sábado, 31 de maio de 2008

A hora é agora: “Um dia é da caça e os outros são do GRÊMIO...”

Gremistada,

Ano passado lamentamos muito a conseqüência dos jogos em que estivemos envolvidos em duas competições, com o foco totalmente voltado para a Libertadores/2007, onde colocamos o time reserva no Brasileirão, o que acabou custando, ao término da competição, a perda da vaga na Libertadores/2008 para o Cruzeiro.

Pois bem, chegou a nossa hora de aproveitarmos a conjuntura futebolística dos próximos dois finais de semana. Hoje, a tardinha, o Grêmio enfrenta o time vascaíno em crise depressiva e juntando os seus cacos, após a marcante eliminação para o Sport em pleno São Januário. Por isso, temos que aproveitar esta oportunidade e quebrarmos mais um tabu: “Vencer na casa deles”. Particularmente, não me lembro qual foi a última vez que vencemos o Vasco por aquelas bandas... Algum plantonista poderia me ajudar com esta informação ?

Já projetando o próximo final de semana, receberemos em nosso Templo Sagrado o Fluminense com um dos dois sintomas do transtorno bipolar: Ou eufórico com a classificação assegurada para a inédita final da Libertadores (escalando todo o time reserva contra nós) ou mais depressivo que o Vasco de hoje, amargando a corriqueira desclassificação de times brasileiros pela esquadra Xeneize.

Resumindo: são seis pontos perfeitamente atingíveis. Fé no Tricolor e bom jogo para todos nós...

Saudações Tricolores

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Roth é turrão!!


Há tempos menciono a carência de jogadores de criação no grupo do Grêmio. No time dito titular temos apenas o Roger como referência para essa função. Semana que vem chega o Tcheco, o qual não sabemos em que situação física se encontra. Como todo mundo sabe, grupo é o que faz a diferença em um campeonato longo e de pontos corridos. Para o meio de campo do Grêmio temos os seguintes jogadores no plantel: Eduardo Costa, Rafael carioca, Willian magrão, Amaral, Makelele, Maylson, Adilson, Rudinei, Émerson, Julio dos Santos e Roger. No meu entender, somente estes dois últimos tem características de articulação e de organização de jogadas. Diante das poucas alternativas para este setor de criação, acredito que devemos manter o Julio dos Santos.
Sobre ausência de Julio no banco de reservas do Gremio, Celso Roth alega que o jogador já teve suas oportunidades. Em suas palavras Roth disse o seguinte:

“Ele vem ganhando oportunidades desde que eu cheguei aqui. Mas o jogador tem que fazer por onde. Ele jogou, treinou, participou de amistosos e não aproveitou as chances que recebeu. Eu tenho que ser justo com o grupo”.

Não vejo as tantas oportunidades que foram dadas a ele. Quantas oportunidades foram dadas ao Nunes ou ao Jonas? Além disso o argumento do Roth é estúpido na medida em que poderíamos lançar mão das oportunidades que o próprio Roth recebeu para mostrar serviço e não o fez: campeonato Gaúcho e Copa do Brasil. Sua resposta para esses fracassos foi: “futebol é repetição”. É repetição para ele, para os outros não. Além dessa contradição do discurso limitado do nosso comandante, quero abordar um outro aspecto que considero imprescindível na condução de uma equipe de futebol: habilidade em relações humanas.
A frase do Roth é catastrófica nesse aspecto. No papel de comandante e liderança deveria elogiar o jogador a fim de criar nele um autoconfiança. Explicar, também, que todos são imprescindíveis em um campeonato longo e que as oportunidades surgirão para todos no decorrer das partidas. O discurso depreciativo inclusive desvaloriza o jogador para uma eventual negociação. ROTH É TURRÃO. É turrão porque não tem carisma, habilidade de liderar, de motivar, impregnar os jogadores de autoconfiança e fazê-los jogar mais do que sabem, enfim, “ter o grupo na mão”. Encontramos essa habilidade nos técnicos mais vitoriosos do esporte brasileiro. Cito apenas três: Felipão, Luxemburgo e Bernardinho. Nosso técnico infelizmente não tem a habilidade humana e, talvez, aí esteja uma explicação para suas míseras conquistas. Caberia à direção intervir nestes casos, mas não discutirei isso agora. O que quero dizer, contrariando um baluarte da crônica esportiva gaúcha, é que não é possível ser turrão e bom treinador. Oras!

