Sexta-feira peguei a estrada e me bandeei para os campos de cima da serra. O cheiro de campo molhado, a graça da bailanta das potrancas e o bom assado de ovelha me aguardavam com a receptividade própria desta amada querência. A par de todas essas maravilhas, tinha o grande pequeno Felipe, a esperar ansioso por uma prosa com o pai. Mal vi o guri e senti que ele estava que nem eu: inquieto e meio nervoso. E não é para menos: semana de clássico é sempre de muita aprrensão.
Saudade suprida, voltei no domingo lá pelas 16 h, sabendo que não conseguiria assitir ao primeiro tempo do clássico. O atraso tem só uma justificativa: o sorriso de uma figura de três meses, que desmonta até lutador de vale-tudo.
Solito na estrada, ouvi o primeiro tempo no rádio. Terrível! A impressão que passou foi a de que eles dominaram aboslutos o jogo e não fizeram mais de um por competência do nosso goleiro.
Chegando em Porto Alegre, fui direto para o estádio, assistir aos trinta minutos finais do clássico. Mal entrei no Olímpico e duas bolas na trave. Só pensei: deveria ter ido direto para casa.
No entanto, logo em seguida, fui premiado com aquela jogada fantástica do goleiro que muitos afirmam ser o melhor do país. Após, gol do Roger, com paradinha e tudo sobre o arqueiro Fifa.
Ao fim e ao cabo, pelo que pude depreender do rádio e, depois, lá no estádio, o empate saiu melhor que a encomenda.
Apesar do resultado razoável, há coisas que não podem ser esquecidas.
Primeiro: nosso técnico não pode se dar ao luxo de inventar (até mesmo porque ele não sabe fazer isso). Em time que está ganhando não se mexe. O Rafael Carioca vinha bem e não havia justificativa ponderável para sacá-lo do time.
Segundo: temos que achar uma solução para a criação das jogadas, pois nem sempre o Roger jogará livre e tranquilo como no jogo contra o Atlético Paranaense. E ontem ficou claro que com o Roger marcado o time não sabe o que fazer com a bola.
Terceiro: precisamos formar um ataque confiável. O Marcel não me serve, e já referi isto em um post do mês de maio. Mas se querem isnsitir com ele, que ao menos treinem cruzamentos à exaustão, pois o negócio dele é bola aérea. E convenhamos: nossos curzamentos estão para lá de medíocres.
Por fim: finalmente temos um bom goleiro!!! Seguro, discreto e eficiente.
Ah....quanto à choradeira do outro lado? Concordo com eles, não era para ser pênalti, pois nem sangramento houve. No entanto, após a era fair play/Fifa, que eles tanto adoram, temos que suportar este tipo de marcação. Bons tempos de Libertadores sem doping e sem televisão.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Do grenal de 30 minutos
domingo, 29 de junho de 2008
Imprensa vermelha vai tomar no cú !!!!!
Acabou o jogo e as rádios somente discutem se a voadeira do goleiro foi pênalti ou não. E o gol do outro time? O Nilmar está 50 metros adiantado e ninguém citou o impedimento. Será que só eu vi? Enfim, só uma coisa a declarar .... IMPRENSA VERMELHA VAI TOMAR NO CÚ !!!!!!!!!!!
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Sem essa de favoritismo!!
Impressiona a recorrência da imprensa na idéia de que o Gremio é favorito para o Grenal do fim de semana. Como desconfio que nossa imprensa é vermelha, acho que isso faz parte uma mãozinho estratégica que visa colocar “eles” na disputa. Creio que desconfiar dessa imprensa não é xiitismo. Pra mim a imprensa será sempre vermelha enquanto insistir em comparar “o clube deles” com o Grêmio, considerando ambos da mesma magnitude. Isso é não admitir o óbvio, nosso clube é muito mais tradicional e nossa história muito mais gloriosa. Embora o abismo de tradição e história entre os clubes seja inegável, isso pouco significa para o jogo de domingo. Há necessidade de atenção total e manutenção do foco. Não se pode cair nessa armadilha de favoritismo. Esses que declaram que o Gremio é favorito são os mesmos que enchiam a boca pra dizer que “eles” tinham o melhor grupo do país e que, principalmente depois da final do campeonato gaúcho, disputariam todos os títulos desse ano. Nosso time é de operários e nossa força está no grupo. Admitir essa história de favoritismo é um risco de perdermos o foco. Temos que ir pra cima deles mantendo nossa característica de time pegador e solidario.
