sexta-feira, 19 de junho de 2009

Vamô Vamô Tricolor...

Gremistas, passamos para a nossa sétima semifinal de Libertadores. Se estamos jogando mal, se passamos sufoco contra o "morto" Caracas ... Nada disso importa, o que interessa é que estamos lá entre os 4 melhores da América. Só sobrou quem tem cabelo no peito. Dois bicampeões (Grêmio e Cruzeiro) e dois tricampeões (Nacional e Estudiantes). Nada de Once Caldas RS, DMLU ou gente fantasiada no Maraca. É a celebração da volta da tradição na LA 50.

Será que teremos uma Batalha de La Plata na final? Se acontecer isso, deveriam rasgar o regulamento e marcar uma final única para o aposentado Estádio Jorge Luis Hirschi, esquecer o fair play, liberar a cerveja e entregar a taça para quem sobrasse em pé.

Antes disso, temos que passar pelo Cruzeiro. Time encrespado, que ganhou com autoridade no campo neutro do Morumbi. Não vou entrar no mérito se temos futebol para vencê-los, nessa hora é o que menos importa. Como nunca fomos a namoradinha do Brasil (a atual andou dançando com o cara mais gordo da festa), estamos acostumados a lutar contra o favoritismo. Foi assim em 95, quando um desconhecido atacante de nr. 16 derrubou a cabeçazos o esquema Parmalat. E em 2007, quando o time contestado eliminou o bicampeão brasileiro São Paulo ainda nas oitavas e despachou o Santos nas semi. Eu prefiro assim, comendo quieto.

Portanto Gremistas, não importa se o presidente disse que não virão mais contratações, se a Geral está dividida, se joga Alex Mineiro ou Herrera ou (pior ainda) Jonas, se tu não gostas dos laterais, se a direção é incompetente, se vai estar frio, chovendo ou se estou gripado... Vamos alentar, copar, beber, fumar, se esguelar e carregar o time nas costas para a final, como em 2007. Enfim, larguei a corneta no "CONSERTO GAITA" (não é clínica de aborto) e vou apoiar incondicionalmente.

Como inspiração, assista ao vídeo abaixo. Preste atenção nos carrinhos voadores do Portaluppi e no Jandir botando o time do SP para correr em pleno Morumbi.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Isso era para motivar?

O filhinho de papaitrono e dublê de presidente do Grêmio, Duda Kroeff, deu mais uma demonstração de que é do ramo do futebol. Às vésperas do jogo mais importante do ano (espero que não seja o último), o Excelentíssimo perdeu mais uma oportunidade de ser um poeta do silêncio

- Nós estamos tentando, mas no meu entendimento o PSG está pedindo demais. É muitos mais do que vale o jogador, apesar de eu julgá-lo indispensável ao Grêmio. Todo jogador tem seu valor, só que não podemos pagar o dobro do que ele vale. Nós temos um limite, vamos chegar nele na semana que vem. Se der deu, se não der paciência.

Parabéns Presidente, nossos atletas precisam desse tipo de motivação.

Do que esse jangolão está rindo?



segunda-feira, 15 de junho de 2009

Esquema e Resultado

O resultado foi ruim, considerando que enfrentamos um time fraco e desinteressado (o lateral direito era o Diogo, e não exploramos isso!!!!) e que precisavamos recuperar pontos perdidos nas rodadas anteriores para ficarmos na ponta de cima da tabela. Além disso, podíamos ter matado o jogo nos primeiros 15 minutos, mas a pontaria para variar foi ridícula (e nem dá para colocar a culpa no Jonas).
Mas o resultado também foi bom, considerando que acabamos com um jogador a menos (alguém por favor dá uns bico naquele guri de merda) e com um palmo de língua de fora, de novo, o que mostra que a falta de preparador físico por 40 dias está cobrando o seu preço.
O novo esquema foi bem. Gostei da dinâmica do time com o novo esquema, com os laterais ficando mais presos e com mais liberdade para os meias. A defesas pareceu melhor armada, e não tomamos o sufuco que levamos em outros jogos fora de casa (com exceção do fim do jogo). O time conseguiu ficar mais com a bola e dar menos chutões para frente.A parte ofensiva ficou um pouco compremetida pela atuação apagada dos meias, em especial do Souza, que se escondeu do jogo.
Mas o novo esquema também revela coisas que já sabíamos, principalmente que falta muita qualidade no elenco tricolor. Thiego ao menos não compometeu na marcação, mas não lembro dele ter passado o meio campo, no fundo jogamos de novo com 3 zagueiros. Na esquerda, eu e o Maxi Lopex ainda esperamos o Fábio Santos acertar um cruzamento que preste. Os volantes mostraram mais uma vez que tratam a bola por Vossa Excelência, tamanha a falta de intimidade com ela. E mais a frente Tcheco parecia um cavalo cansado durante a maior parte do jogo e o Alex Mineiro parece que esqueceu como é que se faz gols. E o Douglas Costa nem vou comentar, vou esperar mais um pouco para chutar o balde, mas espero que o Grêmio não tenha recusado nenhuma proposta do exterior por ele.
Resumindo esse post meio bipolar, vi algumas melhoras, mas falta muito para este time deixar o torcedor com alguma confiança. De qualquer maneira, quarta-feira o Olímpico vai rugir e passaremos mais uma etapa rumo ao título redentor.
Coparemos