Calmaria e Tempestade

Vejo com preocupação o marasmo que toma conta do Olímpico e suas imediações nesses últimos dias.
Parece que todos os problemas estão resolvidos, desde a camisa lamentável que fizeram até as denúncias contra a tal empresa portuguesa, só porque estamos na ponta de cima após três jogos. Não gosto de ser o arauto da tragédia, mas ano passado esse mesmo Celso Roth no Vasco era líder atéa sexta rodada, terceiro até o fim do primeiro turno e acabou em décimo com muita sorte, portanto esses primeiros jogos não podem servir de parâmetro para nada. E denúncias devem ser investigadas, não serem afastadas somente como invenção da imprensa portuguesa, feia, boba e bigoduda.
Além disso, vejo com preocupação a idéia que parece tomar conta dos dirigentes e da torcida de que temos time para disputar o título. Não temos. Não temos mesmo. Falta qualidade no time titular e peças de reposição. Roger não está carregando sacos de cimento e sim um piano no meio-campo. O Grêmio joga com cinco no meio, mas não consegue preencher os espaços, os laterais jogam abertos e os dois volantes não tem nenhum cacoete ofensivo. O que se vê nos últimos jogos é uma grande dificuldade na armação das jogadas e o consequente isolamento dos atacantes. Para não dizerem que só reclamo do Burroth, tenho que admitir que a defesa está muito bem, a começar pelo goleiro e que o Helder foi um grande achado na lateral esquerda.
Portanto, nos torcedores temos que fazer a nossa parte, torcendo, empurrando o time, mas também cobrando da direção reforços e transparência em relação aos negócios, em especial a Arena, antes que as nuvens começem a ficar carregadas de novo lá na Azenha (ou será no Humaitá?).

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Descaminhos do futebol

Leio com certa desilusão as notícias que dão conta de uma possível desavença entre o Técnico Celso Roth e os jogadores Roger, Perea e Soares. Conforme veiculado no clicrbs, Roth disse o seguinte:

“Tirem a preguiça do corpo, parece que vocês estão sempre brabos uns com os outros. Tu, Roger, parece que carrega dois sacos de cimento”.

Tenho as maiores restrições ao Celso Roth. Não é o técnico vencedor que o Grêmio precisa. Além disso, manifesto mais uma vez aqui que o Roger tem sido o melhor jogador do Grêmio. Entretanto, isso não justifica a repercussão que isso tomou e o modo como foi veiculado na a imprensa. Esse acontecimento aprofundou ainda mais minha desilusão em relação aos (des)caminhos que o futebol tem seguido. Em outras palavras, o futebol tá ficando muito “dodói” para o meu gosto. O técnico pode ser ruim e deve ser cobrado pelas suas decisões, todavia tem a atribuição de cobrar dos jogadores e a forma com que isso será feito não pode ser julgada pelos subordinados. Jogador não tem que ficar melindrado com as palavras do treinador, tem que obedecer e pronto. Caso contrário, corre-se o risco de o jogador se achar maior que o clube. Sou suspeito pra falar, porque sempre simpatizei com uma espécie de militarização de um time, onde jogador é soldado raso e deve ser tratado com rédeas curtas, grito e punição quando necessário. Mas isso é utopia minha. Nos tempos do futebol espetáculo, jogador virou celebridade. Ele decide se vai por o pé ou não, pois tem uma carreira pela frente, almeja ir para a Europa, ganhar mais dinheiro, afinal de contas ele é “um profissional”. Pior de tudo é que a imprensa respalda esses tempos de artificialidade esportiva, de luzes, de tietagem e transforma coisas intrínsecas ao fazer futebolístico em capítulos de novela. Haja saco!. Que saudades do tempo do Felipão. Reza a lenda que nosso ícone de camandante, certa vez pegou Paulo Nunes pelo colarinho e ameaçou partir para a agressão caso o jogador tirasse o pé mais uma vez. É essa concepção de futebol que temos que retomar. Pra mim, criticar o Roth nesse caso é render-se à intragável postura de um futebol politicamente correto.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Vou torcer pro Grêmio bebendo Kronembier...

