quinta-feira, 14 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Carta ao Senhor Roth
Mas hoje, neste enfadonho mundo "fair play", trocou-se o ditado do "hay gobierno soy contra" pela denominada oposição responsável, onde os adversários se limitam a exarar suaves discordâncias, que nem de longe lembram os grandes embates de épocas remotas.
Neste prisma, não me furtarei a um dos precípuos objetivos deste blog: combater o "fair play".
Por isso, Sr. Celso Roth, sigo com minha oposição sistemática ao seu trabalho!! O senhor pode argumentar que está em primeiro lugar no campeonato, que o aproveitamento da equipe foi o melhor da história do campenato brasileiro de pontos corridos (detesto essa fórmula!), que temos a defesa menos vazada e o melhor ataque do certame. O senhor pode dizer que eu nunca assisti a um Grêmio tão bem postado fora de casa, vencendo os adversários longe do Monumental e não tomando conhecimento das "tocas" e das adversidades que lhe são impostas. Nada disso me contentará. Nada disso calará minha vaia contra este seu esquema retranqueiro, contra este seu jeito turrão e contra as péssimas modificações que realizas durante as partidas. Não pense que teu sistema defensivo é uma maravilha, pois a nossa única virtude lá atrás é o grande Victor, que possivelmente seria reserva não fosse o apoio da torcida.
E não adianta me dizer que futebol é seqüência e repetição, nem qualquer outra frase pronta, destas que o senhor costuma recitar após os jogos, em um tom de erudição digno da maior autoridade no assunto. Não adianta senhor Celso, sem a sua presença estaríamos bem melhor. Possivelmente não seríamos apenas a defesa menos vazada do campenato, mas a menos vazada de todas a historia do campenato nacional. Possivelmente, se não fosse o senhor, estaríamos a uns 10 pontos de diferença do segundo colocado. Enfim, sem sua prepotência, estaríamos bem mais felizes!
Esta é minha crítica! Espero que o senhor tenha a hombridade de aceitá-la e digeri-la, pois domingo novamente terei que suportar suas aparições na beira do gramado.
Mas venha cá um pouco. Mais no canto da sala, longe dos holofotes e dos microfones. Isto, aqui mesmo. Tem alguém olhando? Não? Ufa!!! Só quero agradecer por este primeiro turno fantástico. Muito obrigado! Apesar de tudo, montaste uma equipe muito competitiva! Não me leve a mal, mas como bom gaudério tenho que manter a aparência de durão e inflexível! Só mais uma coisa: não inventa de voltar a si, perder a concentração e marcar passo nesta segunda etapa! Ah, e avisa a direção que ainda precisamos de um atacante diferenciado. Aceita este abraço deste gremista mais feliz que mosca em rolha de xarope.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Lição de 3 pontos.

Antes do jogo de ontem contra o Ipatinga, me ocorria uma grande preocupação. Não era muito com a adversário, mas em relação ao próprio Grêmio. Acreditando na vitória, meu temor maior no jogo contra o lanterna era que ocorresse uma goleada. Isso mesmo! Penso que isso poderia fazer mal ao Grêmio, pois daí derivaria uma euforia capaz de pôr em risco a concentração do grupo. Acho que o jogo nos proporcionou muitas aprendizagem e isso tudo associado aos três pontos, ou seja, não foi necessário perder ou empatar pra atingir a consciência de que o time precisa jogar sempre muito concentrado em todo e qualquer compromisso nesse brasileiro. Isso dá uma baixada na bola e permite a manutenção do mesmo espírito de doação e coletividade para o início do 2º turno. O fraco desempenho e o conseqüente risco que corremos no jogo de ontem devem ser utilizados para retomada do futebol de pegada e solidariedade que é nossa marca nesse campeonato. Ontem tivemos mais uma lição para o crescente amadurecimento do time. Assim como na vida, no futebol não é necessário apanhar para aprender.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Base Sólida
Antigamente os torcedores pagavam o que hoje corresponde a 5 pilas por um lugar na arquibancada e a receita dos jogos era a principal fonte de renda dos clubes. Hoje, com a globalização do futebol, cobra-se de 30 a 100 reais um ingresso e todo esse montante é uma parcela modesta da receita do clube. Nesse contexto, a revelação de novos talentos e sua conseqüente transferência para o futebol estrangeiro tornou-se condição sine qua non para a saúde financeira dos clubes de futebol. Depois de algum tempo, o Grêmio consolida suas categorias de base que no passado haviam sido negligenciadas. A conquista da taça BH de juniores é demonstração de que nosso clube tem tratado com a devida importância essa questão. Com a crescente depravação monetária pela qual passa o futebol, investimentos na base são fundamentais para se fazer time e dinheiro. Sem querer ser oficialista mas reconhecendo as ações positivas, conquistas como a de Belo Horizonte nos fazem acreditar que o Gremio está consolidando seu trabalho na base. Políticas adequadas nesse setor são condição para uma gestão capaz de levar o Gremio a grandes conquistas. É isso que queremos.