sábado, 13 de junho de 2009

O dilema na lateral-direita.

Sir Paulo Autori deve estar lendo os comentários desse blog. Para o jogo contra o Flu, sem Ruy e Joílson suspensos, o treinador deve escalar Thiego na lateral-direita. Durante a semana, Makelele também treinou na posição, mas parece ter sido preterido. Seria apenas um medida emergencial ou uma experiência para a Libertadores?

Na única competição que realmente importa, defendo mudanças na lateral-direita. Ruy vem tendo atuações abaixo da crítica, confirmando a máxima de que jogadores que se destacam na pré-temporada afundam durante o ano. Como a direção tricolor deu mais uma demonstração de sua (in)competência, contratando Joílson que já havia atuado pela LA50, não temos um substituto na posição. Sou contrário às invencionites em jogos decisivos, escalar lateral-direita na esquerda, jogar com formação que não foi treinada, enfim, medidas que lembram um passado recente frustrante. Infelizmente, não tem jeito, o treinador vai ter que queimar uns neurônios e improvisar.

Não sou admirador do Thiego ou do Makelele, mas entendo que a escalação de um jogador com características defensivas dará mais segurança à equipe, já que o Ruy apóia mal e defende pior ainda. Especialmente na transição para o esquema 4-4-2, onde um dos meias (Souza, no caso) pode cair pelo setor. Além disso, aprender o que o Ruy tem feito, cruzar da intermediária, não requer nem uma tarde de treinamento.

Sei que vou ferir os sentimentos de um blogremista fã ardoroso do futebol do Ruy (o mesmo que quer ver o Thiego o mais longe possível da Azenha), mas com Ruy no time MIRAREMOS LA COPA, PERO NO LA TOCAREMOS.

Eu sou borracho sim senhor....

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Base gremista.



O caso Souza suscita várias preocupações entre nós tricolores. Sua perda acarretaria conseqüências profundas na criatividade do time. A permanência deste jogador é problema imediato e, segundo nosso presidente, O Grêmio já admite cometer uma “pequena loucura” para mantê-lo no olímpico. Aliás, para um clube cujas finanças estão há tempos esgualepadas, qualquer ação um pouco mais ousada é considerada loucura.

Essa pendenga nos faz pensar em alternativas vindas da base... Fico mais preocupado. Paulo Autuori foi contratado para fazer uma gestão verticalizada no futebol do Grêmio, ou seja, comandar o time principal e as categorias de base de modo interligado. Imagino que ainda não tenha tido tempo pra pensar na base gremista em virtude do extenso trabalho que tem por fazer no time principal. Acredito que quando fizer isso se dará conta do imenso desafio que tem pela frente.

A saída de Rodrigo Caetano parece ter desorganizado aquilo que parecia estar sendo recuperado para este setor. Alem disso, Julio Camargo também deixou o olímpico sem ninguém entender bem o porquê. Concomitante, nosso desempenho que foi muito bom nos últimos anos (Campeão brasileiro sub-20 e campeão da taça BH, uma das mais importantes do país, além das revelações de Lucas, Carlos Eduardo, Rafael carioca, William Magrão, Léo, Felipe Mattione, Douglas Costa) está sendo desastroso neste ano. Conseguimos ser eliminados do gauchão pelo Cerâmica de Gravataí. Nossa categoria infantil não conseguiu chegar à final do torneio de Roca Sales. Na Holanda foi enviado o time de juniores para disputar um torneio com oito equipes e o Grêmio ficou em sétimo lugar.

Em tempos de lei Pelé e do neoliberalismo futebolístico, é fundamental um clube da América do Sul ter uma base forte e bem estruturada para equacionar finanças e disputar títulos na categoria principal.

Torço para que Paulo Autuori realize bom trabalho no futebol do grêmio, na base e no profissional, mas desconfio que o clube deveria ter alguém talentoso e com foco exclusivo na formação de jogadores e em tudo o que isso envolve. Espero que a direção saiba que a nomeação de P. A. por si só não fará qualificada as nossas categorias de base.

