfones e minimizar o fato, focando o discurso naquilo que realmente importa: o jogo do dia 17 e a classificação à semi da LA. É hora da cartolagem puxar o Souza num canto e mandar ela se aquietar, ao menos por um curto período, até passar a tempestade e o comandante retomar a direção da embarcação.
Enfim é hora de trabalho, direção! Por favor: chega de omissão!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Quebrando padrões
Achei o jogo bem meia boca Mas o resultado foi muito bom. Pelos pontos e ganho de posição na tabela e principalmente pela calma nos próximos dez dias para o técnico poder montar o esquema de sua preferência (4-4-2). Ontem eu percebi algumas melhoras, pelo menos de posicionamento do time, já que infelizmente de qualidade não tem jeito. Acho que com algum tempo o time pode render mais e chegar num nível pelo menos aceitável, como o do ano passado.
Sei que o time tem muitas deficiências, faltam laterais, falta um meia, falta um companheiro pro Maxi, falta principalmente uma direção com vergonha na cara. Mas agora é isso que temos, e é com isso que temos que ganhar a Libertadores. Porque só a Libertadores salva esse ano, e talvez essa e a próxima década. Porque "eles" vão ganhar ou a Copa do Brasil ou o Brasileiro, ou pior ainda, os dois. E nós se não quisermos virar uma nota de rodapé no futebol brasileiro temos que ganhar essa Libertadores, voltar ao cenário mundial.
E não me importo de jogar contra morto, ganhar de qualquer jeito, ganhar roubado ou de W.O. O que interessa é faixa no peito e caneco na estante, o resto é papo-furado para comentarista ter emprego.
Sei que o desânimo anda grande, mas a torcida tem que voltar a empurrar o time. Nos últimos jogos, em especial ontem, o que tenho visto no estádio é uma torcida apagada, morna, que não apoia coisa nenhuma. A Geral se dividiu em duas e nenhuma das duas parece ter a força de antes. A social voltou a ser o espaço da corneta (o Athos ia se sentir em casa), e o pior é que é a corneta é burra, é do tipo que vaia o Souza e aplaude o Herrera.
Mas apesar de tudo, eu acredito na camisa tricolor, não vejo nenhum time nesta Libertadores que seja o Boca de 2007, e como vamos decidir sempre em casa, acredito que se a torcida voltar a apoiar o time, e o time refletir isso em campo, temos chance de levantar esse caneco, que é o que interessa.
Coparemos!!!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
De volta ao local do crime.
Assim, desmotivado pelo passado recente e pela atuação pífia diante do fraco Caracas, cumpri meu dever de gremista e fui ao Barradão domingo passado. Não vou me ater ao desempenho desse bando de jogadores correndo atrás da bola, perfeitamente analisado pelo Luiz Fernando na postagem anterior. Vou tentar descrever sobre os bastidores da partida.
O Barradão vivia clima de festa. Salvador havia sido escolhida sede da Copa de 2014 e o povão, alheio aos milhões de reais que serão torrados na organização do evento e ao fato de que não terão condições para bancar os ingressos, comemorava ao som de Ivete Sangalo. Entrega do troféu de campeão baiano e vibração nas arquibancadas. Seguindo uma das máximas do futebol de que jogo festivo termina em derrota do dono da casa, o Grêmio carimbaria as faixas do Vitória e voltaria com os 3 pontos. Entretanto, o Grêmio atual contraria até as máximas do futebol.
O criticado diretor de marketing gremista, “Cana” Pacheco, entregou uma camisa do Grêmio, modelo rugby Libertadores para a cantora baiana, que agradeceu e acenou para a torcida tricolor. Atitude louvável, apesar de irrelevante. Ainda bem que ele teve a sensibilidade de não presenteá-la com aquela camisa branca que entramos em campo. Enfim, deve ter sido idéia do Comitê.
A torcida gremista, de aproximadamente 800 pessoas, era formada em sua maioria por gaúchos desgarrados que emigraram para o país vizinho em busca do calor, de um coqueiro e de uma praia. Porém, o que me impressionou foi a quantidade de gremistas baianos e de outros estados do Nordeste. Eu mesmo fui ao jogo com dois gremistas que pisaram pela 1º vez no RS na final da Libertadores contra o Boca Juniors. Era o terceiro jogo do Grêmio que assistiam e viria a ser a terceira derrota.
