
Um Dos maiores problemas do Grêmio nos últimos anos vem de uma expressão muito propalada pelo antigo e nada saudoso homem forte do futebol: planejamento. O futebol no Grêmio vai sendo gerido aos trancos e barrancos, sem nenhum tipo de raciocínio de longo prazo.
Isso se reflete na política de contratações e na promoção de novos jogadores, oriundos da base. Sobre as contratações, nosso maior problema nos últimos tempos são as escolhas e a quantidade de novos jogadores que chegam. Não se pode mais dizer que não chega ninguém ao Olímpico ou que os jogadores contratados são apenas nomes totalmente desconhecidos. Se paga, na maior parte das vezes a peso de ouro, por certos nomes, que raramento correspondem.
O problema é que os jogadores mais conhecidos, para desembarcarem no Olímpico, obedecem ao seguinte critério: medalhões em decadência, por vezes toxicômanos que vem fazer tratamento aqui, mas nuca para jogar futebol. Contratamos somente jogadores fora de forma ou com problemas de grupo em seus times mais recentes.
Há também as contratações apostas: jogadores que desembarcam, treinam e, muitas vezes, vão embora sem entrar em campo em um jogo oficial. Bruno Cesar, que vem apresentando bom futebol pelo Corinthians, passou por aqui sem nunca entrar em campo! Diogo, que todos nós queríamos ver pelas costas, hoje é titular do Fluminense em uma função na qual a nossa carência é imensa: a primeira volância.
Vejamos agora o caso dos jovens jogadores: eles calçam a chuteira e vestem a camisa tricolor pela primeira vez e nós, frente às pressões que temos de nosso passado glorioso, esperamos nada menos que um gênio entrando em campo. Criamos imensas expectativas com relação ao Douglas Costa. Depois de jogar algumas poucas partidas, foi vendido por uma merreca. 2010 poderia ser o grande ano do jogador, que deveria estar fazendo a função do Douglas Bosta, que hoje enverga a 10 tricolor. O que vemos é o jogador ganhar a seqüência de jogos e o entrosamento necessário no outro lado do mundo, chegando à seleção, enquanto reclamamos que nos falta um articulador com maior movimentação. Antes que alguém diga que ele era manhoso, respondo: o diretor de futebol era o Onofre. Tu o respeitaria?
Seja craque, seja pé de mesa, é preciso tempo e seqüência para revelar jogadores de nível ao menos razoável. É preciso grupo, futebol com força coletiva, coisa que não temos há muito tempo. Em um grupo bem azeitado, jogadores fracos “acertam”. Vejamos o caso do Flu: Diogo e Diguinho continuam limitadíssimos, mas com um futebol jogado como esporte coletivo, eles funcionam. Tempo que, na medida que o campeonato anda, se torna o nosso maior pesadelo.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Tempo, tempo, tempo...
sábado, 21 de agosto de 2010
Sinal Roxo!!!
A ida antecipada à fortaleza deve ter sido muito interessante para os jogadores do Grêmio. Douglas e alguns outros puderam colocar o bronzeado em dia. O jogo deste sábado, mais que revoltante, foi sinal de que muito teremos que fazer pra permanecer na série A.
A derrota para o perdido e fraco ceará escancarou que nossos problemas são muito mais profundos do que a simples presença de Renato possa resolver. O primeiro tempo foi de igualdade: um time medíocre de cada lado do campo. A ruindade era tanta os dois gols foram contra. Nós mantivemos o placar em 1 a 1 por sorte e graças a Vitor, que defendeu até penalty.
O Segundo tempo foi vexatório. Não houve um só lance de ataque do tricolor que pudesse ser posto no compacto. Inoperância total. Pra ajudar, Renato deixou claro que ainda está em período de ambientação. Suas modificações e a conversa no intervalo não surtiram nenhum efeito positivo.
A reabilitação deveria ocorrer contra o ceará, time (outro) que depois da copa não se achou. Esperaremos ganhar pontos fora de casa contra quem?? Fluminense, Corinthians, Santos? Um time sem ser brilhante e razoavelmente organizado poderia ter obtido os 3 pontos.
O problema é que a desorganização é muito grande e os problemas são técnicos, táticos e anímicos. Além disso, nossa preparação física está muito aquém do esperado. O desempenho ridículo do 2º tempo pode ser indicativo do baixo rendimento físico. Não houve um contra-ataque sequer. Isso, além de ruindade, é falta de perna.
Mas no Grêmio parece que é proibido falar na preparação física. Parece que só a presença da família Paixão é suficiente para fazer o time correr. O trabalho físico é bem feito quando o time tá voando e as lesões são poucas. Não temos nenhum, nem outro. Mas quem no Grêmio tem comando pra fazer essa cobrança?? A direção? Esquece. Kroeff tem tanto pulso que deve pedir licença pra entrar no vestiário e, quando sai, deve dizer: “desculpa qualquer coisa”.