A foto do nosso eterno volante Dinho foi enviada pelo Prof. Éder Silveira.
Éder é um dos nossos milhares leitores e também tem um blog. Seus temas são acadêmicos, mas volta e meia se refere ao nosso tricolor. Vale conferir: http://eder.silveira.zip.net
sábado, 21 de junho de 2008
Tchê, te falo de barbaridade!
A peleia do gaúcho com o poder central é marco histórico deste estado. A Revolução Farroupilha, a revolução de 23 e os cavalos amarrados no obelisco são provas elucidativas disto. E essa rusga não é sem sentido. Tivemos que, praticamente sozinhos, defender este território contra os castelhanos. De igual forma, durante largo período, fomos o celeiro econômico deste país. No entanto, nunca recebemos o tratamento condigno por parte dos nossos compatriotas, que convivem com as maravilhosas praias e o clima ameno da parte tropical do Brasil.
Embora sejamos um mesmo país, as diferenças são brutais. O inverno daqui é sinônimo de frio. Já o inverno lá de cima significa chuvas ioladas no decorrer do período. As praias de lá tem coqueiros e águas límpidas. As daqui tem o nordestão e aquela água suja, sem falar no repuxo, este ente mais traiçoeiro que cavalo caborteiro. Lá se come pão francês e mexerica. Aqui, se fala em cacetinho e bergamota. No domingo, os brasileiros de fala mansa e sotaque arrastado comem feijoada. Já a gente grossa do meu rincão aprecia um churrasco de costela gorda e um mate bem cevado.
No futebol as coisas não são muito diferentes. Lá para cima, se gosta do jogo aberto, da firula, do toque de bola e das pedaladas do Robinho. Já por este pagos, os torcedores, principalmente os tricolores, apreciam a marcação, o carrinho no barro, a dedicação e a fé de que nenhuma bola é perdida.
O ídolo do Amarante, professor Aristóteles, já dizia que igualdade é tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de suas desigualdades.
Ao que parece, esta tal CBF, que se julga a entidade máxima do futebol brasileiro, mas que não passa de um clã que historicamente se utiliza de meios escusos para satisfazer interesses pessoais, ainda não entendeu as diferenças regionais do Brasil, tampouco a sábia lição do filósofo grego.
E desta forma, o poder central, representado por esta risível entidade, segue, sob o falacioso argumento da paridade, desrespeitando o povo gaúcho, através da marcação de jogos para as 18h, em pleno inverno pampeano, que, além de frio, apresenta-se, muitas vezes, demasiadamente úmido. Quem dera colocar o Sr. Ricardo Teixeira na arquibancada, com uma leve garoa no lombo e uma temperatura de bater queixo. Se bem que este senhor nem deve saber o que é uma arquibancada.
Como diriam lá me Livramento: "Tchê, te falo de barbaridade!"Mas tudo bem. Amanhã, com ou sem frio, chovendo ou não, mostraremos o brio deste povo cá do sul. A nação tricolor novamente lotará o Monumental e levará o Grêmio a mais uma vitória, desta vez contra aquele clube paranaense, que se julga muito maior do que realmente é.
A nossa paixão pelo imortal supera todos os limites, e não há frio ou tempo ruim que afete a fidelidade do nosso povo.
Vamo, vamo, tricolor!!!!
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Sorte e Competência
Ouvi uma entrevista do Celso Roth onde ele reclamou de quem disse que o Grêmio teve sorte no jogo contra o Goiás e afirmou que ele e o time tiveram foi competência.
Eu diria para o nosso eventual comanandante não desprezar a boa sorte, porque ela pode mudar de lado. Acho que o time teve muita sorte sim, até porque a sorte acompanha os competentes, basta ver o que o Fluminense está fazendo na Libertadores. De mais a mais, não vi um Grêmio tão soberano assim em campo e sim um time do Goiás completamente desorganizado, com jogadores ruins e que mesmo assim poderia ter complicado bastante o jogo se soubesse aproveitar as três ou quatro situações na cara do nosso goleiro que teve.
Mas quebramos o tabu do Serra Dourada (graças ao Valtinho parece) e temos um começo de campeonato que nem o mais enlouquecido gremista esperaria. E temos um grande goleiro, eficiente e discreto, mas que salvou a pátria tricolor quando foi preciso. A partir do goleiro e da zaga começa a surgir um esboço de time, com Leo, Pereira e Rever, Helder, Magrão, Rafael Carioca, Roger e Perea e algumas posições onde ainda podemos melhorar bastante.