Tive a curiosidade de perguntar a alguns gremistas estrangeiros as razões que os levaram a lutar contra a ditadura da Globo, da Bandeirantes e do Canal 100, e a torcer para um time cisplatino que é a antítese do fair play e do joga bonito, admirados no Reino de Macunaíma. As respostas eram as mais diversas: um vizinho era gremista, tinha um time de botão, admirava a raça do time, etc. Nenhuma delas, porém, ressaltava ações de marketing. São gremistas cooptados nos anos 80 e 90, admiradores de Renato Portaluppi e da indignação de Felipão.
Analisa a foto abaixo. Tu somente vês gaúchos com a camisa do Grêmio?
Muito se discute entre os blogremistas que o Grêmio necessita de ações de marketing para arrecadar dinheiro e para angariar mais torcedores. O próprio Presidente gremista, na viagem a Caracas, se deu conta da necessidade de desenvolver o nome gremista na América do Sul (antes tarde do que nunca). Eu, inclusive, critico severamente a forma com que a marca Grêmio vem sendo tratada nas últimas gestões. A feiúra da nova camisa ocupou as páginas da imprensa vermelha e virou motivo protestos por parte da torcida.
Para mim, todos esses conceitos caíram por terra no domingo passado. A melhor ação de marketing que o Grêmio pode fazer é montar um time de futebol competitivo. Camisa feia? Me perdoem os colecionadores, alguém conhece camisa mais feia do que o modelo Negresco da época do Felipão. Ninguém reclamou e os estoques se esgotaram. Contribuição dos sócios e venda de produtos não sustentam um clube, mas premiações, verbas de televisão e patrocínios. Não podemos nos esquecer que torcemos por um clube de futebol, não pelo melhor site, melhor estádio ou melhor camisa.
Não podemos perder o foco, o problema é muito maior. Futebol não é mais uma caixinha de surpresas. Um time de futebol se monta com planejamento. Enquanto outros clubes se reúnem para planejar os próximos 10 anos, no Grêmio não se sabe o que fazer nos próximos 10 dias. Nosso time navega sem DIREÇÃO.
De que adianta renovar com um treinador, quando se sabia que ele não resistiria até a metade do ano. Como que são contratados laterais tão fracos para jogar no esquema 3-5-2, no qual são peças fundamentais? Por que esperar 2 meses para trazer um treinador, quando estamos disputando a competição mais importante do continente? Um treinador ofensivista, depois de demitirmos um treinador invicto há 1 ano atrás por achá-lo faceiro. É muita falta de convicção.
E os gremistas baianos? Continuam fiéis ao Grêmio, apesar das 3 derrotas em 3 jogos. E, a propósito, adoraram a nova camisa branca. Vai entender...
terça-feira, 2 de junho de 2009
Samba de uma nota só!
Para comentar o jogo de domingo, bastaria pesquisar os posts anteriores, retirar algumas frases esparsas e jogá-las no presente texto. Pronto! Pouca coisa a mais precisaria ser dita.
Não vou me ater ao resultado, eis que a vitória do Vitória decorreu de um chute daqueles que se acerta uma vez a cada 5 anos e meio. O problema foi a atuação do time, que vem sendo a mesma todas as vezes que nos deparamos com uma equipe levemente qualificada.
A imprensa justificou a má atuação pela ausência do Tcheco. Assim como na quarta passada a má atuação decorrera do péssimo estado do gramado venezuelano! E assim como a má atuação no jogo contra o Galo fora culpa da arbitragem! E as más atuações nos últimos dois gre-nadas foram culpa do Roth (e de certa forma, foram mesmo!) e do foco, que estava voltado somente para a Libertadores.
Ora, vamos parar de tapar o sol com a peneira! O Tcheco não jogou domingo, é verdade! Mas jogou contra o Caracas, contra o Atlético Mineiro e contra o co-irmão! E as atuações não foram diferentes da deste domingo! Jogamos mal da mesma forma!
Vamos tocar o dedo na ferida! O problema é mais que evidente e vem sendo reiteradamente suscitado neste blog: falta qualidade no time e no grupo! E quando falta qualidade, sobram desculpas! Quando falta qualidade, o melhor jogador é sempre aquele que não joga.
Qualidade! Qualidade ! E mais qualidade! Esta é a tônica de 99% dos comentários envolvendo as últimas atuações do tricolor! Podem pesquisar nos diversos blogs existentes! É o verdadeiro samba de uma nota só!
