A ida antecipada à fortaleza deve ter sido muito interessante para os jogadores do Grêmio. Douglas e alguns outros puderam colocar o bronzeado em dia. O jogo deste sábado, mais que revoltante, foi sinal de que muito teremos que fazer pra permanecer na série A.
A derrota para o perdido e fraco ceará escancarou que nossos problemas são muito mais profundos do que a simples presença de Renato possa resolver. O primeiro tempo foi de igualdade: um time medíocre de cada lado do campo. A ruindade era tanta os dois gols foram contra. Nós mantivemos o placar em 1 a 1 por sorte e graças a Vitor, que defendeu até penalty.
O Segundo tempo foi vexatório. Não houve um só lance de ataque do tricolor que pudesse ser posto no compacto. Inoperância total. Pra ajudar, Renato deixou claro que ainda está em período de ambientação. Suas modificações e a conversa no intervalo não surtiram nenhum efeito positivo.
A reabilitação deveria ocorrer contra o ceará, time (outro) que depois da copa não se achou. Esperaremos ganhar pontos fora de casa contra quem?? Fluminense, Corinthians, Santos? Um time sem ser brilhante e razoavelmente organizado poderia ter obtido os 3 pontos.
O problema é que a desorganização é muito grande e os problemas são técnicos, táticos e anímicos. Além disso, nossa preparação física está muito aquém do esperado. O desempenho ridículo do 2º tempo pode ser indicativo do baixo rendimento físico. Não houve um contra-ataque sequer. Isso, além de ruindade, é falta de perna.
Mas no Grêmio parece que é proibido falar na preparação física. Parece que só a presença da família Paixão é suficiente para fazer o time correr. O trabalho físico é bem feito quando o time tá voando e as lesões são poucas. Não temos nenhum, nem outro. Mas quem no Grêmio tem comando pra fazer essa cobrança?? A direção? Esquece. Kroeff tem tanto pulso que deve pedir licença pra entrar no vestiário e, quando sai, deve dizer: “desculpa qualquer coisa”.
Espero que Renato perceba que é necessário muito trabalho para que o time se encontre. Só conversa não vai adiantar. Além disso, algumas escolhas devem ser feitas. Os jogadores descomprometidos não podem continuar. O esquema tático tem que ser definido. A falta de convicção tática já nos cobra alto preço. Em pleno agosto, só não estamos em férias porque há muito trabalho para ficarmos fora da zona da degola. Isso não é Grêmio.
sábado, 21 de agosto de 2010
Sinal Roxo!!!
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Basta!
Nossa rotina tem sido esta! De quase títulos, de ver a festa alheia e, tal qual eles outrora, de criticar o saldo qualificado, o comportamento da imprensa e a sorte (que, como bem sabemos, só acompanha quem tem qualidade).
Chega! A geração destes blogueiros cresceu vendo o Grêmio vencer! Cresceu vendo times de qualidade! Cresceu com o pátrio poder sobre a Libertadores, o Mundial e qualquer outro campeonato que se colocasse na nossa frente, especialmente se a fórmula fosse o mata-mata.
Não há como permanecermos na inércia, esperando a chegada da salvação diretamente dos céus. O modelo absolutista já se foi, embora no tricolor ainda existam cartolas que entendem ser enviados dos deuses, com a missão de guiar eternamente o clube.
De nada adianta xingar os vermelhos, culpar a imprensa, reclamar da tabela ou exercer qualquer outra forma de tapar o sol com a peneira.
A década se foi! E, se ficarmos parados, este outro decêncio que ora se inicia será novamente repleto de frustrações, secações e ausência de títulos.
Nosso Grêmio não merece isso! Algo tem que mudar! E nós torcedores temos, atualmente, a possibilidade de protagonizar esta mudança. Olhemos humildemente para o lado. Eles passaram 26 anos com apenas uma Copa do Brasil, até concluírem que o pensamento mágico não resolveria. Entenderam a necessidade de mudar de rumo e, principlamente, da renovar o quadro de dirigentes.
