Costumo ler alguns blogs e outras páginas que noticiam o Grêmio e devo confessar que surpreende a blindagem que a torcida, que se manifesta nestes blogs e redes sociais, oferece a nova direção. Ora, se nos dois anos que permaneceram à frente do tricolor, Duda e Meira apanharam – com justiça – mais do que mulher de malandro, o tratamento conferido a dupla Odone e AV Martins é outro.
Em política, costuma-se fazer o balanço dos primeiros 100 dias de um governo. Vamos ver o que eles aprontaram em menos de 40:
1. Anunciaram que Rodrigo Caetano voltaria ao Grêmio. A esperada profissionalização da gestão de futebol, os contatos do homem forte do futebol brasileiro e o início da mudança. Rodrigo Caetano segue no Vasco da Gama.
2. Holofotes, helicóptero, caixas de som. Eles fizeram a torcida do Grêmio pagar um belo de um mico com a situação toda que se criou em torno da contratação do senhor Ronaldo de Assis Moreira, que está de contrato assinado, com o Flamengo.
3. Criaram a esperança de uma parceria com a Trafic, que colocaria nas mãos do técnico o promissor zagueiro uruguaio Coates. Um baita negócio, que em grande medida azedou pelas bravatas dos dois Sassás Mutemas. Agora, perdido o zagueiro, ambos vão com o pires na mão atrás da Trafic, tentando manter a parceria. Putz, independente do parceiro, se os mafiosos paulistas ou quem seja, é fundamental que o Grêmio tenha parceiros para investir no futebol. Não contrata porque não tem dinheiro, simples assim.
4. Lançou uma expectativa grande em torno do zagueiro Rodolfo. Era quase certo que desembarcaria no Olímpico. Quase...
5. Assim como aconteceu com relação ao Rodolfo, muito se falou do Gilberto Silva. Problemas na economia grega, uma possível volta ao futebol brasileiro e o centro-médio já estava quase desembarcando. Quase...
6. Vinícius Pacheco. Esse sim, reforço que a diretoria trouxe. Veio para cá, comeu um churrasco, treinou, fez 4 gols no seu primeiro – e único treinamento. Depois da apresentação e da pelada, voltou para o Flamengo. O contrato com o Flamengo está em vigência, o acordo era verbal e, bueno, o resto da história vocês já sabem.
A média é impressionante. Uma burrada por semana. Me pergunto: se sabiam já em setembro que assumiriam o futebol do Grêmio, não se prepararam? Não foram ao mercado, não falaram com agentes, empresários, o escambau? Fizeram o quê?
O resumo da ópera é o seguinte: em alguns dias, o Grêmio estréia em uma pré-Libertadores, cuja classificação custou muito caro a todos os gremistas, com um grupo com limitações técnicas indiscutíveis, com sérios ruídos de comunicação entre a direção e a comissão técnica e com problemas de toda a ordem. Os que acreditam em imortalidade e na santidade do Renato, devem estar tranquilos. Já eu, confesso que não estou muito otimista. Coragem, que a peleia é brava!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Cadê a direção?
domingo, 16 de janeiro de 2011
Grêmio 2011 - já começou?

Começo de temporada e recomeço dos trabalhos no Olímpico com problemas à vista. É cedo para fazer qualquer comentário sobre o desempenho do Grêmio? Obviamente não vou destilar fel nesse momento, depois de um empate com o Lajeadense. Por outro lado, temos alguns problemas para enfrentar nos próximos dias.
Estou há bastante tempo anunciando aqui no Blogremistas que não gosto do Odone e que também não gosto do A. V. Martins. Não gosto do estilo e trabalho, das bravatas seguidas de pouca consistência e da falta de visão com relação ao futebol, e quando falo em visão estou falando de planejamento (palavra surrada nos últimos dois anos, mas que precisa ser empregada com consistência).
Então, o grande plano do Alberto Roberto (Odone) e do AVC (Acidente Vascular Cerebral) Martins era a contratação do Ronaldinho? Agora é o ex-atleta Gilberto Silva? Ou o super craque Vinícius Pacheco? Ah, convenhamos, é muito chato ver os mesmos problemas se repetindo todos os anos!
