Não estou falando das escalações demasiadamente ousadas e, por vezes, inventivas demais.
Refiro-me ao domínio do outrora explosivo vestiário tricolor.
Primeiro veio a imposição de multas para quem estivesse acima do peso e/ou chegasse atrasado. Medida salutar para um grupo desunido e que se mostrava descompromissado. Afinal, o bolso é o órgão mais sensível do ser humano.
Depois, veio a conversa particular com alguns jogadores, dentre eles Douglas. É inegável que o nosso sonolento camisa 10 começa a ter lampejos daquele eletrizante meia que jogou pelo Corinthians. Aliás, ele tem até ajudado (ainda que bem de leve) na marcação.
Aliado a isto veio a blindagem do grupo. Renato se nega a criticar, ainda que inidiretamente, qualquer de seus comandados. Trabalha com a idéia de que: quando se ganha, ganham todos; e de que quando se perde, perdem todos.
A coroar tais medidas veio a frase proferida na entrevista coletiva de ontem, onde nosso eterno camisa 7 disse que: “No meu time, quem tem que marcar, marca e quem decide pode jogar mais solto. E tem dado certo. Pedir para um jogador que não é da função marcar até a bandeirinha de escanteio não serve. Ele só se desgastará e não terá pernas para criar. Craque joga, carregador de piano marca.”
Ora, isto é básico no futebol. Claro que o futebol moderno exige que todos auxiliem na marcação. Mas não se pode querer que o centroavante exerça a mesma função do volante. Como diz o filósofo: cada um no seu quadrado! E este conceito, por vezes, é esquecido no Grêmio! Afinal, já vimos a valorização de atacantes não pelos gols feitos, mas pelos carrinhos dados junto à bandeirinha de escanteio.
Espero que Renato - que dentre todos os que ali estão é disparado o mais malandro - siga usando sua experiência para ter o grupo sob sue inteiro comando.
Sigamos em frente, tricolor!