Agora é nossa vez de refletir e ver que temos que mudar nossas perspectivas. Impossível que no universo de torcedores e cartolas gremistas não existam novos e bons dirigentes, com idéias boas e inovadoras, aptas a elevar o Grêmio ao seu patamar costumeiro: o de sempre campeão!
Dia 11/09 temos eleição para o Conselho. Este órgão deliberativo e fiscalizador é crucial ao bom andamento do clube, bem como ao do seu fim primordial: o futebol.! Vamos analisar as chapas, comparecer e começar a mudança. Ou então permaneçamos de braços cruzados, assistindo incrédulos a esta piada que se tornou o futebol do sul do país.
Vamos pensar com racionalidade! Nenhuma das chapas apresentará apenas bons nomes, de gremistas comprometidos, de conduta ilibada e com prefil de vencedores. Como toda e quallquer instituição, haverá os bons e maus elementos.
Mas, como é próprio da política, as chapas terão visões distintas sobre a participação do sócio, a cláusula de barreira, as categorias de base, etc. Analisemos tais propostas em conjunto com os nomes constantes das nominatas, para verificar se existe razoável lógica entre o que é prometido e a história pessoal de cada um dos candidatos.
Conclamo a todos os sócios que lêem este blog a comparecer à votação, para que posssamos iniciar a mudança, retomar os títulos e voltar a ser o maior clube do garrão da pátria.
A hora é de silêncio e trabalho, para que, o mais breve possível, possamos voltar a festejar!
Vamos, Tricolor!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Para voltar a ser Grêmio

Há algumas máximas sobre o futebol, mais especificamente sobre a relação do torcedor com o clube que são muito repetidas, por quem manja e por quem não manja do riscado. Dizem que grandes títulos garantem a renovação das gerações de torcedores e que bons times lotam estádios.
São duas idéias que nos atemorizam. Já vai algum tempo que o Grêmio não conquista um grande título (o último completará uma década no próximo ano) e os times que nossa diretoria montou nos últimos tempos tem afugentado a torcida mais aguerrida do Brasil de nossa casa.
O ano de 2010 começou sob a desconfiança de todos nós. Depois de um 2009 pouco animador, tivemos um pequeno desmanche do time e contratações em pacote, prática que nunca deu certo. Some-se a isso o grande nó: o treinador. Não satisfeitos com a aula de como apequenar um gigante dada pela nossa direção no ano que passou com o vai-e-vem dos treinadores, decidiram começar o ano com Silas, que por um sem-número de motivos nos deixou, já jogadas boas 13 rodadas do Campeonato Brasileiro, na zona da degola.
Bueno, depois de todos esses embaraços que vivemos nos últimos tempos, a diretoria do Grêmio resolveu fazer aquilo que já deveria ter feito há muito tempo: trouxe de volta para a sua casa Renato Portaluppi. Antes de falar dos méritos dessa contratação, um problema precisa ser sublinhado na atitude da Direção do Grêmio, a saber, trazer Renato para limpar a sua barra junto ao torcedor, em um momento de crise institucional de muita gravidade. Ao invés de chamar Renato para começar um trabalho (ou para nos conduzir ao Tri da LA09), a Direção trouxe uma freira que já flertou com o lado amargo da força.
Mas a chegada de Renato é maior do que a perfídia dos Metralhas que tomaram conta do Grêmio. É muito bom ver um gremista no comando do Grêmio. Ver o maior ídolo da história do nosso clube no comando da casamata. E ver o Grêmio voltando, lentamente, a ter a cara do Grêmio.
E se o que vemos é um despertar de um Grêmio que remeta às nossas raízes, o início de uma nova caminhada pelas mãos de nosso ídolo maior, a paixão da torcida se reacenderá e as coisas voltarão lentamente aos seus trilhos. Tenho certeza de que sempre ajudamos a contrariar aquela “verdade” sobre o futebol que comentei lá no começo do texto. Mesmo ao longo de uma década perdida, nunca faltou paixão da torcida quando vimos o GRÊMIO em campo.