domingo, 3 de agosto de 2008
Sonho e realidade
O jogo contra o Vitória mostrou que o Grêmio está evoluindo como time. Enfrentamos, na minha opinião, o melhor adversário até agora no campeonato. O Vitória jogou como deve jogar um time visitante, marcando, peleando, mas atacando e com perigo sempre que tinha a bola. Pena para eles que do outro lado tinham 40 mil gremistas alentando, e um time bem organizado e disposto a ganhar o jogo, jogando no ritmo da arquibancada. Poderia falar do homem de gelo Vitor, da grande partida do Rever, dos passes do Tcheco, da estréia do Souza, ou do impressionante preparo físico do time, mas não vou comentar o jogo, porque já tem comentarista ruim demais por aí. O que importa é que garantimos mais três pontos.
Hoje quero falar da torcida. Conversando com os gremistas, na arquibancada ou na rua, o que se vê é uma mistura de descrença com esperança. Ninguém quer admitir, com medo da enorme flauta que pode vir depois, mas dentro de cada um, ao menos dos que estavam no estádio hoje, começa a brotar aquele sonho do título, coisa que parecia impossível desde que inventaram este aborto da natureza que é o campeonato por pontos corridos, e muito menos depois dos fracassos do primeiro semestre. Impossível não se arrepiar quando 40 mil vozes cantam "O Grêmio vai sair campeão", mesmo que a liderança seja somente circustancial como diria o professor.
É claro que a fria lógica diz que ainda faltam 21 rodadas, que o grupo do Grêmio ainda é limitado, que times como o São Paulo e o Palmeiras estão crescendo, que o Roth ainda está ali esperando para nos matar do coração, mas pelo menos hoje sei que vamos dormir embalados com este sonho.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Osama é Tricolor !
Tcheco deu consistência ao Grêmio.

A saída de Roger no início do mês de julho deixou todos os gremistas apreensivos. O prognóstico de todos era de que o mês de julho seria muito complicado. No primeiro jogo sem Roger perdemos para o botafogo e parecia que a casa tava desmoronando. Como agravante tínhamos o fato de iniciar a fase com jogos quarta e domingo, ou seja, teríamos que achar uma reposição para o Roger e não havia tempo pra treinamentos. Contra todas as previsões, o desempenho do Grêmio nos 7 jogos que se sucederam foi notável (como diria Ruy Osterman), principalmente fora de casa nos jogos contra Santos, Sport, Figueirense e Coritiba. Esses dois empates e duas vitórias contra adversários difíceis de serem batidos em seus domínios demonstraram consistência do time e do grupo. Destaco a entrada de Tcheco como o fator fundamental de consistência e equilíbrio do Grêmio. Tcheco entrou e fez com que todos os demais jogadores jogassem mais do que estavam jogando. Embora a falsa lentidão, ele participa ativamente dos combates no meio e na hora da armação distribui muito bem o jogo. Tcheco tem feito nossos alas participarem mais das jogadas o que, por conseqüência, aproximou o meio e o ataque. Essa aproximação retirou Perea e Marcel do isolamento, fazendo com que estes jogadores tivessem participação ativa nos jogos, inclusive marcando muitos gols. Além disso, o estilo de jogo de Tcheco é muito mais a cara do Grêmio do que nosso antigo camisa 10. Agora, temos dois jogos em casa contra vitória e Ipatinga e os seis pontos são obrigatórios para encerrarmos o primeiro turno na liderança.
