terça-feira, 20 de maio de 2008

A Tartaruga Krieger e o Escorpião Roth

Em função do plantel, o Roth está armando o time bem protegido na defesa. Para os jogos fora tudo bem, mas em casa... Não vi uma atuação tão exuberante do goleiro do Flamengo como a imprensa alardeou, nem um número significativo de chances de gol. Bolas na trave? Uma num escanteio e outra num chute de longe. Chances claras mesmo, a partir de jogadas trabalhadas, foram raras. Qual o problema? Para mim é evidente, está faltando alguém que crie jogadas. Só temos o Roger, de quem não sou fã. O Tcheco está chegando, não sei em que condições. Faltam atacantes competentes que coloquem a bola p/ dentro nas escassas oportunidades de gol. Repito, o Perea é jogador p/ grupo no máximo. Marcel? Nem para isso serve. De dispensado ele passou à salvador da lavoura, sem ter adicionado nada de positivo ao seu currículo nesse período (pelo contrário). Eu sou contra a volta do Jardel, mas já estou quase mudando de opinião.

Substituições? O problema do Roth é que ele "se trai a si mesmo". Ele é elogiado por conseguir dar estabilidade defensiva ao time, arrumar a casa, etc, nem parece o Roth. Porém quando vai mexer no time... o Roth volta a ser o Roth. Tira o Roger e o Soares, para colocar o Rodrigo Mendes e o Jonas. Precisa ganhar? Coloca 3 atacantes. Até os refletores do Olímpico sabem disso. Mas tirar o único armador? Quem vai criar as chances de gol? Um dos 3 zagueiros? Em seguida, ele vê que não funciona e tenta consertar. Tira o Perea e coloca o Makelele. Se me falasse que queria segurar o empate, até entenderia, mas não foi o caso. E lá vai o Roth morrer agarrado aos 3 zagueiros perante um ataque inoperante do Flamengo. Assim não dá professor, abandona o "Manual de Instruções do Técnico de Futebol Acidental" e pensa... se bem que isso é querer demais.

Não sou o blogueiro filósofo, mas isso me lembra aquela parábola "A Tartaruga e o Escorpião", na qual a tartaruga ajuda o escorpião a atravessar o rio e, ao chegar à outra margem, é atingida por sua ferroada mortal. Questionado sobre o motivo da atitude, o escorpião simplesmente responde: "É da minha natureza.". É o caso do Roth, é da sua natureza ser o Roth. Não podemos nos enganar, não vai mudar.

Enfim, já que essa direção insiste em mantê-lo como treinador, temos o dever cívico de Gremistas de apoiar cegamente o time. Só bebendo para engolir. Mas tem que ser fora do estádio pq dentro só está liberado o uso de drogas. Bem... isso já é assunto para outra matéria.

4 comentários:

Luiz Fernando disse...

GRande Kbecinha!!!

Bela análise!!! O Roth é sem critério mesmo! Substituiu muito mal. Mas ao menos o grupo está com vontade. Falta acrescer alguma qualidade e torcer para que o 'professor Pardal" pare com as invenções e implicâncias.

amarante disse...

Muito bom seu Kbecinha!!
Roth não dorme direito se não o chamam de burro. Acho que ele precisa disso. Tava indo bem, aí teve que inventar e tirar o Roger. Embora tenha faltado ousadia, vou preferir ficar com as coisas boas que vi e entre elas destaco entrega dos jogadores.
Ah, faltou uma outra coisa: dar um peitaço no juiz quando da não marcação do primeiro penalty.

Jabba disse...

O problema maior para mim não foi substituir o Roger, que não estava jogando nada mesmo, mas colocar o Jonas, que nunca joga nada mesmo e o Rodrigo Mendes que é ex-atleta.
A falta de opções para o meio e o ataque é preocupante, mas não adianta trazer mais um, como o Marcel, tem que trazer alguém que realmente agregue qualidade. Não é por nada que das 4 chances claras de gol três tenham saído dos pés (ou cabeça) de zagueiros.
E o Roth só mostrou mais um vez que não consegue mudar nada, o Flamengo ficou sem nenhum atacante e ele insistiu no mesmo esquema.

amarante disse...

Quem cobrou escanteio e colocou na cabeça do Pereira? Roger. Quem pegou o rebote da bola na trave do Léo e forçou o goleiro a uma grande defesa? Roger. Além dessas jogadas o cara participou de quase todos os ataques do Gremio. Naquela circustancia jogador que sabe jogar tem que ficar em campo. Sem falar que o Roger é o melhor jogador do Gremio no semestre. Só é admissível a saida dele se não mostrar vontade, o que evidentemente não era o caso. O Celso Roth (e alguns seguidores) tem a mania de implicar com jogador bom.