Se nosso modo de ser sempre foi forjado por conquistas & paixão, precisamos reacender a paixão dos torcedores e fazer com que nós voltemos a nos sentir donos do clube. Isso, imediatamente, voltará a lotar o Olímpico e devolverá o orgulho a todos. Em um segundo momento, desejo que sirva de combustível a todas as pessoas bem intencionadas de intervir na política do clube e forçar o processo de democratização do Grêmio, tarefa de todos nós.
Ao Renato Portaluppi, vida longa à frente do Grêmio!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Parem o mundo, pois quero descer!
"Carrinho deve tomar cartão vermelho no Gauchão 2010. Você concorda?
Os árbitros vão usar tolerância zero contra a mais violenta arma dos jogadores. A ordem é usar cartão vermelho já no primeiro lance desleal.
Na pré-temporada de Canela, a partir de sexta-feira, 16 árbitros e 25 assistentes passarão por sessões de treinos táticos, onde são simuladas cenas reais de jogos no gramado.
E você, leitor do blog, o que acha de um Gauchão sem carrinho?"
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Sem mágoa ou saudade!
No texto "Em tempos de ostracismo, leves pitacos", publicado neste blog em 10/11/2009, abordei a questão referente ao Maxi Lopez da seguinte forma:
"3º questão - Maxi López
Maxi é bom jogador? Claro que é. Isto ninguém discute.
A pergunta ser feita é outra: Maxi joga tanto quanto ganha?
Aqui é que reside o cerne da questão! MAxi ganha como craque. Ou seja: como aquele jogador diferenciado, que decide o jogo com lampejos de genialidade. E isso, definitivamente, o argentino não faz. É bom jogador, não resta dúvida! Mas está longe de ser diferenciado!
Ao meu juízo, Maxi ganha mais que joga, de sorte que, na relação custo x benefício, sua permanência não se justifica, ainda mais em face da nossa combalida situação financeira e escassez de qualidade técnica."
Não precisa muito esforço para deduzir que a recente notícia veiculada na imprensa, acerca da saída do argentino, que afirma não querer mais jogar no Grêmio, não me causa qualquer espécie de comoção.
Pelo contrário. Apesar de ser minoria neste assunto, penso que o Grêmio ganha com a saída de Maxi, pois deixará de pagar mais de 200 mil por um jogador apenas bom, nada mais do que isso. Volto a frisar: o salário percebido pelo castelhano era digno de jogadores acima da média, daqueles que possuem jogadas pessoais que resolvem grande parte dos jogos, especialmente os fora de casa (onde Maxi só marcou uma vez no Brasileiro).
Portanto não vou chorar as pitangas ou acusar o avante de "traidor", num típico tango argentino, pois realmente não sinto a sua saída.
Na verdade - e nisso estou acompanhado ao menos do meu amigo Amarante -, não entendo a razão pela qual se ovacionava tanto a figura de Maxi Lopez, até mesmo quando marcava gols de fácil conversão (sem goleiro, após boas jogadas dos companheiros).
Para não ser ingrato, agradeço ao castelhano pelos gols marcados, especialmente o do GRE-nada dos 100 anos, e desejo felicidade no seu novo destino. Quanto a nós? Ora, não sejamos saudosistas! Não será tão difícil achar um substituto à altura e mais barato que Maxi. Difícil será encontrar alguém à altura da Wanda Nara.
Um feliz 2010 a toda a nação tricolor!!!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Entregar ou não entregar, eis a questão?

Vamos deixar a hipocrisia de lado e escalar os infantis no Maracanã.
Muito falatório do lado amargo, pregam dignidade, ameaçam com punição do STJD, eliminação do futebol, expulsão da FIFA ....
Se esqueceram do ano passado? Pois nada como um dia após o outro e só tenho uma coisa para dizer aos párias do futebol gaúcho. SE FUDERAAAAMMMM !!!!!
Morangada, domingo pegue a camisa da réplica do Ajax, use seu nariz de palhaço (que lhes cai muito bem), vá ao estádio cantar o hino e comemore seu bicampeonato moral.


