quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Vestiário


Os três pontos vieram! O segundo tempo sofrível das outras partidas jogadas no Olímpico permaneceu.

Apesar de ter sido contra a contratação do Renato e de não o considerar, AINDA, um treinador preparado, algums soluções propostas pelo nosso comandante têm se mostrado positivas.

Não estou falando das escalações demasiadamente ousadas e, por vezes, inventivas demais.

Refiro-me ao domínio do outrora explosivo vestiário tricolor.

Primeiro veio a imposição de multas para quem estivesse acima do peso e/ou chegasse atrasado. Medida salutar para um grupo desunido e que se mostrava descompromissado. Afinal, o bolso é o órgão mais sensível do ser humano.

Depois, veio a conversa particular com alguns jogadores, dentre eles Douglas. É inegável que o nosso sonolento camisa 10 começa a ter lampejos daquele eletrizante meia que jogou pelo Corinthians. Aliás, ele tem até ajudado (ainda que bem de leve) na marcação.

Aliado a isto veio a blindagem do grupo. Renato se nega a criticar, ainda que inidiretamente, qualquer de seus comandados. Trabalha com a idéia de que: quando se ganha, ganham todos; e de que quando se perde, perdem todos.

A coroar tais medidas veio a frase proferida na entrevista coletiva de ontem, onde nosso eterno camisa 7 disse que:No meu time, quem tem que marcar, marca e quem decide pode jogar mais solto. E tem dado certo. Pedir para um jogador que não é da função marcar até a bandeirinha de escanteio não serve. Ele só se desgastará e não terá pernas para criar. Craque joga, carregador de piano marca.”

Ora, isto é básico no futebol. Claro que o futebol moderno exige que todos auxiliem na marcação. Mas não se pode querer que o centroavante exerça a mesma função do volante. Como diz o filósofo: cada um no seu quadrado! E este conceito, por vezes, é esquecido no Grêmio! Afinal, já vimos a valorização de atacantes não pelos gols feitos, mas pelos carrinhos dados junto à bandeirinha de escanteio.

Espero que Renato - que dentre todos os que ali estão é disparado o mais malandro - siga usando sua experiência para ter o grupo sob sue inteiro comando.

Sigamos em frente, tricolor!








domingo, 5 de setembro de 2010

A pergunta que não quer calar.


Após o jogo com o Botafogo, o presidente Duda Kroeff concedeu a sua entrevista. Ao ser chamado a comentar sobre as opções de Renato na escalação do time, lançou a seguinte pérola: “Não é essa a minha escalação preferida, mas sou leigo e ele é profissional”
Ora, ainda que eu tenha compreendido a intenção do comentário, não posso deixar de perguntar: se o presidente do Grêmio é leigo em futebol, em que ele será expert?

sábado, 4 de setembro de 2010

INVENÇÃO, ESTRELA E PONTO PRECIOSO



Pelo menos ele reconheceu o erro. Nosso comandante admitiu na coletiva que a escalação de Gilson não deu certa. Aos vinte minutos levávamos 2 a 0 do Botafogo e a cara do jogo era de goleada para o time da casa. A escolha de Gilson foi um erro em três dimensões:

Primeiro: O jogador demonstrou pouca qualidade. Nos minutos em que esteve em campo, Gilson ficou mais perdido que surdo em bingo. O mesmo já havia ocorrido na arena da baixada.

Segundo: Gilson, lateral limitado, foi escalado fora de posição. Nas condições normais de temperatura e pressão já é dificil, imagina fora delas.

Terceiro: Renato preteriu jogadores mais antigos por um jogador fraco. Isso é muito ruim tendo jogadores que já contribuiram com o time no ano. Principalmente o Maylson que é a ultima alternativa do nosso comandante para o meio. Isso gera constrangimento e desvaloriza o guri. Essa ta difícil de entender.

O inicio avassalador fez o botafogo relaxar. Graças a isso e a substituição de gilson por Roberson, o jogo ficou mais equilibrado.