Apesar da desconfiança com o time, o domingo de sol convidava a torcida de tricolor a comparecer em massa ao Olímpico para assistir a mais um clássico contra o Flamengo. Público estimado de 40 mil torcedores. Primeiro jogo após o canetaço da CBF proibindo a venda de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros. Lamentável.

A proibição faz parte do Protocolo de Intenções (que politicagem) sobre combate à violência e segurança nos estádios, assinado em 25/04/2008 pelo eterno presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público (CNPG), Marfan Vieira, profundos estudiosos do comportamento do torcedor. Acho intrigante que a medida tenha partido do dirigente de uma entidade que há algumas Copas atrás vinculava a “adorada” seleção a um comercial de cerveja e assistíamos suas estrelas comemorando os gols com o dedo erguido, pedindo mais uma. Será que irão proibir os comerciais de cerveja nos intervalos dos jogos? A Lei Seca também prevalecerá no camarote vip dos globais no Maracanã?

Em março, a Assembléia Legislativa do RS já havia aprovado a proibição da venda de bebidas alcoólicas em estádios. O projeto de lei foi proposto pelo deputado Miki Breier (PSB), que deve ter publicado diversos artigos relacionando a bebida à violência e freqüentador assíduo das canchas de futebol. Entre outros, o deputado também elaborou outra lei relevante, a que “disciplina” a comercialização de lanches e bebidas nas escolas. Na visão do político, não se deve educar os cidadãos sobre os benefícios da boa alimentação e deixá-los optar, é preciso podar as liberdades individuais desde cedo. Nossa geração se tornou um bando de assassinos em série e fumantes inveterados por causa das armas de brinquedo e dos cigarros de chocolate, felizmente de venda proibida atualmente.

No Brasil, existe a prática de se adotar medidas paliativas ao invés de resolver o problema. Tornou-se hábito queimar o sofá da sala. Para conter os assaltos em motocicletas, chegaram a propor a proibição do uso de capacetes. Daqui a pouco vamos ter que andar de carroça por causa da violência no trânsito. A violência nos estádios é uma questão de educação e punição. Nunca ouviram falar em câmeras de segurança, identificação dos torcedores, detenção nos dias de jogos, etc.

Na primeira partida sob a sombra da proibição, percebemos que os torcedores chegaram mais cedo ao entorno do estádio e beberam ainda mais para estocar álcool durante o jogo, além do consumo de drogas ilícitas ter aumentado visivelmente. Como sempre, o bom é punido, por causa do comportamento dos maus. A tentativa da venda de cerveja sem álcool, que é intragável, se mostrou ineficaz e as copas ficaram às moscas. Alguém analisou os prejuízos dos vendedores das copas? Quem sabe não liberam o comércio de maconha sem THC dentro dos estádios?

Não adianta, o Brasil continua sendo uma colônia e vemos a tentativa de europeização do nosso futebol. Fala-se em profissionalismo, estádios no padrão FIFA, pay per view, calendário, campeonato por pontos corridos, enfim, toda essa cantilena. Os preços dos ingressos também imitam os padrões europeus. Entretanto, o mais importante, o espetáculo, segue de terceiro mundo. Em suma, pagamos caro para ver um bando de pernas de pau (ex-jogadores em atividade e um ou outro craque que vai jogar 6 meses pelo clube que o revelou), árbitros incompetentes que truncam o jogo, e ainda não podemos beber.

Já que a culpa da violência são os torcedores, por que não proibi-los de ir aos estádios?

quarta-feira, 21 de maio de 2008

A Arena e o parabéns aos ídolos

Semana de preparação para o GRE-nau. Chegada do Marcel. Venda do Douglas. Não colocação do Ceneme na geladeira.
Percebe-se que são diversos os temas referentes ao Grêmio que poderiam ser abordados nesta postagem.
No entanto, limitar-me-ei a dois rápidos assuntos.

