De fato, nada a comemorar. Foi um ano de ostracismo total. Ou em outras palavras: foi um ano em que o Grêmio teve uma campanha condizente com o tamanho do Coritiba, do Botafogo e dos Atléticos (MG e PR): grande no nome, mas pequeno na competência.
Mas afinal, de quem é a culpa?
Seria extremismo não admitir que todos tem sua parcela de culpa: a direção, com sua omissão e desconhecimento futebolístisco; o Sir P. A., que somente se preocupou em ensinar coisas ao Grêmio, sem ter consciência de que o estilo do Grêmio também pode lhe ensinar muito; os jogadores, por total ausência de brio nos jogos fora de casa; e, por fim, a torcida: o pessoal da geral, que se preocupou demasiadamente com seus rachas internos e vaidades indviduais; o pessoal da social, pela permanente e, muita vezes, desarrazoada corneta; e o pessoal das cadeiras, por achar que somente o anel inferior é que tem o dever de apoiar e cantar os noventa minutos.
Todavia, a assunção geral da culpa não pode tapar o sol com a peneira e impedir que se eleja o principal responsável pelos insucessos de 2009. E, ao meu ver, a responsável principal e direta pelo ano de ostracismo é a direção.
Sendo bastante franco, vejo a atual diretoria como um estrandarte de probidade. Sinceramente, acho que, em termos de honestidade e ética, esta direção está bem servida, diferentemente de várias administrações passadas. Até o presente momento, o Sr. Duda e sua turma não possuem qualquer suspeita acerca de sua conduta ilibada.
Todavia, com relação a principal atividade do clube - o futebol! -, vejo o atual corpo diretivo como um dos piores da nossa recente história.
Trata-se de uma direção que não possui uma política de futebol clara, oscilando em seus conceitos de acordo com o soprar do vento. Uma direção que pouco conhece do mercado futebolísitco e que despende vultuosas quantias em jogadores que não são decisivos. Uma direção que se omite em momentos que exigem uma postura mais contundente (vide caso dos portões fechados pela BM no jogo de volta com o Cruzeiro pela Libertadores; ou então, o caso da ausência de uma cobrança séria pelos péssimos resultados obtidos fora de casa no Brasileirão). Enfim, uma direção que se faz descompromissada e que encara sua gestão como um mero passatempo.
O Grêmio necessita, urgentemente, voltar a ter o seu tamanho real, conquistando títulos e dando alegrias a sua torcida. Por isso, em 2010, as contratações devem ser mais criteriosas. Em sendo assim, suplico: sem contratações por DVD! Informem-se, consultem aqueles que entendem e vivem o esporte bretão e sigam as orientações. Tragam atletas com qualidade, postura e espírito vencedor.
E, por obséquio: não venham alegar falta de recursos. Primeiro porque, quando assumiram a barca, sabiam da real situação vivenciada pelo clube; segundo, porque é possível contratar bem sem gastar muito (vide Victor e Réver).
Avante, tricolor!


O evento será realizado no dia 14 de setembro, às 18:30, na semana de comemoração dos 106 anos do Grêmio. Não sei se a escolha foi democrática, mas os nomes são unanimidade. Justa homenagem aos Campeões da América.