Espero que Renato perceba que é necessário muito trabalho para que o time se encontre. Só conversa não vai adiantar. Além disso, algumas escolhas devem ser feitas. Os jogadores descomprometidos não podem continuar. O esquema tático tem que ser definido. A falta de convicção tática já nos cobra alto preço. Em pleno agosto, só não estamos em férias porque há muito trabalho para ficarmos fora da zona da degola. Isso não é Grêmio.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Basta!
Nossa rotina tem sido esta! De quase títulos, de ver a festa alheia e, tal qual eles outrora, de criticar o saldo qualificado, o comportamento da imprensa e a sorte (que, como bem sabemos, só acompanha quem tem qualidade).
Chega! A geração destes blogueiros cresceu vendo o Grêmio vencer! Cresceu vendo times de qualidade! Cresceu com o pátrio poder sobre a Libertadores, o Mundial e qualquer outro campeonato que se colocasse na nossa frente, especialmente se a fórmula fosse o mata-mata.
Não há como permanecermos na inércia, esperando a chegada da salvação diretamente dos céus. O modelo absolutista já se foi, embora no tricolor ainda existam cartolas que entendem ser enviados dos deuses, com a missão de guiar eternamente o clube.
De nada adianta xingar os vermelhos, culpar a imprensa, reclamar da tabela ou exercer qualquer outra forma de tapar o sol com a peneira.
A década se foi! E, se ficarmos parados, este outro decêncio que ora se inicia será novamente repleto de frustrações, secações e ausência de títulos.
Nosso Grêmio não merece isso! Algo tem que mudar! E nós torcedores temos, atualmente, a possibilidade de protagonizar esta mudança. Olhemos humildemente para o lado. Eles passaram 26 anos com apenas uma Copa do Brasil, até concluírem que o pensamento mágico não resolveria. Entenderam a necessidade de mudar de rumo e, principlamente, da renovar o quadro de dirigentes.
Agora é nossa vez de refletir e ver que temos que mudar nossas perspectivas. Impossível que no universo de torcedores e cartolas gremistas não existam novos e bons dirigentes, com idéias boas e inovadoras, aptas a elevar o Grêmio ao seu patamar costumeiro: o de sempre campeão!
Dia 11/09 temos eleição para o Conselho. Este órgão deliberativo e fiscalizador é crucial ao bom andamento do clube, bem como ao do seu fim primordial: o futebol.! Vamos analisar as chapas, comparecer e começar a mudança. Ou então permaneçamos de braços cruzados, assistindo incrédulos a esta piada que se tornou o futebol do sul do país.
Vamos pensar com racionalidade! Nenhuma das chapas apresentará apenas bons nomes, de gremistas comprometidos, de conduta ilibada e com prefil de vencedores. Como toda e quallquer instituição, haverá os bons e maus elementos.
Mas, como é próprio da política, as chapas terão visões distintas sobre a participação do sócio, a cláusula de barreira, as categorias de base, etc. Analisemos tais propostas em conjunto com os nomes constantes das nominatas, para verificar se existe razoável lógica entre o que é prometido e a história pessoal de cada um dos candidatos.
Conclamo a todos os sócios que lêem este blog a comparecer à votação, para que posssamos iniciar a mudança, retomar os títulos e voltar a ser o maior clube do garrão da pátria.
A hora é de silêncio e trabalho, para que, o mais breve possível, possamos voltar a festejar!
Vamos, Tricolor!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Para voltar a ser Grêmio

Há algumas máximas sobre o futebol, mais especificamente sobre a relação do torcedor com o clube que são muito repetidas, por quem manja e por quem não manja do riscado. Dizem que grandes títulos garantem a renovação das gerações de torcedores e que bons times lotam estádios.
São duas idéias que nos atemorizam. Já vai algum tempo que o Grêmio não conquista um grande título (o último completará uma década no próximo ano) e os times que nossa diretoria montou nos últimos tempos tem afugentado a torcida mais aguerrida do Brasil de nossa casa.
O ano de 2010 começou sob a desconfiança de todos nós. Depois de um 2009 pouco animador, tivemos um pequeno desmanche do time e contratações em pacote, prática que nunca deu certo. Some-se a isso o grande nó: o treinador. Não satisfeitos com a aula de como apequenar um gigante dada pela nossa direção no ano que passou com o vai-e-vem dos treinadores, decidiram começar o ano com Silas, que por um sem-número de motivos nos deixou, já jogadas boas 13 rodadas do Campeonato Brasileiro, na zona da degola.