O primeiro relaciona-se com a Arena. A vinda dos portugueses para explicar as denúncias contra a empresa TBZ, embora amenize as acusações veiculadas pela imprensa, não tem o condão de, por si só, conferir plena idoneidade ao grupo empresarial. Como dizem la na fronteira: "cusco mordido por cobra tem medo de lingüiça". Após o caso ISL, é obrigação moral de qualquer direção gremista adotar todas as cautelas possíveis em relação a construção do novo estádio. E isto inclui, especialmente, a exigência de um seguro e a garantia de entrega do Olímpico somente após o término da Arena. Creio, também, que seria prudente enviar alguém a Portugal, a fim de verificar a real situação econômico-financeira da tal empresa portuguesa. Sem tais medidas, estaremos novamente propensos a "tomar um tufo" de picaretas de plantão.
O segundo tópico se refere a ídolos. Afinal, um time de futebol vive de sua torcida, de suas conquistas e de seus ídolos. E nesta quarta-feira, nós gremistas temos o dever de parabenizar dois atletas que honraram a camisa triculor. O primeiro é o Anderson, autor daquele gol inacreditável dos Aflitos e que hoje conquistou a Liga do Campeões com o Manchester United (a lastimar apenas a cor da camiseta do referido clube). O outro ídolo que merece nossas congratulações é o IMORTAL Renato Portaluppi. Pois o Renatão, na condição de técnico, classificou o Fluminense à semifinal da Libertadores, em um jogo "a la Grêmio", com muita raça, dedicação e emoção. A este dois inesqeucíveis jogadores, nossos sinceros parabéns! É o jeito "copero" do Grêmio fazendo escola mundo afora!

terça-feira, 20 de maio de 2008

A Tartaruga Krieger e o Escorpião Roth

Em função do plantel, o Roth está armando o time bem protegido na defesa. Para os jogos fora tudo bem, mas em casa... Não vi uma atuação tão exuberante do goleiro do Flamengo como a imprensa alardeou, nem um número significativo de chances de gol. Bolas na trave? Uma num escanteio e outra num chute de longe. Chances claras mesmo, a partir de jogadas trabalhadas, foram raras. Qual o problema? Para mim é evidente, está faltando alguém que crie jogadas. Só temos o Roger, de quem não sou fã. O Tcheco está chegando, não sei em que condições. Faltam atacantes competentes que coloquem a bola p/ dentro nas escassas oportunidades de gol. Repito, o Perea é jogador p/ grupo no máximo. Marcel? Nem para isso serve. De dispensado ele passou à salvador da lavoura, sem ter adicionado nada de positivo ao seu currículo nesse período (pelo contrário). Eu sou contra a volta do Jardel, mas já estou quase mudando de opinião.

Substituições? O problema do Roth é que ele "se trai a si mesmo". Ele é elogiado por conseguir dar estabilidade defensiva ao time, arrumar a casa, etc, nem parece o Roth. Porém quando vai mexer no time... o Roth volta a ser o Roth. Tira o Roger e o Soares, para colocar o Rodrigo Mendes e o Jonas. Precisa ganhar? Coloca 3 atacantes. Até os refletores do Olímpico sabem disso. Mas tirar o único armador? Quem vai criar as chances de gol? Um dos 3 zagueiros? Em seguida, ele vê que não funciona e tenta consertar. Tira o Perea e coloca o Makelele. Se me falasse que queria segurar o empate, até entenderia, mas não foi o caso. E lá vai o Roth morrer agarrado aos 3 zagueiros perante um ataque inoperante do Flamengo. Assim não dá professor, abandona o "Manual de Instruções do Técnico de Futebol Acidental" e pensa... se bem que isso é querer demais.

Não sou o blogueiro filósofo, mas isso me lembra aquela parábola "A Tartaruga e o Escorpião", na qual a tartaruga ajuda o escorpião a atravessar o rio e, ao chegar à outra margem, é atingida por sua ferroada mortal. Questionado sobre o motivo da atitude, o escorpião simplesmente responde: "É da minha natureza.". É o caso do Roth, é da sua natureza ser o Roth. Não podemos nos enganar, não vai mudar.

Enfim, já que essa direção insiste em mantê-lo como treinador, temos o dever cívico de Gremistas de apoiar cegamente o time. Só bebendo para engolir. Mas tem que ser fora do estádio pq dentro só está liberado o uso de drogas. Bem... isso já é assunto para outra matéria.