Se os comandantes do clube descuidarem do futebol que vai da escolinha até os juniores, estaremos sempre ameaçados de cometer “pequenas ou grandes loucuras” para ter jogadores de qualidade no time principal.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A hora da direção.

Muito repercutiu por estes pagos a tal declaração do Souza. Sabe-se lá se as palavras do nosso craque são verdadeiras ou se foram lançadas "inocentemente" no ar, por "forças ocultas" que labutam contra os verdadeiros gaúchos desde a época de Getúlio Vargas.

A maioria das pessoas com quem falo condena a imprensa pela divulgação de um fato que, segundo eles, não ocorreu. Outros, por sua vez, afirmam que o Souza fala demais e que não dá para aguentar o cara.

Sinceramente, a causa pouco me importa. Quero me ater às conseqüências! É indubitável que parte da imprensa tenta, de forma constante, desestabilizar o Grêmio. De outro lado, é inegável que Souza fala tanto quando joga.

A questão é que a notícia - verdadeira ou não - está lançada e, em cima dela, é que a direção tem que evitar ou minorar eventuais conseqüências nefastas.

O imortal é acostumado com isso. Renato falava proporcionalmente aos jogos que decidia. Com Paulo Nunes, guardada as devidas proporções de língua e de bola, ocorria a mesma coisa. E assim poderíamos enumerar "n" exemplos de jogadores tagarelas que vestiram a camisa tricolor.

Jogador polêmico é prato cheio para a imprensa, em especial para aquela parcela que detesta reconhecer que o Grêmio, mesmo quando na parte de baixo da gangorra, é o clube gaúcho mais prestigiado internacionalmente.

Pois esta é a hora da direção. Se o cara resolve em campo, cabe aos dirigentes contornar os exessos da sua verborréia atômica. O que não se pode permitir é que, diante de um fato cuja veracidade é amplamante duvidosa, se crie uma crise entre torcida e o jogador. É hora da presidência vir aos microfones e minimizar o fato, focando o discurso naquilo que realmente importa: o jogo do dia 17 e a classificação à semi da LA. É hora da cartolagem puxar o Souza num canto e mandar ela se aquietar, ao menos por um curto período, até passar a tempestade e o comandante retomar a direção da embarcação.

Enfim é hora de trabalho, direção! Por favor: chega de omissão!



sexta-feira, 5 de junho de 2009

Quebrando padrões

Pra quebrar a tradição de que o blogremistas só abriga corneteiros e que só tem post quando o time perde, vou tentar fazer uma análise do jogo de ontem e da situação do time do meu ponto de vista, que nem sempre é muito ortodoxo.
Achei o jogo bem meia boca Mas o resultado foi muito bom. Pelos pontos e ganho de posição na tabela e principalmente pela calma nos próximos dez dias para o técnico poder montar o esquema de sua preferência (4-4-2). Ontem eu percebi algumas melhoras, pelo menos de posicionamento do time, já que infelizmente de qualidade não tem jeito. Acho que com algum tempo o time pode render mais e chegar num nível pelo menos aceitável, como o do ano passado.
Sei que o time tem muitas deficiências, faltam laterais, falta um meia, falta um companheiro pro Maxi, falta principalmente uma direção com vergonha na cara. Mas agora é isso que temos, e é com isso que temos que ganhar a Libertadores. Porque só a Libertadores salva esse ano, e talvez essa e a próxima década. Porque "eles" vão ganhar ou a Copa do Brasil ou o Brasileiro, ou pior ainda, os dois. E nós se não quisermos virar uma nota de rodapé no futebol brasileiro temos que ganhar essa Libertadores, voltar ao cenário mundial.
E não me importo de jogar contra morto, ganhar de qualquer jeito, ganhar roubado ou de W.O. O que interessa é faixa no peito e caneco na estante, o resto é papo-furado para comentarista ter emprego.
Sei que o desânimo anda grande, mas a torcida tem que voltar a empurrar o time. Nos últimos jogos, em especial ontem, o que tenho visto no estádio é uma torcida apagada, morna, que não apoia coisa nenhuma. A Geral se dividiu em duas e nenhuma das duas parece ter a força de antes. A social voltou a ser o espaço da corneta (o Athos ia se sentir em casa), e o pior é que é a corneta é burra, é do tipo que vaia o Souza e aplaude o Herrera.
Mas apesar de tudo, eu acredito na camisa tricolor, não vejo nenhum time nesta Libertadores que seja o Boca de 2007, e como vamos decidir sempre em casa, acredito que se a torcida voltar a apoiar o time, e o time refletir isso em campo, temos chance de levantar esse caneco, que é o que interessa.
Coparemos!!!