Enquanto estivermos nessa situação, mudando toda a direção de futebol a cada dois anos, com um marketing que se arrasta, com setores vitais do clube sem a profissionalização devida, estaremos dependendo de fatores como sorte e santidade. Podemos eventualmente ganhar alguma coisa, mas por meio de lances “espíritas” e não de uma racionalização da maquinaria do clube. Coragem, a LA11 está logo ali!
sábado, 8 de janeiro de 2011
Cachorro Ovelheiro!
Eu sou um eterno ingênuo no que tange ao assunto reabilitação e ressocialização de pessoas. Creio que criminosos podem se regenerar, desde que o sistema permita e deseje.
Ronaldo seria um grande lance de marketing, não tenho dúvidas. O mesmo não posso dizer em relação ao seu futebol, pois não se sabe se ele está a fim de jogar ou não. Isto só o tempo responderá.
Contudo, desta novela fica uma lição: para a família Assis Moreira, vale a máxima propagada na fronteira deste pago: "Cachorro ovelheiro, só matando!"
Sigamos em frente, Grêmio! Somos muito maiores que meros cifrões, garantias bancárias ou estrelas decadentes.
Nosso verdadeiro e eterno ídolo já está entre nós.
Encerrado o assunto, TUDO É LIBERTADORES!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Papo reto!
Eu já expressei em outras oportunidades o que acho do Odone e da sua patota, em especial o Antonio Vicente Martins. São um bando de vaidosos, sempre se lambendo para assumir o controle político do clube e poder colocar a cara na vitrine. O A. V. Martins, o qual tem quem goste aqui no Blogremistas, não perde uma única oportunidade de meter o carão na imprensa e falar sobre o quão maravilhosa será a nova gestão. Todos os gremistas desejamos uma gestão de realizações e títulos, mas por favor, não desmobilizem o grupo. Ouçam as palavras do homem da casamata, Renato, o Santo:
"Agora eu estou voltando para Porto Alegre. Estou lá. Agora nada vai atrapalhar, todo mundo vai calar a boca. Não tem mais guerrinha de vaidade. Não pode falar de contratação, os jogadores que estão no grupo sentem. Quem gosta do Grêmio vai fechar a boca. Estou pedindo."
E isso aí Renato, bota ordem na casa que a vaga ainda é possível!
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Complicou! Mas ainda é possível!
Porém tem três questões que merecem reflexão.
1) Efetividade
Ontem, tal qual nos jogos contra Flamengo e Internacional, nós tivemos maior posse de bola, maior domínio e maior número de chances. Mas novamente não conseguimos converter tudo isso em gols. E não adianta: no futebol, até segunda ordem, ganha quem acerta mais vezes a bola dentro daqueles arcos que ficam nas extremidades do campo.
Temos que aperfeiçoar as finalizações, pois em jogos difíceis não se pode perder chances.
De outra banda, o Jonas tem que se dar conta que TUDO na vida tem um lado bom e um lado ruim. Se por um lado é ótimo ser atrilheiro do Brasileirão, por outro é imperioso saber que tal condição despertará a atenção dos adversários, que aplicarão cuidados redobrados na marcação. Não adianta ficar olhando para o juiz, para as câmeras ou ficar discutindo com o zagueiro! Tem é que fugir da marcação e se aperfeiçoar mais e mais.
Por fim: só faz gol quem chuta. Pelo segundo jogo seguido chegamos em frente à área e não batemos a gol! O time parece buscar o espaço ideal, a melhor posição, o melhor chutador, etc! Isso até pode ser feito em jogos de menor dificuldade! Mas em briga de cachorro grande, a tese é "abri, bateu!" (D'Alessandro e Conca que digam!).
2) Individualidades.
Time que pretende algo grande na competição, não pode se dar ao luxo de ter a maioria de suas individualidades jogando mal. Um que outro ainda vá lá! Mas três ou quatro, no mesmo jogo, é de matar. Fora o Gabriel - que jogou muito! -, os demais protagonistas do time afundaram, em especial Douglas e Lúcio.