Bueno, depois de todos esses embaraços que vivemos nos últimos tempos, a diretoria do Grêmio resolveu fazer aquilo que já deveria ter feito há muito tempo: trouxe de volta para a sua casa Renato Portaluppi. Antes de falar dos méritos dessa contratação, um problema precisa ser sublinhado na atitude da Direção do Grêmio, a saber, trazer Renato para limpar a sua barra junto ao torcedor, em um momento de crise institucional de muita gravidade. Ao invés de chamar Renato para começar um trabalho (ou para nos conduzir ao Tri da LA09), a Direção trouxe uma freira que já flertou com o lado amargo da força.
Mas a chegada de Renato é maior do que a perfídia dos Metralhas que tomaram conta do Grêmio. É muito bom ver um gremista no comando do Grêmio. Ver o maior ídolo da história do nosso clube no comando da casamata. E ver o Grêmio voltando, lentamente, a ter a cara do Grêmio.
E se o que vemos é um despertar de um Grêmio que remeta às nossas raízes, o início de uma nova caminhada pelas mãos de nosso ídolo maior, a paixão da torcida se reacenderá e as coisas voltarão lentamente aos seus trilhos. Tenho certeza de que sempre ajudamos a contrariar aquela “verdade” sobre o futebol que comentei lá no começo do texto. Mesmo ao longo de uma década perdida, nunca faltou paixão da torcida quando vimos o GRÊMIO em campo.
Se nosso modo de ser sempre foi forjado por conquistas & paixão, precisamos reacender a paixão dos torcedores e fazer com que nós voltemos a nos sentir donos do clube. Isso, imediatamente, voltará a lotar o Olímpico e devolverá o orgulho a todos. Em um segundo momento, desejo que sirva de combustível a todas as pessoas bem intencionadas de intervir na política do clube e forçar o processo de democratização do Grêmio, tarefa de todos nós.
Ao Renato Portaluppi, vida longa à frente do Grêmio!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Parem o mundo, pois quero descer!
"Carrinho deve tomar cartão vermelho no Gauchão 2010. Você concorda?
Os árbitros vão usar tolerância zero contra a mais violenta arma dos jogadores. A ordem é usar cartão vermelho já no primeiro lance desleal.
Na pré-temporada de Canela, a partir de sexta-feira, 16 árbitros e 25 assistentes passarão por sessões de treinos táticos, onde são simuladas cenas reais de jogos no gramado.
E você, leitor do blog, o que acha de um Gauchão sem carrinho?"
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Sem mágoa ou saudade!
No texto "Em tempos de ostracismo, leves pitacos", publicado neste blog em 10/11/2009, abordei a questão referente ao Maxi Lopez da seguinte forma:
"3º questão - Maxi López
Maxi é bom jogador? Claro que é. Isto ninguém discute.
A pergunta ser feita é outra: Maxi joga tanto quanto ganha?
Aqui é que reside o cerne da questão! MAxi ganha como craque. Ou seja: como aquele jogador diferenciado, que decide o jogo com lampejos de genialidade. E isso, definitivamente, o argentino não faz. É bom jogador, não resta dúvida! Mas está longe de ser diferenciado!
Ao meu juízo, Maxi ganha mais que joga, de sorte que, na relação custo x benefício, sua permanência não se justifica, ainda mais em face da nossa combalida situação financeira e escassez de qualidade técnica."
Não precisa muito esforço para deduzir que a recente notícia veiculada na imprensa, acerca da saída do argentino, que afirma não querer mais jogar no Grêmio, não me causa qualquer espécie de comoção.
Pelo contrário. Apesar de ser minoria neste assunto, penso que o Grêmio ganha com a saída de Maxi, pois deixará de pagar mais de 200 mil por um jogador apenas bom, nada mais do que isso. Volto a frisar: o salário percebido pelo castelhano era digno de jogadores acima da média, daqueles que possuem jogadas pessoais que resolvem grande parte dos jogos, especialmente os fora de casa (onde Maxi só marcou uma vez no Brasileiro).
Portanto não vou chorar as pitangas ou acusar o avante de "traidor", num típico tango argentino, pois realmente não sinto a sua saída.
Na verdade - e nisso estou acompanhado ao menos do meu amigo Amarante -, não entendo a razão pela qual se ovacionava tanto a figura de Maxi Lopez, até mesmo quando marcava gols de fácil conversão (sem goleiro, após boas jogadas dos companheiros).
Para não ser ingrato, agradeço ao castelhano pelos gols marcados, especialmente o do GRE-nada dos 100 anos, e desejo felicidade no seu novo destino. Quanto a nós? Ora, não sejamos saudosistas! Não será tão difícil achar um substituto à altura e mais barato que Maxi. Difícil será encontrar alguém à altura da Wanda Nara.
Um feliz 2010 a toda a nação tricolor!!!


