
Há algumas máximas sobre o futebol, mais especificamente sobre a relação do torcedor com o clube que são muito repetidas, por quem manja e por quem não manja do riscado. Dizem que grandes títulos garantem a renovação das gerações de torcedores e que bons times lotam estádios.
São duas idéias que nos atemorizam. Já vai algum tempo que o Grêmio não conquista um grande título (o último completará uma década no próximo ano) e os times que nossa diretoria montou nos últimos tempos tem afugentado a torcida mais aguerrida do Brasil de nossa casa.
O ano de 2010 começou sob a desconfiança de todos nós. Depois de um 2009 pouco animador, tivemos um pequeno desmanche do time e contratações em pacote, prática que nunca deu certo. Some-se a isso o grande nó: o treinador. Não satisfeitos com a aula de como apequenar um gigante dada pela nossa direção no ano que passou com o vai-e-vem dos treinadores, decidiram começar o ano com Silas, que por um sem-número de motivos nos deixou, já jogadas boas 13 rodadas do Campeonato Brasileiro, na zona da degola.
Bueno, depois de todos esses embaraços que vivemos nos últimos tempos, a diretoria do Grêmio resolveu fazer aquilo que já deveria ter feito há muito tempo: trouxe de volta para a sua casa Renato Portaluppi. Antes de falar dos méritos dessa contratação, um problema precisa ser sublinhado na atitude da Direção do Grêmio, a saber, trazer Renato para limpar a sua barra junto ao torcedor, em um momento de crise institucional de muita gravidade. Ao invés de chamar Renato para começar um trabalho (ou para nos conduzir ao Tri da LA09), a Direção trouxe uma freira que já flertou com o lado amargo da força.
Mas a chegada de Renato é maior do que a perfídia dos Metralhas que tomaram conta do Grêmio. É muito bom ver um gremista no comando do Grêmio. Ver o maior ídolo da história do nosso clube no comando da casamata. E ver o Grêmio voltando, lentamente, a ter a cara do Grêmio.
E se o que vemos é um despertar de um Grêmio que remeta às nossas raízes, o início de uma nova caminhada pelas mãos de nosso ídolo maior, a paixão da torcida se reacenderá e as coisas voltarão lentamente aos seus trilhos. Tenho certeza de que sempre ajudamos a contrariar aquela “verdade” sobre o futebol que comentei lá no começo do texto. Mesmo ao longo de uma década perdida, nunca faltou paixão da torcida quando vimos o GRÊMIO em campo.
Se nosso modo de ser sempre foi forjado por conquistas & paixão, precisamos reacender a paixão dos torcedores e fazer com que nós voltemos a nos sentir donos do clube. Isso, imediatamente, voltará a lotar o Olímpico e devolverá o orgulho a todos. Em um segundo momento, desejo que sirva de combustível a todas as pessoas bem intencionadas de intervir na política do clube e forçar o processo de democratização do Grêmio, tarefa de todos nós.
Ao Renato Portaluppi, vida longa à frente do Grêmio!
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Para voltar a ser Grêmio
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