Mas aí eu olho pro banco e vejo o Roth com aquela cara de quem não está entendendo nada e isso me dá calafrios. ...
Mas agora é hora de apoiar ainda mais e enfrentar a chuva e o frio e ir ao Olímpico empurrar o time contra o Atlético paraguaio e torcer para que a sorte continue acompanhando o tricolor.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
No final de semana passado, o nosso maior ídolo vivo esteve nos visitando no Monumental. Renato Portalupi sentiu-se mais uma vez na sua casa com a recepção calorosa da torcida tricolor que sabe identificar e cultivar seus ídolos.
Não é por acaso que sua face encontra-se estampada em “trapo” da Geral do Grêmio, assim como o rosto de outros, dentre os quais o Artilheiro de Deus: “Baltazar Maria de Morais Junior”, o homem que abriu os caminhos para a projeção mundial que o Grêmio possui desde o início da década de 80.
A delegação do Grêmio seguiu hoje para Goiânia e, eu, como “seguidor do Grêmio a toda parte”, representarei o BLOGREMISTAS no centro-oeste, em busca da quebra de mais um tabu: “Vencer a maldição do Serra Dourada”.
Falando em Baltazar e aproveitando a viagem a Goiânia, entrei em contato, via e-mail com o Artilheiro de Deus e ele prontamente me respondeu mediante texto que transcrevo a seguir, o qual confirma a imagem que temos do ídolo tricolor, pela sua educação e presteza:
“Oi Valter!
Será um prazer tirar uma foto com você. Obrigado pelos elogios. Tenho também muito carinho pela torcida do Grêmio, pois fui muito bem tratado por ela e por todos aí no Sul.
Meu telefone é: 62-99XXXXXX . Quando chegar me ligue e eu verei a melhor hora e local para nos encontrarmos. Talvez no hotel em que o Grêmio estiver, pois devo fazer uma visita aos diretores.
Um abraço
Baltazar”
Depois Luizão e Ronaldo de Assis Traíra Moreira não sabem a razão pela qual não possuem seus rostos estampados em “trapos” da Geral...
Quanto ao Serra Dourada tenham fé que: “Deus está reservando algo melhor para o Grêmio”.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Grêmio: campeão de tudo!
Ontem realizou-se, na cidade de Buenos Aires, o sorteio dos primeiros confrontos da Copa Sul-Americana. Contrariando as expectivas, não será adotada a fórmula da Copa Libertadores, mantendo-se, desde o início do certame, a disputa por meio de mata-mata.
Nosso primeiro adversário é o tradicional co-irmão. Caso consigamos passar de fase, pegaremos, ao que tudo indica, o Boca Juniors.
Não é preciso referir que o início da caminhada é árduo.
No entanto, a dificuldade é marca registrada das conquistas, as quais, salvo raras exceções, sempre exigiram sangue, suor e lágrimas.
Os clubes brasileiros, em uma conduta típica e prepotente, nunca conferiram importância a esta Copa.
Cabe ao Grêmio, pois, modificar esta história. Sempre fomos pioneiros, desbravando os caminhos das vitórias. Basta lembrar que fomos o primeiro clube a entender a importância da Copa do Brasil, e não a toa somos tetracampeões desta competição. De igual forma, fomos um dos primeiros clubes brasileiros a valorizar a conquista da América, o que nos rende, até hoje, um invejável respeito no plano internacional (perdôe-me a palvara).
Nossas características de clube "copero" e pioneiro devem entrar em campo, em busca de mais este título.
Pouco se me dá se a crônica ou os clubes brasileiro não consideram a Copa Sul-Americana como um título importante. A história poderá desmenti-los, quem sabe até conferindo ao campeão deste certame o direito de disputar o título Mundial no Japão (isso já foi cogitado). Mas aí, quando se derem conta, o tricolor gaúcho, cancheiro e peleador, já estará na frente, sabendo como poucos disputar mais este torneio.
Não esqueçamos que, embora nos acusem de prepotentes, nunca desmerecemos nenhum título, diversamente de outras várias instituições que só valorizam as coisas após conquistalá-las. Para nós, até campenato de botão tem valor inestimável.
Portanto a sorte está lançada. Boa sorte, Grêmio.
E não esqueça do teu lema: Grêmio, campeão de tudo!!!