Renato não é ortodoxo nem burocrático. Suas alterações são, no mínimo, um elogios à criatividade. Lá pelos 30 do segundo tempo, ainda 2 a 1 para o botafogo, jogavámos num 4-1-5. Só adilson no meio e na frente Borges, jonas, leandro, andre lima e roberson. Uma temeridade. Algo que só alguem que transformou um balão da bandeirinha de escanteio em jogada de gol de titulo de libertadores é capaz de fazer. Renato ousou, desafiou a lógica e deu certo: conquistamos um ponto precioso contra um adversário que faz boa campanha.
Sinal de estrela e de pouco tutano.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Nessa hora o que importa é vencer.


Como gremista, é claro que o conformismo não faz parte do meu caráter. Mas o resultado de 1 x 0 contra o Guarani de Campinas no Olímpico me satisfaz? É óbvio. No contexto atual o importante é somar pontos e vencer em casa, porém o futebol apresentado ainda me deixa insone.

Algumas decisões no nosso eterno camisa 7 me deixam contrariado. Me parece que ele não está sabendo ler o jogo. Passamos o segundo tempo inteiro jogando paredão, porque a meia cancha não combatia, errava passes e não conseguia prender a bola. Deméritos de quem? Souza e Douglas. Está mais do que provado que eles não podem jogar juntos, pois ficamos muito vulneráveis. Na substituição, o erro não foi tanto pela entrada do Leandro (afinal, não há muitas opções), mas no seu posicionamento mais adiantado. Era questão de tempo para levarmos o gol de empate, o que acabou acontecendo, mas em impedimento milimétrico para a nossa sorte (finalmente jogou a nosso favor). No final, o sufoco característico de times que estão passando por essa fase, com direito a segurada de bola na bandeira do escanteio (contra o Guarani de Campinas !!!).

De resto, o preparo físico está sofrível. A história da tal da caixinha para os obesos e as declarações do Renato indicam que havia algo de podre no reino tricolor. Deve melhorar.

Enfim, estão valendo os 3 pontos e saímos do Z-4. Vamos ver se com um pouco mais de tranquilidade conseguimos jogar mais.

Esse ano vai demorar para acabar.

P.S.: Essa (es)história do Koff concorrer novamente à presidente, às vésperas de uma eleição do Conselho, me cheira a notícia plantada. Além disso, com todo respeito ao passado dele, tenho dúvidas quanto aos seus interesses em comandar o clube. Temos que renovar.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Todos ao Olímpico !!!



Estou de volta depois desse longo e tenebroso inverno. Afinal, somos gremistas no boa, na ruim e na péssima. Pior do que está não pode ficar. A América tá entregue aos Chavéz, Morales, Farc e outros bando de chinelão. Temos que nos organizar e botar os cachorro a mija nos poste novamente.

Buenas, quanto ao jogo de ontem... Poderia ter sido melhor, mas também poderia ter sido pior. Um empate na Arena da Baixada não pode ser considerado um mal resultado, ainda mais nessa fase em que é necessário somar pontos.

De positivo, a evolução do time e algumas certezas para o nosso eterno camisa 7 (espero!!!). De negativo, a falta de sorte, que está sobrando para alguns arrombados da vizinhança. Aquela bola na trave do Borges.

A primeira certeza, o Souza e o Douglas não podem jogar juntos. E não digo isso pela má fase técnica, mas pela característica de jogo. É muito toquinho de calcanhar, jogada de efeito, um drible a mais, além, é claro, de muito ego reunido. Acho que o nosso capitão (vejam aonde chegamos) tem que esquentar um banco.

Na minha opinião, o esquema de jogo deve ser o 4-4-2 com três meias-cancha marcadores, deixando o Douglas (o quarto meia) livre para se aproximar dos atacantes. Um pequeno problema, quem são esses 3 meias? Adílson, Rochemback e Magrão (Maylson). E Ferdinando mesmo, na falta de algum deles.

O que não dá para fazer é inventar a roda e colocar um lateral-esquerdo recém chegado no meio. Não vou avaliar o desempenho dele, mas já fiquei ressabiado quando ele fez uma jogada típica de lateral e me cruzou na cabeça de um torcedor dos Fanáticos.