3) A questão que todos pensavam superada.
Sei que o Rockenbach e o Adilson não puderam jogar. Entendo perfeitamente que deve ser triste olhar para o grupo e ver que a única alternativa para a posição é o Ferdinando.
Todavia, como já fora evidenciado em período anterior, Souza e Douglas não podem jogar juntos. A impressão que dá é que se anulam mutuamente. Com ambos em campo, acabamos perdendo em marcação e em armação.
Os professores da bola dizem: futebol é equíbibrio. Disto se conclui que: a) não se faz bom time com apenas onze Dinhos ou onze Romários; b) que não se pode ter mais de um jogador preguiçoso-armador-técnico-criativo no mesmo meio campo.
Lúcio e Douglas vinham se dando bem por causa disso: um é mais técnico, pensador e criador; o outro mais elétrico, de mais correria e vontade. Do equilíbrio destas caracterísitas é que adveio o sucesso da dupla.
Já Souza e Douglas não podem se dar bem, justamente porque possuem características semelhantes, de toque de bola e futebol mais descompromissado. A escalação dos dois juntos onera demais a equipe.
Por fim, considero que o G3 ficou muito difícil, mas não impossível. Ademais, tem a possibilidade de uma zebra na Sulamericana. Já demonstramos que temos time e comando! É só ter um pouco mais de efetividade!
Força, Tricolor!
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Qual o limite?
Conforme já referi anteriormente, fiz parte do numeroso coro de gremistas que foram contra a contratação de Renato, por temer que o nosso imortal ídolo pudesse, de alguma forma, manchar a sua imagem, tendo em vista o momento que o time atravessava aliado à inércia do corpo diretivo.
Todavia, o eterno camisa 7 veio, tirou o time da zona perigosa, devolveu a auto estima tricolor, montou uma equipe com atitude, raça e vontade. Acima de tudo, fez o time jogar bola! Hoje temos vários destaques individuais, gols de jogadas bem elaboradas e uma defesa consistente.
Com a língua mordida (mas feliz da vida!), o que mais me impressiona no Portaluppi não é a recuperação do Douglas (mais um passe magistral ontem, no primeiro gol!), do Victor (que nem parece aquele arqueiro pós não convocação) e/ou do Rockembak. Tampouco a sua postura ofensiva e aguerrida, sua visão tática ou a colocação do Lúcio no meio.
Na verdade, o que mais me impressiona é que Deu7 sabe exatamente o que pode tirar de cada jogador, em especial daqueles cuja contratação foi por ele indicada. Paulão é tosco! Mas diz , para turma dos adversários habilidosos, quem manda no pedaço (Montillo jogou muito ontem, mas tomou uma três chegadas de respeito, numa espécie de aviso que aquela área não é feita para recreação). Vílson tem se revelado de uma eficiência incrível no meio. Gílson - que já merece a titularidade - vem desmentindo a primeira impressão, dada naquele jogo em Curitiba. E os "subnutridos" têm feito o que se exige dos atacantes: gols! Clementino Pérola Negra é rápido e objetivo, além de folclórico. Viçosa também demonstrou que pode ser útil (o cara tem 20 anos, entra numa fogueira danada, faz um gol e se apresenta para o jogo: merece ao menos respeito!).
É muito cedo para analisar em definitivo qualquer das contratações da era Portaluppi, mas é inegável que a resposta vem sendo mais que boa.
Não obstante todas estas boas notícias, consagradas pela promissora vitória de ontem, hoje a Comebol voltou a admitir o G4. Contudo, prefiro seguir neste ritmo que estamos, pensando no G3, G2 ou G1 (será lícito duvidar do Grêmio atual?). Afinal, o G4 só permanecerá se nenhum dos brasileiros vencer a Sulamericana.
Agora, tudo é grenal. E como dizia nosso querido Jardel: clássico é clássico e vice-versa! Ou seja: não há favoritos! Concentração total é palavra de ordem na Azenha.
Por fim, uma última pergunta que não quer calar: qual o limite do atual Grêmio?