Não é preciso conhecer muito de futebol para reparar que: a) a saída de bola do Grêmio é lenta e precária; b) os laterais/alas são pouco efetivos e desprovidos de técnica; c) a zaga, que até o ano passado era um setor incontestável, anda batendo cabeça; d) o meio-campo tem sido um oásis de criatividade, salvo nos dias em que o Souza, por vontade própria, resolve entrar no jogo, criar jogadas e soltar a bola; e) os atacantes andam mais isolados que X9 em presídio!; f) e, para finalizar: não temos ninguém com velocidade para puxar um contra-ataque!
Muitos destes problemas serão resolvidos com as idéias de Sir P. A. (assim eu espero!). Mas outros passam, necessariamente, pela contratação de jogadores de qualidade. Contratações estas, aliás, que foram EXPRESSAMENTE solicitadas pelo nosso treinador, na entrevista após o jogo de domingo.
Acorda, direção!
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Na terra de Chávez, um jogo a la Simon Bolívar!
A LA, meus amigos, exige técnica, mas, acima de tudo, exige espírito libertador. E por isso que esta é, sem sombra de dúvidas, a competição mais apaixonante do planeta. Nela, tudo pode acontecer!
Nosso time não jogou bem, apesar do ótimo resultado obtido. É verdade que o campo prejudicou muito as atuações de Souza e companhia. Todavia, estas desculpas referentes às condições do gramado, ao vento, à temperatura, etc., não são condizentes com a história da nossa instituição. Deixemos isto para quem tem espírito carioca.
Agora, vamos convir: se o gramado não permite o toque de bola, de nada adianta tentar jogar por meio de tabelinhas e jogadas de aproximação! Qual a solução? Cruzamentos para a área e chutes de longa distância.
Todavia, até para se jogar a bola na zona do fedor ou arriscar arremates de fora da área é necessário qualidade! E aí que reside toda a questão! Bons tempos em que a gente sabia que a bola do Arce tinha endereço certo! Bons tempos que o rebote do Dinho ou do Bonamigo iria, no mínimo, exigir um esforço heróico do goleiro adversário!
Mas os tempos são outros! Com todo respeito: nossos laterais (ou alas como querem os modernos) não tem um cruzamento qualificado. E olha que o nosso avante tem estatura suficiente para servir de referência às bolas alçadas! O nosso meio, não obstante a qualidade do chute do Souza e do Tcheco, pouco arrisca da intermediária. É hora de trabalhar, também, estes fundamentos, meu caro Sir P. A.
No entanto, valeu pelo resultado. Deixamos tudo para o Olímipo, onde o gramado e a torcida fazem a diferença! E, apesar da má atuação, nosso gremismo impede que não tenhamos esperanças na conquista da LA 50 anos!
Mas o ponto forte da noite, além do resultado, foi o comportamento do nosso adversário, que soube louvar as raízes históricas da Copa de San Martin. Aos 3 minutos, um jogador deles se lançou ao solo, após uma leve dividida com o Souza. Lance da catimba e de condicionamento da arbitragem, típico de Libertadores. Depois, nossos suplentes não puderem aquecer, em virtude dos objetos lançados pela fanática torcida adversária! Após o nosso gol, uma literal ducha para esfriar o ímpeto inimigo, com o acionamento do sistema de irrigação do gramado! E, por fim, possivelmente coagido pelo comandante Chávez, o juiz determinou um acréscimo de 5 minutos ao tempo regulamentar! Fantástico! Libertadores pura na veia!
Todas as ações foram contra nós, mas devem ser saudadas, pois devolvem à Copa o charme e as dificuldades que lhe foram retiradas com o advendo do fair play e da valorização do comportamento burocrático e politicamente correto.
A direção tricolor e o nosso técnico condenaram as ações, fazendo jus ao discurso oficial e prudente. Mas todos sabemos: lá no fundo, ficaram felizes, pois a noite fez recordar a velha Libertadores de guerra, tão disputada e desejada. A Libertadores sem anti-doping e sem televisionamento! A Libertadores que se ganhava na bola e no sangue! A Libertadores da década de 80, dos grandes embates! A Libertadores que, muito mais que um torneio comercial, era a disputa para ver quem mandava na América!
Obrigado, venezuelanos, por pemitirem tão saudosas reordações! Somente na terra de Chávez é que poderíamos lembrar o espírito de Simón Bolívar e San Martin!
Dá-lhe copero!