Na zaga, esse tal de Vilson, honrou o nome e me lembrou aquele alemão que vivia dando bago pra arquibancada. Me lembra dos tempos de piá, quando diziam para aquele pereba, mas com força de vontade e vigor físico jogar na zaga. O guri saía todo escalavrado de tanto carrinho e o resto do time adorava (qualquer semelhança não é mera coincidência). Eu prefiro o Neuton ou o Saimon. O tal do Paulão que acabou de desembarcar eu desconheço, mas como é baiano...

Quanto aos laterais, gostei da estréia do Gabriel, sujeito boleiro, já o Fábio Santos... falar o quê de um cara que se arrebenta tomando banho com uma criança.

O ataque continua terra de um homem só, Borges. O Jonas voltou a ser o Jonas. Isso que dá acreditar em craque do Gauchão, nunca me enganou. Mas já que não tem niguém, vai tu mesmo (obrigado, Meira). Apesar de não gostar de seu futebol, gostaria de ver o André Lima nos minutos finais e alguém truviscando no fedor. Ontem era jogo para isso.

E a direção, finalmente deu sinal de vida e fez uma promoção para trazer a torcida de volta. Demoraram para se mexer. Não sei o que diz essa bosta de Estatuto do Torcedor, mas podiam abrir os portões ou cobrar R$ 1. Enfim, a torcida tem que assumir essa e tirar o time dessa situação... como sempre.

Era isso, de volta ao blog e em breve de volta ao Monumental. Podem deixar que antes de ir embora de Salvador vou marcar uma consulta com o Loirinho.
P.S.: Parabéns a todos os tricolores pelo aniversário de 15 anos do Bi da Libertadores de verdade, sem purpurina, sem fair-play e com muito conhaque na goela.

sábado, 28 de agosto de 2010

Força tricolor!


Teremos uma parada torta pela frente. O Patético Paranaense, em casa, gosta de complicar a nossa vida. Ainda que não seja um time com grande tradição ou com conquistas que mereçam consideração, criaram uma certa rivalidade e grande hostilidade com relação ao Grêmio.
Temos que ganhar o jogo na meio-estádio dos paranaenses, na boa ou na ruim. Conseguiremos? É preciso esperar o domingo e deixar a bola rolar. Acredito que ainda há uma chance de o Grêmio acordar do sonambulismo em que se arrasta.
Avante Tricolor!!!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

PELO BÁSICO!



São gigantescas as mudanças necessárias pra fazer do Grêmio novamente um time competitivo. Entretanto, nossa incompetência gerencial nos faz ter um único e claro objetivo em pleno agosto: fazer uma campanha melhor do que 4 entre 19 times do brasileiro. É verdade que estamos nos enrolando a cada jogo, mas não podemos negar que há tempo pra organizar minimamente o time e garantir pelo menos a 16ª posição.

Pra isso, vejo que a hora não é de grandes projetos e complexos trabalhos técnicos e táticos. É hora de simplificar. Tentar fazer bem aquilo que é básico.

Dentre outras possibilidades, sugiro três medidas básicas que podem nos garantir importantes pontos.

1º - Melhorar a preparação física. Estamos despencando na etapa final. Os erros técnicos se multiplicam ao aproximar-se o final do jogo. Isso pode ser sinal de despreparo físico. Contra o Santos, embora a diferença de qualidade, com bom preparo seria possível garantir os 3 pontos, já que saímos na frente e depois ficamos com um homem a mais.

2º - Treinar a bola parada, principalmente no ataque. Estamos desperdiçando várias oportunidades em cobrança de faltas e escanteios. Aliás, faltas e escanteios têm sido pra testar a paciência do torcedor. Nossos escanteios não passam do primeiro pau e bate quem está mais próximo. Ontem, criamos assim o contra-ataque do 2º gol do santos. As faltas próximas da área adversária também tem sido uma calamidade. Em tempos escassos, não podemos bater faltas e escanteio como quem bate tiro de meta. Treino já.

3º - Fixar um esquema. Prefiro o 4-4-2, mas se a escolha for por outro esquema, que seja mantido. Nessa fase em que a limitação técnica e a falta de confiança são evidentes, a mudança freqüente de esquema só prejudica. Embora reconheçamos que os jogadores possuam características diferentes, no momento é prudente a manutenção das funções em campo. Um feijãozinho com arroz pode ser muito importante nessas horas.