O Grêmio terminou a primeira fase da Copa com a melhor campanha, o melhor ataque e a melhor defesa dentre os 32 participantes. Isto é fato, e, portanto, não se contesta.
Alguns poderão alegar que enfrentamos apenas adversários fracos. Isto também é fato. Porém é inegável que, mesmo diante de times sofríveis, fizemos nossa obrigação, deixando apenas de atingir os 100% em face capricho da trave ou da excessiva tensão que o Sr. Roth transmitia ao grupo de jogadores (bastou ele sair e as vitórias voltaram a ser obtitdas com total autoridade, sem aquela celeuma de bolas na trave e de incríveis gols perdidos!).
Este é um lado da moeda, que deve ser valorizado e comemorado. Afinal, garantimos o direito de decidir todas as próximas fases no nosso templo sagrado (se bem que, diferentemente de outros clubes, não necessitamos decidir em casa. Sabemos muito bem festejar na casa dos outros!).
Todavia, sem negar os fatos, é imperioso que se proceda à análise da primeira fase sobre outro prisma: o prisma da futebol apresentado.
O futebol que apresentamos na primeira fase não deixou a torcida tranquila. Tivemos muitos altos e baixos (vide a diferença de atuação entre a primeira e a segunda etapa do jogo de ontem). É visível a necessidade de reforços, em especial de um camisa 5 e de um homem para a armação (pois o Tcheco está deixando muito a desejar). Aliás, depois do segundo tempo de ontem, acrescentaria ainda a necessidade de um zagueiro, pois o R. Marques, com todo o respeito, não tem condições.
Por outro lado, a esperança de título resta alimentada pelas grandes atuações do nosso goleiro e pela qualidade incontestável do Souza. O cara está jogando demais! Aliás, vamos convir: raça e superação são imprescindíveis, mas como é bom ter qualidade! Como é bom ter alguém que faça uma jogada diferenciada, que tenha visão de jogo e que possa, com um simples toque, desmontar a defesa adversária. Parafraseando a música: "ah, se todos (poderia ser só alguns!) fossem iguais a você!"
Agora é esperar o adversário, e aproveitar o tempo para buscar o técnico e, principalmente, reforços de qualidade. Creio que, com mais uns três jogadores de nível, seremos sérios candidatos ao título.
Dá-lhe "copero"!














